Surpresas na eternidade
Sexta, 27 de Março“No dia do juízo final, toda pessoa que se perder compreenderá a natureza de sua rejeição da verdade. A cruz será apresentada, e seu real significado será visto por todo aquele que foi cegado pela transgressão. Diante da visão do Calvário com sua misteriosa Vítima, os pecadores estarão condenados” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 36).
“Nossa posição diante de Deus depende não da quantidade de luz que temos recebido, mas do uso que fazemos da que possuímos. Assim, até mesmo o pagão que prefere o que é certo, na proporção em que lhe é possível distingui-lo, está em condições mais favoráveis do que os que têm grande luz e afirmam servir a Deus, mas não atendem a essa luz e, por sua vida diária, contradizem sua profissão de fé” (White, O Desejado de Todas as Nações, p. 180).
“Aqueles que Cristo elogia no Juízo talvez tenham conhecido pouco de teologia, mas nutriram os princípios divinos. Por meio da influência do Espírito de Deus, eles foram uma bênção para outros que os cercavam. Mesmo entre os gentios, existem pessoas que têm desenvolvido o espírito de bondade. Antes de receberem as palavras de vida, acolheram com simpatia os missionários, ajudando-os mesmo colocando em risco a própria vida. Entre os pagãos, há aqueles que servem a Deus de acordo com o conhecimento que têm, a quem a luz nunca foi levada por agentes humanos; no entanto, não se perderão. Embora desconheçam a lei escrita de Deus, ouviram Sua voz a falar-lhes por meio da natureza e fizeram aquilo que a lei exige. Suas obras mostram que o Espírito Santo tocou o coração deles, e são reconhecidos como filhos de Deus.
“Quão surpresos e alegres ficarão os humildes dentre as nações, e dentre os pagãos, ao ouvir as seguintes palavras dos lábios do Salvador: ‘Sempre que o fizestes a um destes Meus pequeninos irmãos, a Mim o fizestes’ (Mt 25:40). Quão alegre ficará o coração do Amor Infinito quando Seus seguidores erguerem para Ele o olhar, em surpresa e alegria perante Suas palavras de aprovação!” (White, O Desejado de Todas as Nações, p. 513).
“Deus a ninguém condenará no juízo por ter crido honestamente em uma mentira, ou conscienciosamente alimentado um erro. A condenação virá sobre quem negligenciar as oportunidades de conhecer bem a verdade. O descrente será condenado não por ser descrente, mas porque não aproveitou os meios que Deus colocou ao seu alcance para habilitá-lo a se tornar cristão” (Ellen G. White, Testemunhos Para Ministros, p. 318).