Vida de oração

Sábado, 2 de Maio

VERSO PARA MEMORIZAR:
“Amo o Senhor, porque Ele ouve a minha voz e as minhas súplicas. Porque inclinou para mim os Seus ouvidos, eu O invocarei por toda a minha vida “(Salmos 116:12).

Leituras da semana:
1 Crônicas 14
Imagine se você raramente falasse com o seu melhor amigo ou com o seu cônjuge. Muito em breve o relacionamento se deterioraria, e haveria um problema. Da mesma forma, a oração é uma parte essencial para ter um relacionamento próximo com Deus. É um hábito devocional crucial, que cada um de nós precisa e pode fortalecer. Se não orarmos frequentemente e continuamente, mais cedo ou mais tarde nos afastaremos do Senhor.

Na Bíblia, aprendemos sobre a vida de diferentes indivíduos que oraram de diferentes maneiras. Podemos dar um passo atrás e vislumbrar como a comunhão deles com Deus impactou o relacionamento com Ele, como e pelo que também podemos orar, e como as orações deles mudaram a vida de outros. É verdade: a nossa vida de oração impacta não apenas a nós mesmos, mas também aos outros.

Assim como o estudo da Bíblia, este tema da oração é ao mesmo tempo vasto e importante, muito mais amplo do que pode ser abordado em apenas duas semanas. Nesta semana, aprenderemos lições com alguns daqueles que oraram na Bíblia e nos mostraram quão central é a oração para ter um relacionamento forte com Deus. Aprendamos com os seus exemplos.

* Estude a lição desta semana para se preparar para o Sábado, 09 de Maio.

Domingo, 3 de Maio

Você Daniel é um dos grandes heróis da Bíblia. Conhecemos também a primeira história (Daniel 1): “Daniel propôs no seu coração não se contaminar com as iguarias do rei” (Daniel 1:8). Além disso, a Daniel e aos seus três amigos, “Deus deu conhecimento e inteligência em toda a cultura e sabedoria; mas a Daniel deu entendimento em toda a visão e sonhos” (Daniel 1:17). A Bíblia descreve Daniel como sábio (Daniel 1:20; Daniel 2:14, 21, 23, 48) porque o Espírito de Deus estava nele (Daniel 4:9, 18; Daniel 5:14; Daniel 6:3), e ele era muito amado no Céu (Daniel 9:23;). Essas são algumas descrições de um homem que tinha uma forte e constante ligação com Deus.

Em Daniel 2, quando o rei Nabucodonosor decretou a morte de todos os sábios da Babilônia, Daniel buscou a misericórdia de Deus acerca do segredo do sonho do rei (Daniel 2:18). Quando Deus revelou o sonho do rei a Daniel, ele imediatamente orou.

Leia Daniel 2:20-23. Por que Daniel orou, e o que podemos aprender com essa oração?

À medida que os anos passaram e reis se levantaram e caíram, Daniel permaneceu como conselheiro dos reis e foi descrito como distinto, “porque nele havia um espírito excelente; e o rei pensava em estabelecê-lo sobre todo o reino” (Daniel 6:3). “Ele era fiel, e não se achava nele nenhum erro nem culpa” (Daniel 6:4). Apesar da forte inveja e das tramas malignas (Daniel 6:5-9) por parte dos seus colegas, Daniel permaneceu sempre constante e destemido na sua vida de oração.

Leia Daniel 6:10,11. O que esses versículos nos revelam sobre Daniel?

Quando enfrentava dificuldades, Daniel orava. Embora a ameaça fosse contra a sua própria vida, ele era consistente e persistente na oração (três vezes ao dia, como era seu costume), e previsível (à sua janela aberta, três vezes ao dia, enquanto orava voltado para Jerusalém). A sua oração era um ato físico (ele se ajoelhava) e estava focada em ações de graças e súplicas.

Diante de uma história como essa, quão fracas são suas desculpas para não orar?

Segunda, 4 de Maio

Quando algo dá errado em nossas vidas, a maioria de nós liga para um amigo próximo para conversar sobre isso. Quando temos boas notícias, encontramos alguém com quem compartilhar. Podemos fazer o mesmo com Deus. “A oração é a abertura do coração a Deus como a um amigo.” —Ellen G. White, Caminho a Cristo, p. 93.

A oração não apenas nos mantém conectados a Deus, mas também diz ao diabo a quem pertencemos. Quando nos ajoelhamos para orar pela manhã, é como uma declaração física aos poderes das trevas de que escolhemos a Deus neste dia. Não só isso, mas Deus envia anjos ao nosso lado quando oramos, e somos fortalecidos e protegidos do inimigo das trevas (Salmos 91).

