Brilhando como estrelas na noite

Sábado, 24 de Janeiro

VERSO PARA MEMORIZAR:
“Façam tudo sem murmurações nem discussões, para que se tornem irrepreensíveis e puros, filhos de Deus inculpáveis no meio de uma geração perversa e depravada, na qual vocês brilham como estrelas no mundo” (Filipenses 2:14, 15).

Leituras da semana:
Filipenses 2:12–30; Romanos 3:23, 24; 5:8; 2Timóteo 4:6; 1Coríntios 4:17; 2Timóteo 4:21, 13; Lucas 7:2
Deus disse aos hebreus para obedecer porque essa obediência “é a vossa sabedoria e o vosso entendimento aos olhos dos povos, que ouvirão todos estes estatutos e dirão: ‘Certamente esta grande nação é um povo sábio e entendido’ ” (Deuteronômio 4:6). Séculos depois, Jesus disse: “Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida” (João 8:12). Ele também disse: “Vós sois a luz do mundo; não se pode esconder uma cidade situada sobre um monte” (Mateus 5:14).

Como podemos ser essa luz? Somente através de uma conexão íntima com Jesus, “a verdadeira luz que ilumina a todos os homens” (João 1:9). Como diz Filipenses 2, Deus “o exaltou soberanamente e lhe deu o nome que está acima de todo nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho... e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor” (Filipenses 2:9 a 11).

A luz e o poder do céu estão disponíveis para todos nós que entregamos nossas vidas a Jesus. Mas, muitas vezes, ou esperamos que Deus faça tudo sozinho, ou nossas próprias ideias e planos atrapalham. É por isso que as palavras de Paulo aos filipenses são tão relevantes hoje.

* Estude a lição desta semana para se preparar para o Sábado, 31 de Janeiro.

Domingo, 25 de Janeiro

Tendo apresentado Jesus como o exemplo perfeito de humildade e obediência à vontade de Deus, Paulo agora se volta para os filipenses. Ele afirma a obediência deles ao Senhor depois que receberam a mensagem do evangelho (ver Atos 16:13-15, 32 e 33) e os exorta a continuar nessa obediência.

Tendo apresentado o exemplo da vida de Cristo e da Cruz como o caminho da salvação, Paulo agora se concentra de forma mais direta em como tudo isso funciona na prática.

Leia Filipenses 2:12, 13. O que Paulo quis dizer com esta frase: “Desenvolvam a sua salvação”? Como você descreveria a relação entre fé e obras?

Nesses dois versículos, Paulo não apresenta um evangelho diferente do que ele expõe em Romanos e em suas outras epístolas. Podemos ter certeza de que sua mensagem aqui concorda com o evangelho da justificação pela fé, que ele também pregou em Filipos e em outros lugares. Mas também é importante considerar tudo o que a Bíblia diz sobre um determinado assunto, especialmente sobre a salvação, que pode ser tão mal compreendida.

Leia Romanos 3:23, 24; 5:8; Efésios 2:8–10. O que Paulo ensina sobre a salvação?

Sem dúvida, a salvação é obra de Deus, e não podemos nos creditar absolutamente nada por ela. Até mesmo a fé é um dom, encorajado pela ação do Espírito Santo. Nossas próprias obras não podem nos salvar; entretanto, por meio do novo nascimento, Deus nos recria espiritualmente, capacitando-nos a realizar boas obras. O Espírito de Deus atua em nós, fortalecendo nossa vontade para escolher o que é certo, resistir à tentação e tomar decisões corretas.

Assim, nós “praticamos a nossa salvação com temor e tremor” (Filipenses 2:12). Isso significa que devemos ter medo do julgamento de Deus sobre nossos esforços muitas vezes frágeis para obedecer? Claro que não. Essa expressão se refere a sentir a presença de Deus (ver Salmos 2:11) e à nossa necessidade de obedecê-Lo.

Você já percebeu Cristo agindo em sua vida? Ao mesmo tempo, a natureza pecaminosa resiste ao que Deus realiza em nós? O que fazer para vencer essa tendência?

