A Bíblia é mesmo confiável?

Sábado, 28 de Fevereiro

VERSO PARA MEMORIZAR:


Leituras da semana:
Lucas 24:13-35
Apartir do Título, e do estudo da semana, anote suas impressões sobre o que se trata a lição:

Pesquise: em comentários bíblicos, livros denominacionais e de Ellen G. White sobre temas neste texto: Lucas 24:13-35

* Estude a lição desta semana para se preparar para o Sábado, 07 de Março.

Domingo, 1 de Março

C.S. Lewis disse uma vez: “A sede foi feita para a água; a investigação, para a verdade.” Esta afirmação captura lindamente a essência da jornada humana — uma profunda busca por significado e compreensão, movida pelo desejo de verdade. Ao longo da história, os seres humanos têm buscado respostas por meio da filosofia, da religião e da ciência. Talvez em nenhum lugar essa sede de conhecimento tenha sido mais evidente do que na antiga Biblioteca de Alexandria, um dos maiores centros intelectuais da antiguidade.

Estabelecida no século III a.C. sob a dinastia Ptolemaica, a Biblioteca de Alexandria foi o repositório de conhecimento mais renomado do mundo antigo. Em seu auge, abrigava entre 200.000 e 700.000 pergaminhos, variando de obras literárias a tratados científicos e textos religiosos. Entre eles estavam os trabalhos de Homero e escritos de filósofos como Platão, Aristóteles e Sócrates, que formaram a base da filosofia grega antiga. Também continha obras científicas de pensadores como Euclides, o pai da geometria, e Arquimedes, conhecido por suas contribuições à física e à engenharia. Além da literatura e ciência gregas, a biblioteca coletava conhecimento de todo o mundo. Ela continha textos das culturas egípcia, babilônica, persa e indiana, tornando-se um centro de sabedoria global e intercâmbio intelectual.

Uma das obras mais significativas armazenadas lá era a Septuaginta, a tradução grega da Bíblia Hebraica, que se acredita ter sido concluída em Alexandria. Essa tradução foi importante porque provavelmente era a versão do Antigo Testamento que o próprio Jesus teria usado e citado durante Seu ministério.

Essa busca pela verdade, evidente nas obras contidas na Biblioteca de Alexandria, reflete a busca mais ampla da humanidade por respostas nos cenários religioso e filosófico. Ao longo da história, inúmeros textos religiosos tentaram fornecer respostas espirituais, desde o Bhagavad Gita do hinduísmo até o Alcorão do islamismo e o Tripitaka do budismo. Embora cada um desses textos ofereça perspectivas únicas, a Bíblia se destaca por sua confiabilidade histórica, coerência interna e poder transformador.

A Bíblia é uma ampla coleção de 66 livros escritos por mais de 40 autores diferentes, ao longo de 1.500 anos. Esses autores vieram de origens diversas — reis, generais, pescadores e agricultores — representando todos os setores da vida. Essa diversidade de autoria contribui para a riqueza e profundidade da Bíblia, pois revela Deus interagindo com a humanidade em diversos contextos e períodos.

A Bíblia apresenta uma narrativa unificada com uma única verdade: o plano redentor de Deus por meio de Jesus Cristo. O que torna a Bíblia única em comparação a outros textos religiosos é seu foco consistente em Jesus Cristo. De Gênesis a Apocalipse, cada livro aponta, em última análise, para Jesus. De fato, o próprio Jesus disse: “Vocês investigam as Escrituras, porque pensam ter nelas a vida eterna; e são elas que testificam de Mim” (João 5:39). Isso significa que a Bíblia não é apenas uma coleção de histórias ou ensinamentos morais; é um testemunho direto de quem Jesus é e do que Ele veio realizar. Em Jesus, vemos a maior e mais completa imagem de Deus.

Segunda, 2 de Março

Algumas pessoas assumem que a Bíblia é uma coleção de contos de fadas. Muitos céticos nunca tiveram alguém que lhes abrisse a Palavra e lhes mostrasse por que a Bíblia é confiável e digna de fé. Até que alguém lhes mostre o contrário, eles pensarão na Bíblia apenas como ficção. Por onde você começaria com um cético que está aberto a ouvir por que você acredita na Bíblia?

Após a morte de Cristo, os discípulos estavam cheios de dúvidas, medo e desânimo. Para eles, a ideia da ressurreição parecia “conversa fiada, e eles não acreditavam” (Lucas 24:11). A crucificação havia destruído suas esperanças para o futuro.

Na tarde de domingo, dois discípulos de coração partido caminharam de Jerusalém a Emaús. Jesus desejava ajudar esses discípulos a considerar novas possibilidades e realidades. Ele poderia ter começado sua interação revelando-se como o Cristo ressuscitado que havia vencido a morte, mas escolheu começar usando as mesmas ferramentas que estão disponíveis para nós. Em vez de realizar um milagre impressionante, Ele lhes deu um estudo bíblico simples. Nessa conversa, Cristo mostrou como podemos ajudar os céticos a encontrar fé.