O ato físico de se ajoelhar em submissão demonstra uma postura humilde. É de certa forma diferente de sentar em uma cadeira ou deitar na cama enquanto oramos, embora também possamos orar nessas posições. No entanto, quando nos ajoelhamos diante de Deus, mostramos que estamos prontos para servi-Lo de todo o coração, e as nossas palavras declaram que Ele é soberano e que nós somos apenas Seus filhos criados.

Leia os textos a seguir e observe a experiência de pessoas que se ajoelharam ao orar. Daniel 6:10, Lucas 22:41; Atos 7:60, Atos 9:40, Atos 20:36.

Ficar em pé ao orar era uma prática comum nos tempos bíblicos (2 Crônicas 20:5, 6, 13; Neemias 9:4; Jó 30:20; Lucas 18:11, 13). A Bíblia também apresenta exemplos de pessoas que se sentavam quando oravam (2 Samuel 7:18). Outros se prostravam diante de Deus, com o rosto em terra — embora essa postura estivesse menos associada à oração e mais à submissão diante de um superior (1 Reis 1:47; Marcos 14:35).

Qual é a sua postura habitual ao orar? A Bíblia não exige que oremos em uma postura específica, mas as posturas são importantes, pois refletem a nossa reverência, os nossos sentimentos interiores e o nosso desejo de nos rendermos a Deus. Algumas pessoas não conseguem se ajoelhar; assim, no fim das contas, o mais importante é a condição do coração. Se você pode se ajoelhar, mas normalmente não o faz, por que não tentar se ajoelhar na próxima vez que orar e ver como isso afeta o seu tempo com Deus?

A Bíblia nos convida a orar “sem cessar” (1 Tessalonicenses 5:17), com dedicação (Colossenses 4:2) e perseverança (Romanos 12:12). Hoje, esteja você em pé, sentado, deitado ou caminhando, volte seus pensamentos para Deus e converse com Ele como conversa com um amigo. Comece agora mesmo.

Terça, 5 de Maio

A Bíblia não fala muito sobre a vida de Enoque, mas nos diz que ele andou com Deus por 300 anos até que Deus o levou para o céu. Que coisa linda: a devoção constante de uma pessoa a Deus é o que define a sua vida!

Uma coisa que sabemos é que Enoque devia estar “perseverando na oração” (Romanos 12:12), perseverando e aproximando-se cada vez mais de Deus na fé por meio das suas experiências diárias. A terra estava se tornando cada vez mais má no tempo em que ele vivia, e Enoque mantinha-se ocupado servindo a Deus, mas não poderia fazer isso bem sem permanecer Nele.

“No meio de uma vida de trabalho ativo, Enoque mantinha firmemente a sua comunhão com Deus. Quanto maiores e mais urgentes eram os seus trabalhos, mais constantes e fervorosas eram as suas orações. […] Depois de permanecer algum tempo entre o povo, trabalhando para beneficiá-los por meio de instrução e exemplo, retirava-se para passar um período em solidão, ansiando e tendo sede daquele conhecimento divino que somente Deus pode conceder. Comunicando-se assim com Deus, Enoque passou cada vez mais a refletir a imagem divina. […] Até mesmo os ímpios contemplavam com temor a impressão do céu em seu semblante.” —Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 60, 61.

Deus não nos pede para vivermos como eremitas ou monges, separados do mundo a ponto de não termos utilidade alguma aqui na Terra. Como Enoque, podemos ser produtivos e atentos às necessidades ao nosso redor, mas é somente ao andar e falar com Deus, por meio de um relacionamento constante e contínuo, que Ele pode refletir o Seu maravilhoso caráter em nós.

Podemos orar a qualquer momento e em qualquer lugar. Não há lugar na Terra onde Deus não nos veja ou ouça (Salmos 139:7-12); Ele sempre ouve o clamor do nosso coração, não importa onde estejamos (Lamentações 3:55-57). Ainda assim, há algo a ser dito sobre orar em voz alta em vez de apenas em pensamento. Quando oramos silenciosamente, podemos nos distrair ou até mesmo não concluir nosso raciocínio ou frase, e pode ser mais difícil manter o foco. Mas quando oramos em voz alta, seja em um sussurro ou no nosso tom normal, isso nos lembra de que Deus é real, que Ele está ouvindo e que temos algo específico para falar com Ele.

E você? Alo longo desde dia, onde e como vai sussurrar uma oração em comunhão com Jesus?

Quarta, 6 de Maio

mbora Enoque claramente tivesse um relacionamento muito próximo com Deus, temos mais detalhes sobre o relacionamento de Moisés com Deus e podemos até ler vários relatos das conversas de Moisés com Ele. Ao acompanharmos Moisés ao longo dos altos e baixos da vida desse líder humilde, vemos repetidas vezes que a parte mais importante da sua vida — e o segredo do seu sucesso como um líder piedoso — era a sua comunicação constante e o seu relacionamento contínuo com Deus.