Segunda, 26 de Janeiro

Em Filipenses 2:14, Paulo exorta os filipenses a “fazerem todas as coisas sem murmurações nem contendas”. Os desafios à unidade da igreja são tão sérios que ela não pode ser mantida sem um esforço significativo da nossa parte. A unidade dentro da igreja é um subproduto da nossa união com Cristo e da obediência à Sua Palavra. E é vital para o nosso testemunho, como Paulo prossegue apontando, chamando-nos a “brilhar como estrelas no mundo” (Filipenses 2:15).

Em uma noite sem lua, longe do brilho das cidades e das luzes das ruas, mais estrelas se tornam visíveis, e parecem brilhar muito mais intensamente. É o contraste que faz a diferença. Quanto mais negro o céu, mais claramente as estrelas se destacam. O mesmo acontece com o nosso testemunho. Quanto maior a escuridão moral ao nosso redor, mais nítido é o contraste entre a vida dos verdadeiros seguidores de Deus e a dos mundanos. É, portanto, extremamente importante não permitir que as luzes artificiais das ideias, pressões e práticas do mundo façam nosso testemunho desaparecer em segundo plano ou sumir completamente.

Como Paulo descreveu o que nós, como filhos de Deus, devemos ser e fazer? Filipenses 2:15, 16.

“Irrepreensível” significa “sem culpa, sem censura”. É usado especialmente a respeito de Jó e de seu caráter irrepreensível (ver Jó 1:1 e 8; Jó 2:3; ver também Jó 11:4; Jó 33:9). A palavra grega traduzida como “inofensivos” significa literalmente “não misturado, puro”. Jesus, considerando os ataques cruéis que Seus testemunhas provavelmente enfrentarão, nos encoraja a ser “inofensivos como as pombas” (Mateus 10,:16). Paulo, de forma semelhante, nos exorta a ser “simples quanto ao mal” (Romanos 16:19).

Nossos meios de comunicação modernos não são conhecidos por conteúdos puros, edificantes e inspiradores. Em tempos como estes, a prática de Davi é uma ótima regra para nós hoje: “Não porei diante dos meus olhos coisa alguma que seja má” (Salmos 101:3).

Nunca devemos temer ser diferentes — nossa fé deve, cada vez mais, nos distinguir. O objetivo é “brilhar como estrelas no mundo” (Filipenses 2:15). A única forma de fazer isso é rejeitar a conformidade com este mundo (Romanos 122) mantendo-nos “firmes na palavra da vida” (Filipenses 2:16). Nossas escolhas determinam se vivemos com “o dia de Cristo” em vista ou se “corremos em vão” (Filipenses 2:16; 1 Coríntios 9:24 a 27).

Há áreas de sua vida que os padrões mundanos têm influenciado? Como você pode ser transformado e purificado?

Terça, 27 de Janeiro

O que Paulo ensinou sobre o sacrifício do Cristão? Filipenses 2:17; 2 Tímóteo 4:6; Romanos 12:1, 2; 1 Coríntios 11:1

Paulo já havia expressado uma visão surpreendentemente ambivalente sobre se viveria ou morreria a serviço de Cristo (Filipenses 1:20-23). Agora ele sugere a possibilidade muito real de “ser derramado como libação” (Filipenses 2:17). Essa imagem se baseia na antiga prática das libações, que consistia em derramar um líquido (como óleo, vinho ou água) como oferta a Deus (ver, por exemplo, Gênesis 35:14; Êxodo 29:40; 2 Samuel 23:15-17). O aparente “desperdício” de um líquido valioso em um ato de devoção pode nos lembrar do ato de Maria ao ungir a cabeça e os pés de Jesus com o “óleo de nardo muito precioso” (Marcos 14:3-9; João 12:3). Embora não seja exatamente uma libação, isso representou claramente um enorme sacrifício que ilustra de forma adequada o sacrifício infinito de Cristo por nossa salvação.

Se Paulo fosse executado por seu trabalho de espalhar o evangelho, ele se alegraria porque sua vida estaria sendo “derramada” como oferta a Deus. Como as libações na Bíblia hebraica geralmente não acontecem isoladamente, mas acompanham um sacrifício (ver Números 15:1-10; Números 28:1-15), Paulo consideraria a entrega de sua vida como o complemento adequado ao “sacrifício e serviço” dos crentes em Filipos, que, pela fé, escolheram dedicar suas vidas a Deus como uma “oferta viva” (Romanos 12:1).