Começando pelos livros de Moisés e seguindo até os Salmos e todos os profetas, Jesus explicou-lhes, a partir das profecias, por que o Messias tinha que sofrer e morrer. O entendimento deles foi despertado ao ver como vários profetas haviam previsto os eventos da crucificação muitos séculos antes. Essas profecias antigas fortaleceram a fé deles nas Escrituras e em Jesus como o Messias.

Após o estudo bíblico, os dois discípulos reconheceram que era Jesus quem estava falando com eles. Antes que pudessem fazer mais perguntas, Jesus “desapareceu da vista deles” (Lucas 24:31). Talvez Jesus não quisesse iniciar outra conversa que desviasse a atenção do estudo bíblico que acabavam de concluir. Ele queria deixá-los com o que realmente importava. Essas Escrituras precisavam continuar sendo a base da fé deles. As palavras das Escrituras fizeram seus corações arderem dentro deles (Lucas 24:32), e essas mesmas palavras os sustentariam no futuro.

Essa história se repetiu inúmeras vezes ao longo dos séculos. Coisas poderosas acontecem quando as Escrituras são explicadas a pessoas que buscam a verdade e estão abertas à ação do Espírito Santo. Muitos duvidosos modernos encontraram fé quando alguém lhes explicou claramente a profecia bíblica, para que pudessem ver por que a Bíblia é confiável. Hoje, as pessoas ainda estão confusas e lutam para compreender a verdade. Elas esperam que alguém lhes ofereça um estudo bíblico temático que responda claramente às suas perguntas a partir das Escrituras.

Terça, 3 de Março

O que poderia convencer alguém de uma perspectiva ateísta ou de uma fé diferente de que a Bíblia é confiável? Pesquisas recentes e evidências fornecem razões convincentes:

1. Documentação: O Novo Testamento possui um nível de apoio manuscrito sem paralelo, com mais de 5.800 manuscritos antigos apenas em grego (24.000 no total, incluindo traduções latinas e outras antigas). Alguns manuscritos, como o Papiro John Rylands (P52), que contém um fragmento do Evangelho de João, datam de aproximadamente 100–125 d.C., apenas algumas décadas após os eventos que descrevem. Em comparação, existem cerca de 1.800 manuscritos da Ilíada de Homero, com as cópias mais antigas datando 500 anos após a obra original. Nenhum outro livro histórico consegue igualar o nível de evidência manuscrita da Bíblia. Nem de perto. F.F. Bruce, acadêmico britânico, afirmou certa vez: “Se o Novo Testamento fosse uma coleção de escritos seculares, sua autenticidade seria geralmente considerada além de qualquer dúvida.”

2. Arqueologia: Descobertas arqueológicas confirmam consistentemente a precisão histórica e geográfica da Bíblia. Lawrence Mykytiuk, arqueólogo bíblico, identificou mais de cinquenta figuras bíblicas por meio de inscrições e achados arqueológicos. Entre elas estão o rei Davi, confirmado pela Estela de Tel Dan, e Pôncio Pilatos, verificado pela Pedra de Pilatos encontrada em Cesareia. Outra descoberta importante, o Cilindro de Ciro, apoia o relato bíblico de Ciro, o Grande, permitindo que os judeus retornassem a Jerusalém, em conformidade com passagens de Isaías e Esdras.

3. Profecias: A Bíblia está repleta de profecias que se cumpriram historicamente. Centenas de profecias messiânicas, como Miqueias 5:2, que previu o nascimento do Messias em Belém, e Isaías 53, que descreve o servo sofredor, foram cumpridas na vida de Jesus.

4. Fontes fora da Bíblia: Relatos históricos fora da Bíblia também confirmam seus eventos. Tácito, historiador romano, faz referência à crucificação de Jesus sob Pôncio Pilatos em seus Anais. De forma semelhante, José Flávio, historiador judeu, menciona Jesus e João Batista em suas Antiguidades Judaicas, verificando o registro do Novo Testamento. Essas fontes independentes fornecem validação externa para narrativas bíblicas importantes.

5. Impacto cultural: A Bíblia é o livro mais traduzido e distribuído da história. Segundo a organização Wycliffe Bible Translators, partes da Bíblia foram traduzidas para mais de 3.500 idiomas, tornando-a acessível a pessoas em todo o mundo. Seus ensinamentos influenciaram profundamente os direitos humanos, sistemas legais e estruturas morais em diversas culturas. Da abolição da escravidão aos movimentos modernos de direitos humanos, a influência cultural e moral da Bíblia é incomparável.

6. Transformação de vidas: O impacto transformador da Bíblia é evidente através de séculos de mudança pessoal e social.

Quarta, 4 de Março

Como as seguintes passagens ampliam nossa compreensão da Palavra de Deus e seu significado?

