Vale a pena crer?

Sábado, 27 de Dezembro

VERSO PARA MEMORIZAR:


Leituras da semana:
1 Reis 10:1–13
Apartir do Título, e do estudo da semana, anote suas impressões sobre o que se trata a lição:

Pesquise: em comentários bíblicos, livros denominacionais e de Ellen G. White sobre temas neste texto: 1 Reis 10:1–13

* Estude a lição desta semana para se preparar para o Sábado, 03 de Janeiro

Domingo, 28 de Dezembro

Jesus. Nenhum outro nome na história foi associado a tanto bem, tanto mal e tanta confusão. Guerras, a ascensão e queda de nações e a maré da história humana global mudaram por causa desse mesmo nome. Em quase todos os países, a figura de Jesus desperta algum tipo de paixão. Deus está em julgamento, e o mundo inteiro está observando e deliberando sobre suas conclusões.

Neste magnífico tribunal, a humanidade é chamada à testemunha para depor a favor ou contra o Réu celestial. É aqui que entra a apologética. A palavra grega apologia era usada nos tribunais antigos para dar uma defesa legal de alguma ideia filosófica ou experiência. Pedro usou essa palavra em sua primeira epístola: “Estejam sempre preparados para apresentar uma defesa a qualquer pessoa que lhes pedir a razão da esperança que há em vocês, com mansidão e respeito” (1 Pedro 3:15, 16). A palavra grega apologia é definida como “defesa verbal, discurso em defesa”. A partir dessa palavra, derivamos o termo apologética, que significa dar uma boa defesa das crenças teológicas por meio da filosofia, ciência, artes e lógica. A apologética cristã responde aos argumentos levantados contra o cristianismo e oferece razões para crer.

Em Isaías 43:10, Deus declara: “Vós sois as minhas testemunhas.” Observe que Deus não diz se suas testemunhas são articuladas, refinadas ou totalmente incapazes. Ele também não nos pede para nos tornarmos suas testemunhas; nós já somos suas testemunhas. Tudo o que você e eu precisamos decidir é que tipo de testemunho vamos dar sobre Deus.

A apologética é uma parte essencial do testemunho cristão. Você não precisa ser teólogo ou pastor para ser um apologista eficaz. Alguns dos melhores apologistas são pessoas comuns que estão simplesmente comprometidas em ajudar outros a entenderem a beleza e a verdade de Deus. Na verdade, todos nós praticamos apologética, quer percebamos que estamos fazendo isso ou não. O importante é garantir que a maneira como apresentamos nossa fé seja cuidadosa e eficaz, pois o papel do apologista é remover barreiras intelectuais e emocionais à fé, permitindo que as pessoas vejam uma imagem mais verdadeira de Deus.

Compartilhar nossa fé por meio da apologética beneficia não apenas os outros, mas também a nós mesmos. Ao nos envolvermos em conversas sobre crença, a apologética nos ajuda a nos tornar mais confiantes no que acreditamos e por quê. Esse processo reforça nosso entendimento da bondade de Deus e aumenta nosso senso de propósito em Seu plano maior. “Os cristãos sempre tiveram que se engajar em apologética — para prestar contas da fé àqueles que perguntam. Ao fazer isso, os cristãos inevitavelmente reconstroem a fé para si mesmos.” Quando feita corretamente, a apologética traz nova vida à igreja ao revelar tanto a plausibilidade quanto a beleza da fé cristã.

Segunda, 29 de Dezembro

Em 1 Reis 10:1–13, vemos a viagem da Rainha de Sabá para visitar o rei Salomão, cuja sabedoria e conexão com Deus a intrigaram. Esta história oferece insights profundos sobre como compartilhar nossa fé com os outros, especialmente em relação à apologética. Considere as seguintes quatro práticas:

1. Construa relacionamentos – A rainha de Sabá decidiu fazer a viagem porque tinha ouvido falar da sabedoria de Salomão e de sua ligação com Deus. A curiosidade dela era sincera. Ao chegar, “lhe expôs tudo o que trazia em sua mente” (1Reis 10:2) e fez muitas “perguntas difíceis” (1Reis 10:1). Salomão a recebeu com respeito e abertura, o que nos ensina algo fundamental: apologética não é sobre provar que estamos certos, mas sobre criar espaço para conversas sinceras.

2. Respeite o contexto de quem busca respostas – A rainha de Sabá vinha de uma cultura diferente, com crenças e experiências próprias. Suas perguntas refletiam seu ambiente. Mas Salomão não a desprezou nem deu respostas curtas e impacientes. Pelo contrário, ele “respondeu todas as perguntas que ela fez” (1Reis 10:3).