Os primeiros cristãos, incluindo os de Filipos (Filipenses 1:27-29), eram ativos em compartilhar sua fé. Eles iam de casa em casa espalhando o evangelho (Atos 5:42). Abriam suas casas para o estudo das Escrituras (Atos 12: 12; 1 Coríntios 16:19; Colossenses 4:15; Filemom 1 e 2) e eram capazes de dar razões, com base nas Escrituras, para aquilo em que acreditavam (Atos17:11; Atos 18:26; 1 Pedro 3:15). Nossos pioneiros Adventistas fizeram o mesmo. Em vez de dependerem apenas dos pastores para espalhar a mensagem aos vizinhos, eles compartilhavam a fé, davam estudos bíblicos e preparavam as pessoas para que estivessem prontas para o batismo quando o ministro retornasse.

Em resumo, com grande sacrifício pessoal, ou seja, como uma “oferta viva”, eles trabalharam para espalhar o evangelho. Devemos nós fazer menos do que isso?

Reflita sobre o significado de ser um “sacrifício vivo”. Quando você tem sacrificado pelo reino de Deus? O que sua resposta revela sobre você?

Quarta, 28 de Janeiro

O papel de Timóteo como co-remetente desta epístola já foi mencionado (Filipenses 1:1). Agora Paulo começa a detalhar o quanto Timóteo é valioso como um de seus colaboradores. Ele é descrito como evangelista (2 Timóteo 4:5), a quem Paulo havia enviado para a Macedônia (1 Tessalonicenses 3:2; comparar Atos 18:5; Atos 19:22) e, em várias ocasiões, para Corinto (1 Coríntios 4:17; 1 Coríntios 6:10). Anteriormente, ele havia trabalhado com Paulo e Silas em Corinto (1 Tessalonicenses 1:1; 2 Tessalonicenses 1:1) e mais tarde em Éfeso (1 Timóteo 1:2 e 3; comparar Atos 19:22).

Paulo descreve Timóteo como sendo “de um mesmo ânimo” (Filipenses 2:20). A palavra grega (literalmente “igual em alma”) sugere que ele era semelhante a Paulo em muitos aspectos, incluindo seu compromisso com Cristo, seus esforços energéticos para espalhar o evangelho e sua preocupação específica pelos filipenses.

Leia Filipenses 2:19-23. Por que Paulo falou de maneira tão positiva e com tanta ênfase sobre Timóteo nesse texto? O que mais o apóstolo disse sobre ele? 1Coríntios 4:17; 2Timóteo 1:5

Outra qualidade de Timóteo mencionada por Paulo é seu “caráter comprovado” (Filipenses 2:22). A palavra grega descreve uma pessoa que foi plenamente testada por provações (Romanos 5:4) e cujo caráter e serviço se mostraram genuínos (2 Coríntios 2:9; 2 Coríntios 9:13). Paulo sabe que isso é verdade sobre Timóteo porque o viu demonstrado nas muitas ocasiões em que trabalharam juntos na propagação do evangelho.

São as experiências difíceis da vida que testam nossa resistência e mostram quem realmente somos por dentro. Ellen G. White coloca assim:

“A vida é disciplinar... Haverá provocações para testar o temperamento; e é ao enfrentá-las com o espírito correto que as graças cristãs se desenvolvem. Se as injúrias e insultos forem suportados com mansidão, se palavras insultantes forem respondidas com respostas gentis, e atos opressivos com bondade, isso é evidência de que o Espírito de Cristo habita no coração.” — Ellen G. White, Testemunhos para a Igreja, vol. 5, p. 239.

Ela continua dizendo que, se “as dificuldades e aborrecimentos que somos chamados a suportar” forem “bem suportados, eles desenvolvem o caráter semelhante ao de Cristo e distinguem o cristão do mundano.” — Testemunhos para a Igreja, vol. 5, p. 239.

Você tem suportado com paciência as provações, as dificuldades e os contratempos da vida? Por meio dessas experiências você tem se tornado mais disciplinado?

Quinta, 29 de Janeiro

Leia Filipenses 2:25-30. Como Paulo descreve Epafrodito? Quais atitudes e ações específicas desse colaborador cristão revelam seu caráter?