Leia Êxodo 33:15-23. Qual é o conteúdo e o tom dessa conversa entre Moisés e o Senhor?

Imagine como teria sido falar com Deus e ouvir a Sua voz de forma tão clara. É surpreendente que os israelitas não tenham buscado esse tipo de comunhão com Deus por si mesmos, em vez de pedirem que Moisés falasse com eles em nome de Deus (Êxodo 20:18-21). No entanto, Deus havia preparado Moisés para isso, começando com a sua experiência na sarça ardente, nesse mesmo monte. Embora leiamos sobre outras orações pessoais de Moisés, vemos que ele está quase continuamente na presença de Deus, pedindo orientação e intercedendo pelo povo que liderava.

Em duas ocasiões, Moisés intercedeu por familiares. Quais eram as situações e o que poderia ter acontecido se ele não tivesse intervindo para mediar a situação?

• Arão: Êxodo 32:1-14, 31-34; Deuteronômio 9:20

• Miriã: Números 12:13

O que é particularmente impressionante na interação com Miriã é que Moisés foi alvo do seu mau comportamento e da sua inveja. Ele poderia facilmente ter se afastado e deixado que Deus aplicasse o castigo que Miriã e Arão mereciam. Em vez disso, ele foi rápido em perdoar e interceder pela cura de sua irmã. Que poderosa demonstração da graça perdoadora de Deus para com os pecadores é vista aqui nas ações de Moisés.

Leia Mateus 5:44 e Colossenses 3:13. Como aprender a praticar o que esses textos orientam? Por que isso é tão importante?

Quinta, 7 de Maio

O que Êxodo 32:31, 32 nos ensina sobre como Moisés intercedia em oração?

Moisés intercedeu ousadamente pelo povo de Deus repetidas vezes. Ele recorreu a Deus quando o povo teve sede (Êxodo 15:25; Êxodo 17:2-6), quando o povo teve fome (Números 11:21, 22) e em momentos de profunda angústia (Números 11:11-15).

Quando os israelitas fizeram o bezerro de ouro logo após Deus ter feito aliança com eles, Moisés recordou: “‘Pois tive medo da ira e do furor com que o Senhor estava irado contra vós, para vos destruir; porém o Senhor me ouviu também naquela vez’” (Deuteronômio 9:19).

Quando os espias voltaram da Terra Prometida, Moisés relembrou: “‘Assim me prostrei perante o Senhor; quarenta dias e quarenta noites estive prostrado, porquanto o Senhor dissera que vos destruiria’” (Deuteronômio 9:25).

Quando Levi foi separado das outras tribos para servir no santuário, Moisés recordou: “‘Como da primeira vez, permaneci no monte quarenta dias e quarenta noites; também naquela vez o Senhor me ouviu, e o Senhor não quis destruir-vos’” (Deuteronômio 10:10). Deus ouviu a súplica de Moisés.

Podemos aprender muito com a vida de Moisés no que diz respeito à oração e a permanecer firmes em Deus:

• Moisés tinha um profundo amor por Deus e uma compreensão clara do Seu caráter. Deus descreveu a Si mesmo a Moisés em Êxodo 34:6: “‘Senhor, Senhor Deus, misericordioso e piedoso, tardio em irar-se e grande em benignidade e verdade’”.

• Moisés foi corajoso e fiel ao se apegar a Deus ao longo dos altos e baixos da difícil jornada até a Terra Prometida. Mesmo enfrentando lutas como todos nós, Moisés confiava no poder, na presença e na direção de Deus em sua vida (Êxodo 33:13).

• Moisés lembrava a Deus da Sua aliança (Êxodo 32:13), reivindicava as promessas de Deus em favor do Seu povo (Deuteronômio 7:8) e recordava a direção de Deus no passado (Deuteronômio 8:2).

• Moisés aceitava as respostas de Deus às suas orações, fossem elas sim ou não. Estar em um relacionamento próximo com Deus não significa automaticamente que sempre teremos o que queremos (Deuteronômio 3:23-29), mas ainda assim devemos orar com perseverança (Lucas 18:1-8).

Quem precisa de suas orações de intercessão neste momento? O que está impedindo você de orar agora mesmo?

Sexta, 8 de Maio

Em última análise, devemos orar porque amamos tanto a Deus que simplesmente não conseguimos deixar de compartilhar tudo da nossa vida com Ele: as nossas alegrias e vitórias, os nossos fardos e preocupações, os nossos pedidos e necessidades diárias.