3. Alcance tanto a mente quanto o coração – A rainha de Sabá não queria apenas argumentos intelectuais. Ela queria ver se tudo aquilo era real. Por isso, compartilhou com Salomão o que estava em seu coração 1Reis 10:2). Isso nos mostra que apologética não é só ter boas respostas – é viver de forma coerente com aquilo em que acreditamos. Precisamos mostrar, com as palavras e com o exemplo, que a fé cristã é verdadeira e possível de ser vivida.

4. Aponte para a beleza de Deus – No fim da conversa, a rainha de Sabá reconheceu o verdadeiro segredo da sabedoria de Salomão: “Bendito seja o Senhor, seu Deus, que se agradou de você” (1Reis 10:9). Este é o objetivo final da apologética: não vencer debates, mas revelar a beleza de quem Deus é. Quando vivemos de maneira que reflete o caráter de Deus, as pessoas percebem que segui-Lo não é apenas certo – é profundamente satisfatório.

Terça, 30 de Dezembro

Um apologista atua em diversos contextos—salas de aula, fóruns públicos, igrejas, conversas pessoais, etc.—para apresentar informações que removem barreiras intelectuais à fé e conduzem as pessoas à verdade encontrada em Jesus. Ser eficaz exige manter-se atualizado com os materiais apologéticos mais recentes e apresentá-los de maneira culturalmente relevante. Provérbios 15:28 diz: “O coração do justo estuda como responder.” Manter-se informado sobre as pesquisas mais recentes é essencial. Usar fontes desatualizadas ou imprecisas enfraquece nossa defesa da fé e pode nos deixar despreparados diante de novas objeções ou evidências. Devemos ler amplamente, entender estratégias de comunicação eficazes e permanecer conectados com Deus de forma pessoal, para que nosso testemunho venha de um lugar de relacionamento, e não apenas de fatos. Aqui estão três estratégias eficazes:

1. Entenda o ponto de partida de quem faz a pergunta - Muitas vezes, por trás de uma dúvida sobre Deus ou sobre a Bíblia, existe uma ideia que a pessoa já acredita antes mesmo de conversar. Essa ideia prévia é chamada de pressuposto. É como o ponto de partida invisível da conversa. Ao identificar ideias escondidas, podemos mostrar que o problema não está na fé cristã em si, mas em como ela está sendo mal compreendida desde o começo da conversa.

2. Faça perguntas para quem pergunta - Jesus era mestre nisso. Em vez de responder tudo de forma direta, Ele fazia perguntas que levavam as pessoas a pensar – e a enxergar seus próprios erros. Fazer perguntas com empatia é uma forma poderosa de ajudar a pessoa a refletir sem se sentir atacada. Isso mostra respeito e abre espaço para o diálogo.

3. Enfatize as verdades centrais da Bíblia - Fazer apologética não é sobre despejar dezenas de versos bíblicos ou se perder em detalhes – especialmente quando a pessoa com quem estamos conversando nem acredita na veracidade da Bíblia. O foco deve estar nas ideias centrais por trás das doutrinas e na forma como elas se conectam à vida real.

Por exemplo: ao falar sobre a segunda vinda de Jesus, o ponto não é provar quando ou como isso vai acontecer. A grande ideia por trás dessa doutrina é que Deus não abandonou o mundo – Ele vai voltar para acabar com o sofrimento e levar o Seu povo para casa.

Quais são algumas formas de você melhorar a maneira como compartilha sua fé com outras pessoas?

Quarta, 31 de Dezembro

Que princípios os seguintes versículos podem nos ensinar sobre como lidar com céticos e seus argumentos?

Compartilhando o evangelho com pessoas de outras religiões:

• Atos 17:16-34

• Atos 19:23-41

Refutando argumentos:

• 2 Coríntios 10:4, 5

• Tito 1:9

O tom das nossas palavras:

• Lucas 4:22

• Colossenses 4:5, 6

Quinta, 1 de Janeiro

A maior defesa da fé sempre foi – e sempre será – o amor. Como afirmou certa vez uma defensora da fé cristã: “O mais forte argumento em favor do evangelho é um cristão que sabe amar e é amável” (Ellen G. White, A Ciência do Bom Viver, p. 300). A melhor forma de defender a verdade de Deus é viver uma vida marcada pelo amor ao próximo. O amor é uma linguagem universal, que dispensa tradução.