Epaprodito é mencionado apenas nesta carta, mas aprendemos bastante sobre ele a partir das poucas referências que aparecem. Pelo seu nome (que se refere ao culto de Afrodite), podemos inferir que ele foi convertido de um contexto pagão. Chamá-lo de “cooperador” sugere que ele estava ativo no ministério, talvez trabalhando ao lado de Paulo em Filipos. Ser um “colega de soldado” (comparar Filipenses 1:27) provavelmente se refere aos conflitos que Epaprodito enfrentou ao espalhar o evangelho, estando disposto até mesmo a arriscar a própria vida (Filipenses 2:30).

Como “mensageiro” (grego: apostolos) enviado pela igreja em Filipos, Epaprodito foi enviado para ministrar a Paulo na prisão e cuidar de quaisquer outras necessidades que ele pudesse ter (Filipenses 225). Ele foi aquele a quem os filipenses confiaram suas ofertas financeiras para Paulo (Filipenses 4:18). Essas ofertas eram extremamente importantes, pois qualquer alimento, vestimenta, cama ou outra necessidade de um prisioneiro romano teria que ser comprado por conta própria ou trazido por familiares e amigos (Atos 24:23).

Perto do final de seu segundo encarceramento em Roma, Paulo pediu a Timóteo que “fizesse todo o possível para chegar antes do inverno” e “trazesse o manto” deixado em Troas (2 Timóteo 4:21 e 13). Paulo aparentemente precisaria desse grosso casaco de lã em sua fria cela de pedra. Também foi Epaprodito quem recebeu a responsabilidade de levar esta epístola de volta a Filipos (ver Ellen G. White, O Atos dos Apóstolos, p. 304).

Talvez devido aos problemas em Filipos (ver Lição 4), Paulo “considerou necessário” enviar Epaprodito de volta antes do previsto, e assim exorta os filipenses a “recebê-lo no Senhor com grande alegria” (Filipenses 2:29). Paulo quer garantir que eles não se preocupem com sua própria situação na prisão. Ele também enfatiza que Epaprodito é o tipo de pessoa que os cristãos devem estimar, não por sua riqueza ou posição social, mas por seu espírito sacrificial ao seguir o exemplo de Jesus (Filipenses 2:6-11, 29, 30; comparar Lucas 22:25-27).

A palavra grega para estimar ou honrar aparece apenas algumas vezes no Novo Testamento: para o servo de um centurião que era “muito estimado” (Lucas 7:2), para aqueles que recebem honra por seu lugar em um banquete (Lucas 14:8), e para Jesus como a “preciosa” pedra angular (1 Pedro 2:4 e 6). Para Epaprodito ser incluído nesse grupo, ele realmente deve ter sido um homem fiel.

Sexta, 30 de Janeiro

“Aquele que estiver mais próximo de Cristo será aquele que, na terra, tiver bebido mais profundamente do espírito de Seu amor altruísta — amor que ‘não se vangloria, não se ensoberbece, ... não busca os seus próprios interesses, não se irrita facilmente, não pensa mal’ (1 Coríntios 13;4 e 5) — amor que move o discípulo, assim como moveu nosso Senhor, a dar tudo, a viver, trabalhar e sacrificar-se, até a morte, pela salvação da humanidade.

Esse espírito se manifestou na vida de Paulo. Ele disse: ‘Porque para mim o viver é Cristo;’ pois sua vida revelava Cristo aos homens; ‘e o morrer é lucro’ — lucro para Cristo; a própria morte manifestaria o poder de Sua graça e reuniria almas para Ele. ‘Cristo será magnificado em meu corpo,’ disse ele, ‘quer pela vida, quer pela morte.’ Filipenses 1:21 e 20.” — Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 436.

“O tempo não está distante quando o teste virá para cada alma. A marca da besta será exigida de nós. Aqueles que, passo a passo, cederam às exigências do mundo e se conformaram aos costumes mundanos não acharão difícil ceder às autoridades, em vez de se sujeitarem ao escárnio, insultos, ameaça de prisão e morte...