“Podemos manter-nos tão perto de Deus que, em toda provação inesperada, os nossos pensamentos se voltem para Ele tão naturalmente como a flor se volta para o sol. Apresente diante de Deus as suas necessidades, as suas alegrias, as suas tristezas, os seus cuidados e os seus temores. Você não pode sobrecarregá-Lo; você não pode cansá-Lo. Aquele que conta os cabelos da sua cabeça não é indiferente às necessidades de Seus filhos. […] O Seu coração de amor é tocado pelas nossas tristezas e até mesmo pela nossa expressão delas. Leve a Ele tudo o que perturba a mente. Nada é demasiado grande para que Ele não possa suportar, pois Ele sustenta os mundos e governa todos os assuntos do universo.

Nada que, de alguma forma, diga respeito à nossa paz é pequeno demais para que Ele não perceba. Não há capítulo na nossa experiência que seja escuro demais para que Ele não o leia; não há perplexidade difícil demais para que Ele não a resolva. Nenhuma calamidade pode atingir o menor de Seus filhos, nenhuma ansiedade pode perturbar a alma, nenhuma alegria pode animar, nenhuma oração sincera pode sair dos lábios, sem que o nosso Pai celestial não esteja atento ou sem que Ele não se interesse imediatamente. […] As relações entre Deus e cada pessoa são tão distintas e completas como se não houvesse outra pessoa na Terra para compartilhar o Seu cuidado, nenhuma outra pessoa por quem Ele tenha dado o Seu Filho amado.” —Ellen G. White, Caminho a Cristo, p. 63, 64.

Questões para discussão:

 Para você, a oração é uma experiência maravilhosa ou um peso? Por quê?

 Qual pensamento mais tocou seu coração na citação acima?

 Com quem você mais se identifica em termos de vida de oração: Daniel, Enoque ou Moisés? Por quê?

Informativo mundial da Missão

O pastor disse a Rompas, um menino Maasai no Quênia, que os Adventistas do Sétimo Dia eram adoradores do diabo. Ele também disse que os Adventistas entravam na igreja de costas aos sábados e adoravam sem usar roupas.

Quando tinha 16 anos, Rompas decidiu descobrir se o pastor estava falando a verdade. No início da manhã de Sábado, ele caminhou de sua aldeia até uma igreja Adventista a alguns quilômetros de distância. Ele se escondeu nas colinas perto da igreja e observou.

Em pouco tempo, a primeira pessoa chegou. O homem não estava andando de costas e não estava nu. Rompas ficou impressionado com o fato de o homem estar usando um terno e gravata elegantes. O menino desejou ter um terno e gravata. Ele estava seminú, vestindo apenas um shuka tradicional Maasai, um pano vermelho com listras pretas.

Então o pastor e outros membros da igreja chegaram. Eles também não entraram na igreja de costas e estavam bem vestidos.

Então o coral da igreja começou a cantar. Enquanto as palavras da canção “Oh Happy Day” chegavam aos ouvidos de Rompas, ele não resistiu. Caminhando até a igreja, sentou-se na última fileira e ouviu com grande interesse.

Após o sermão, um jovem branco se aproximou dele. Era um missionário dos Estados Unidos que ele nunca tinha visto antes e nunca mais viu. O homem falou com a ajuda de um intérprete. “Estas são suas calças”, disse ele, entregando a Rompas um par de calças com muitos bolsos.

Rompas ficou animado! Ele nunca tinha tido um par de calças. Ele as vestiu e rasgou seu shuka para fazer um cinto para segurá-las.

De volta para casa, seus 82 irmãos e irmãs ficaram surpresos ao ver o menino Maasai usando calças. Eles o cercaram e perguntaram: “O que aconteceu?”

Rompas guardou as preciosas calças debaixo da cama naquela noite. Ele só as vestiu novamente quando voltou à igreja no Sábado seguinte. Vestir as calças chamava a atenção das crianças e mulheres de sua aldeia todos os sábados. Algumas delas começaram a segui-lo à igreja.

Vários meses se passaram, e Rompas e sua mãe entregaram seus corações a Jesus no batismo, no mesmo dia. Os dois primeiros membros de uma família de quase 100 pessoas se tornaram Adventistas do Sétimo Dia.

Rompas sentiu-se livre pela primeira vez na vida. Jesus disse aos seus discípulos:

“E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará” (João 8:32).

“A verdade me libertou”, disse Rompas em uma entrevista.

Fornecido pelo Escritório da Conferência Geral da Missão Adventista, que usa as ofertas missionárias da Escola Sabatina para espalhar o evangelho em todo o mundo. Leia novas histórias diariamente em www.licao.org/historias.

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