Ser gentil com quem discorda da gente, amar de forma perseverante até quem parece impossível de amar, dar um passo a mais, dividir o que temos, continuar acreditando nas pessoas quando todos já desistiram – tudo isso comunica muito mais sobre Jesus do que qualquer palestra do melhor filósofo cristão. Talvez por isso Paulo tenha dito: “O amor jamais acaba” (1Coríntios 13:8).

O apóstolo João é quem mais fala sobre o amor em todo o Novo Testamento. Em suas cartas, ele frequentemente coloca as palavras “Deus” e “amor” lado a lado. E ele não disse apenas que Deus ama. Ele foi mais longe: “Deus é amor” (1João 4:8, grifo nosso). Não dá para falar corretamente sobre a existência de Deus sem falar também sobre o amor Dele – um amor que alcança o íntimo das nossas necessidades mais profundas.

Pense bem: os quatro evangelhos descrevem a vida e o ministério de Jesus. E esses relatos mostram mais histórias de Jesus curando e acolhendo pessoas do que pregando para elas. Cristo foi o maior de todos os apologistas – e nós fomos chamados a seguir Seu exemplo.

“Unicamente os métodos de Cristo trarão verdadeiro êxito no aproximar-se do povo. O Salvador Se misturava com as pessoas como alguém que lhes desejava o bem. Manifestava simpatia por elas, ministrava-lhes às necessidades e conquistava a confiança delas. Então ordenava: ‘Siga-Me’ (João 21:19)” (Ellen G. White, A Ciência do Bom Viver, p. 78). O amor pode ser expresso em palavras, mas vai muito além delas. A apologética mais eficaz é aquela que ultrapassa os argumentos e alcança os corações.

Sexta, 2 de Janeiro

“Cada posição de verdade defendida pelo nosso povo suportará a crítica das maiores mentes; os mais elevados dos grandes homens do mundo serão colocados em contato com a verdade, e, portanto, cada posição que tomarmos deve ser examinada criticamente e testada pelas Escrituras. Agora podemos parecer despercebidos, mas isso não será sempre assim. Movimentos estão em andamento para nos colocar em evidência, e se nossas teorias da verdade puderem ser desmontadas por historiadores ou pelos maiores homens do mundo, isso será feito.” – Ellen G. White, Evangelismo, p. 49.

“É importante que, ao defender as doutrinas que consideramos artigos fundamentais da fé, nunca permitamos empregar argumentos que não sejam totalmente sólidos. Estes podem servir para silenciar um opositor, mas não honram a verdade. Devemos apresentar argumentos sólidos, que não apenas silenciem nossos oponentes, mas que suportem o exame mais próximo e rigoroso. Com aqueles que se educaram como debatedores, há grande perigo de que não tratem a palavra de Deus com justiça. Ao confrontar um opositor, deve ser nosso esforço sincero apresentar os assuntos de tal maneira que despertem convicção em sua mente, em vez de buscar apenas dar confiança ao crente.” – Ellen G. White, Testemunhos para a Igreja, v.5, p. 601.

“O erro de toda espécie é agora exaltado como verdade, e é nosso dever buscar diligentemente a palavra sagrada, para que possamos saber o que é verdade e ser capazes de apresentá-la inteligentemente aos outros. Seremos chamados a tornar conhecidas as razões de nossa fé. Teremos de nos apresentar diante de magistrados para responder por nossa lealdade à lei de Deus. O Senhor nos chamou para fora do mundo para que sejamos testemunhas de Sua verdade; e em todas as nossas fileiras, jovens homens e mulheres devem ser treinados para posições de utilidade e influência.

Eles têm o privilégio de se tornarem missionários de Deus; mas não podem ser meros novatos na educação e no conhecimento da palavra de Deus, se quiserem fazer justiça ao trabalho sagrado ao qual são chamados.... Qualquer que seja o negócio que os pais possam considerar adequado para seus filhos, quer desejem que se tornem fabricantes, agricultores, mecânicos ou sigam alguma profissão, colherão grandes vantagens da disciplina de uma educação.... Eles precisam estar completamente equipados com as razões de nossa fé, para entenderem as Escrituras por si mesmos. Através do entendimento das verdades da Bíblia, estarão melhor preparados para ocupar posições de confiança. Serão fortalecidos contra as tentações que os cercarão à direita e à esquerda. Mas, se forem instruídos completamente e consagrados, poderão ser chamados, como Daniel, para assumir responsabilidades importantes.” – Ellen G. White, Educação Cristã, p. 157, 159)