“Quando multidões de falsos irmãos forem distinguidas dos verdadeiros, então os ocultos se revelarão à vista, e com hosanas marcharão sob o estandarte de Cristo. Aqueles que foram tímidos e desconfiados de si mesmos se declararão abertamente por Cristo e por Sua verdade. Os mais fracos e hesitantes na igreja serão como Davi — dispostos a agir e ousar. Quanto mais profunda a noite para o povo de Deus, mais brilhantes serão as estrelas. Satanás perseguirá intensamente os fiéis; mas, em nome de Jesus, eles sairão mais do que vencedores.” — Ellen G. White, Testemunhos para a Igreja, vol. 5, p. 69, 70.

Questões para discussão:

Pense naqueles que “cederam às exigências do mundo e se sujeitaram a costumes mundanos”. Quais atitudes ou comportamentos isso inclui? Essa advertência pode se aplicar tanto a indivíduos quanto à igreja como um todo?

Leia 1 Samuel 2:30. De que maneira podemos honrar a Deus? Isso é o mesmo que dar “glória a Ele” (Apocalipse 14:7)?

Como entender o conceito de desenvolver a própria salvação sem cair no legalismo?

Informativo mundial da Missão

Os habitantes da Lagoa Marovo eram considerados os mais beligerantes e canibais entre as tribos das Ilhas Salomão. Eles adoravam os espíritos de seus antepassados, cujos crânios eram guardados após a morte. Viviam com medo do diabo.

Por volta de 1902, um chefe marovo chamado Tatagu começou a se perguntar se realmente precisava temer o diabo. Ele decidiu descobrir e não prender uma videira à proa de sua canoa em uma expedição de pesca. As videiras supostamente apaziguavam o diabo e garantiam uma boa pescaria. Sem a videira, a viagem de pesca foi um grande sucesso. O chefe Tatagu voltou para casa e encontrou um filho recém-nascido. Ele chamou o menino de Kata Ragoso, que significa “sem cordas do diabo”.

A vida de Kata Ragoso revelaria o poder de Deus para transformar uma comunidade e remover as amarras e influências que o diabo exercia sobre as pessoas.

Kata Ragoso cresceu em um período em que comerciantes europeus desonestos atraíam os habitantes das Ilhas Salomão para seus navios com mercadorias estrangeiras, com o objetivo de sequestrá-los como escravos. Mas em 1914, quando Kata Ragoso tinha cerca de 12 anos, um pequeno barco branco chamado Advent Herald entrou na Lagoa Marovo. A tripulação não tentou seduzir nem sequestrar ninguém. Em vez disso, o capitão Griffiths F. Jones pediu ao chefe Tatagu um terreno para construir uma escola. No ano seguinte, uma escola foi construída em Sasaghana, e Kata Ragoso matriculou-se como um dos primeiros 23 alunos. Na escola, ele aceitou Jesus e foi um dos primeiros 10 habitantes das Ilhas Salomão a ser batizado, em 1918. Mais tarde, trabalhou como professor missionário, tradutor e operador de impressora. Em 1935, foi ordenado ministro Adventista.

Durante a Segunda Guerra Mundial, Kata Ragoso ficou responsável pelo trabalho Adventista nas Ilhas Salomão. Quando o exército japonês invadiu, ordenaram que ele matasse pessoas de pele branca e de forças aliadas. Por declarar que preferia obedecer a Deus do que aos homens, ele foi interrogado, açoitado e teve ordem de execução. O oficial que o interrogava, que tinha forte antipatia pela Igreja Adventista, instruiu o pelotão de fuzilamento a disparar ao contar até três. Ele contou: “Um, dois...” mas não conseguiu dizer “três”. Tentou várias vezes antes de desistir. Após 10 dias na prisão, Kata Ragoso escapou. Pelo resto da guerra, liderou uma operação de resgate para soldados aliados cujos aviões ou navios foram atacados. Resgatou 27 pilotos americanos e 187 soldados australianos e neozelandeses.

Kata Ragoso morreu em 1964, aos 62 anos, tendo servido à igreja por 37 anos. Durante esse tempo, ele viu os Marovo transformarem-se de uma comunidade guerreira em um povo misericordioso, servindo a Deus.

Fornecido pelo Escritório da Conferência Geral da Missão Adventista, que usa as ofertas missionárias da Escola Sabatina para espalhar o evangelho em todo o mundo. Leia novas histórias diariamente em www.licao.org/historias.

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