Permanência das Escrituras:

Salmo 19:89

Isaías 40:8

Mateus 5:18

Poder para guiar e transformar:

Salmo 119:105

Jeremias 20:9

João 17:17

Romanos 15:4

Hebreus 4:12

Inspiração divina:

2 Pedro 1:20, 21

1 Tessalonicenses 2:13

Apocalipse 1:1, 2

Quinta, 5 de Março

Um estudo do Center for Bible Engagement (Centro de Engajamento Bíblico) realizado com 100.000 participantes com idades entre oito e oitenta anos, de diversas origens. A pesquisa revelou que as pessoas que liam as Escrituras quatro ou mais vezes por semana tinham:

• 62% menos probabilidade de se embriagarem

• 59% menos probabilidade de verem pornografia

• 59% menos probabilidade de terem relações sexuais fora do casamento

• 28% menos probabilidade de sofrerem de solidão

• 228% mais probabilidade de compartilharem sua fé com outras pessoas

• 407% mais probabilidade de memorizarem as Escrituras

As descobertas sugerem que quatro vezes por semana é um ponto crucial para que o estudo da Palavra se torne verdadeiramente transformador na vida dos crentes. Aqueles que liam as Escrituras duas ou três vezes por semana não obtiveram os mesmos benefícios protetores que aqueles que as liam pelo menos quatro vezes por semana.

Estas dicas podem ajudá-lo a se envolver com as Escrituras de uma maneira mais significativa:

1. Comece com dois Salmos quaisquer - Independentemente do seu estado emocional, os Salmos o aproximam de um Deus que conhece o seu coração.

2. Leia um capítulo de Provérbios por dia - Há trinta e um capítulos em Provérbios, um para cada dia do mês. Você encontrará sabedoria prática, personalizada e divina para o seu dia.

3. Explore histórias de personagens bíblicos – Você pode começar pela história de Abrão (Gêneses 12) e seguir lendo um capítulo por dia.

4. Ao ler a Bíblia, pergunte a si mesmo: Qual é o contexto desse texto ou dessa história?

Por que esses acontecimentos ou instruções foram registrados?

O que esse trecho revela sobre Deus?

Com quem, nessa história, eu mais me identifico?

5. Jesus é o verdadeiro herói das Escrituras – o foco não é Moisés, Davi, Paulo, Ester nem você. É sobre Ele, sempre.

Sexta, 6 de Março

“A Bíblia requer pensamento e pesquisa em oração. Não basta apenas passar os olhos por sua superfície. Enquanto algumas passagens são claras demais para serem mal compreendidas, outras são mais complexas, exigindo estudo cuidadoso e paciente. Assim como o metal precioso está escondido em colinas e montanhas, suas joias de verdade devem ser buscadas e armazenadas na mente para uso futuro. Ah, se todos exercitassem a mente tão constantemente na busca pelo ouro celestial quanto pelo ouro que perece!”

“Quando você busca as Escrituras com um desejo sincero de aprender a verdade, Deus soprarará Seu Espírito em seu coração e impressionará sua mente com a luz de Sua Palavra. A Bíblia é seu próprio intérprete, uma passagem explica a outra. Comparando escrituras que se referem aos mesmos assuntos, você verá uma beleza e harmonia das quais nunca sonhou. Não há outro livro cuja leitura fortaleça e amplie, eleve e enobreça a mente, como a leitura deste Livro dos livros. Seu estudo imprime novo vigor à mente, que é assim trazida em contato com assuntos que exigem pensamento sério, e é levada a orar a Deus por poder para compreender as verdades reveladas.” – Ellen White, Testemunhos para a Igreja, vol. 4, p. 432.

“No estudo diário, o método verso a verso é frequentemente o mais útil. O estudante deve tomar um verso e concentrar a mente em determinar o pensamento que Deus colocou naquele verso para ele, e então meditar sobre esse pensamento até que se torne seu. Uma passagem assim estudada até que seu significado fique claro vale mais do que a leitura de muitos capítulos sem propósito definido e sem instrução positiva adquirida.” – Ellen G. White, Educação (1903), p. 134.

“Somos gratos por termos uma palavra segura de profecia, de modo que nenhum de nós precisa ser enganado. Sabemos que existem heresias e fábulas em nosso mundo no presente tempo, e queremos saber qual é a verdade. Convém a nós buscar cuidadosamente por nós mesmos, para que possamos adquirir esse conhecimento. Não podemos fazer isso apenas lendo as Escrituras, mas devemos comparar escritura com escritura. Devemos buscar as Escrituras por nós mesmos, para que não sejamos desviados; e enquanto muitos podem ser desviados porque há todos os tipos de doutrinas em nosso mundo, existe uma verdade… devemos estar familiarizados com as Escrituras por nós mesmos, para que possamos compreender a verdadeira razão da esperança que está dentro de nós.” – Ellen G. White, Jesus, Meu Modelo – Meditações Diárias 2008, p. 113.