Assinatura do Designer

Sábado, 10 de Janeiro

VERSO PARA MEMORIZAR:


Leituras da semana:
Gênesis 11:1-31; Gênesis 2:1-25
Apartir do Título, e do estudo da semana, anote suas impressões sobre o que se trata a lição:

Pesquise: em comentários bíblicos, livros denominacionais e de Ellen G. White sobre temas neste texto: Gênesis 11:1-31; Gênesis 2:1-25

* Estude a lição desta semana para se preparar para o Sábado, 17 de Janeiro

Domingo, 11 de Janeiro

Conhecido por sua honestidade intelectual, escrita prolífica e debates vigorosos, o filósofo britânico Antony Flew foi, durante muitos anos, admirado por acadêmicos e ateus em todo o mundo. Aos 15 anos de idade, Flew havia concluído que não existia Deus. Depois de estudar filosofia, tornou-se professor em Oxford e em várias outras universidades da Inglaterra. Durante esse período, Flew tornou-se amplamente conhecido por seu ateísmo acadêmico rigoroso

Em 2004, quando estava no início dos seus oitenta anos, Flew fez uma revelação surpreendente que provocou ondas de choque nas comunidades filosófica e científica — ondas que ainda hoje repercutem. Durante uma entrevista com o Dr. Gary Habermas, Flew revelou que agora acreditava na existência de um Designer inteligente.

Apesar dos ataques, ele permaneceu firme e respondeu com lucidez: “Fui acusado por colegas de estupidez, traição, senilidade e todo tipo de coisa – sendo que nenhum deles leu uma linha sequer do que escrevi” (Um Ateu Garante: Deus Existe [Ediouro, 2008]).

Mas o que levou Antony Flew a mudar de ideia sobre Deus? Ele explicou: “Embora eu tenha sido um crítico ferrenho do argumento do design, hoje vejo que, quando bem formulado, ele é uma defesa convincente da existência de Deus.” Flew se referiu ao argumento teleológico – ou argumento do design –, que aponta para a existência de um Criador com base na ordem e complexidade do Universo. Ele afirmou que foram justamente essas evidências, vindas das descobertas da física e da biologia, que o fizeram abandonar o ateísmo e reconhecer que a explicação mais razoável para a harmonia do cosmos é a existência de um Criador inteligente.

Falar em Design inteligente vai muito além de discutir dados e argumentos. É abrir uma janela para o coração de Deus. A criação reflete quem Ele é – um Deus de beleza, propósito, ordem e amor. Quando contemplamos a natureza, enxergamos os traços desse designer. Mas é a narrativa da criação em Gênesis que nos revela por que tudo foi feito e quem está por trás de cada detalhes.

Segunda, 12 de Janeiro

A maioria dos relatos pagãos da criação, comuns em culturas como a Babilônia, o Egito e a Suméria, possui duas características principais. Primeiro, frequentemente começam com a natureza criando os deuses. Nessas histórias, os deuses nascem de elementos naturais como a água, o céu ou o caos. Por exemplo, o Enuma Elish babilônico descreve uma batalha cósmica envolvendo águas primordiais, e desse ambiente caótico, os deuses nascem e eventualmente moldam o mundo. As culturas grega, nórdica e hindu incluem relatos semelhantes. Pode-se até dizer que o ateísmo, que exalta a natureza como criadora, se enquadra nessa categoria.

A segunda característica principal dos relatos pagãos da criação é que a humanidade ocupa a posição mais baixa na ordem da criação, sendo a parte menos importante. Em muitas dessas histórias, os humanos são criados como uma reflexão tardia ou para realizar o trabalho sujo dos deuses. Por exemplo, na mitologia babilônica, os humanos são criados a partir do sangue de um Deus derrotado para servir aos deuses vitoriosos, essencialmente fazendo o trabalho que os deuses não querem fazer. Os seres humanos existem para agradar aos deuses, e seu valor é em grande parte utilitário — eles servem às necessidades dos deuses.

Em nítido contraste, o relato bíblico da criação inverte completamente essa lógica. Primeiro, Deus não nasce da natureza. Em vez disso, Deus cria a natureza. A Bíblia começa com a declaração: “No princípio, Deus criou os céus e a terra” (Gênesis 1:1). Não há batalha caótica entre deuses ou forças naturais. Deus, sozinho, cria tudo com a Sua palavra — a luz, o céu, a terra e o mar (Gênesis 1:3-10). Ele é soberano sobre toda a criação, não um produto dela. A segunda — e mais significativa — diferença é que a humanidade é a parte mais importante da criação. Deus declarou: “Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança” (Gênesis 1:26). Os seres humanos não são apenas mais uma criatura; são um reflexo do próprio Deus. Os seres humanos não foram criados para servir a Deus de forma servil, mas receberam domínio sobre todas as outras criaturas. Ao contrário dos antigos mitos do Oriente Próximo, onde os humanos são escravos dos deuses, a Bíblia nos retrata como administradores e parceiros de Deus no cuidado com o mundo (Gênesis 1:28).

Gênesis 2:7 oferece um olhar ainda mais íntimo sobre a criação humana: “Então o Senhor Deus formou o homem do pó da terra e soprou em suas narinas o fôlego da vida; e o homem se tornou um ser vivente.” Esse ato de formar pessoalmente o homem com Suas próprias mãos e soprar-lhe o fôlego da vida destaca o valor e o cuidado que Deus dedica à humanidade. Em outras histórias do antigo Oriente Próximo, a humanidade é um subproduto do caos ou da negligência divina. Em contraste, a Bíblia retrata os seres humanos como a obra-prima da criação, moldados pela mão de Deus, uma revelação do Seu amor.

Terça, 13 de Janeiro

Vamos explorar um aspecto do argumento do design, concentrando-nos na ideia de que o universo é finamente ajustado para a vida. As condições necessárias para a vida são tão específicas que até a menor mudança tornaria a vida impossível. Considere alguns exemplos desse ajuste fino:

1. A distância do Sol: A Terra está exatamente à distância certa do Sol. Se o Sol estivesse mais distante, a Terra seria fria demais para sustentar a vida, e os oceanos congelariam. Se estivesse mais próximo, seria quente demais, e a vida seria queimada.

2. A gravidade certa na medida certa: A gravidade da Terra é perfeitamente equilibrada. Uma gravidade mais forte prenderia gases nocivos, como a amônia. Se a gravidade fosse mais fraca, perderíamos água demais para o espaço, tornando a vida impossível.

3. A força exta da Lua: A força gravitacional da Lua ajuda a manter o clima da Terra estável. Se essa força fosse mais intensa, os tsunamis seriam devastadores. Uma força mais fraca criaria caos no clima e nas condições meteorológicas.

Agora, pense em filmes apocalípticos nos quais o mundo é lançado no caos por um desastre natural. Uma pequena mudança nesses parâmetros finamente ajustados poderia tornar tais cenários realidade. Até mesmo o menor ajuste — uma fração de porcentagem — tornaria a vida na Terra impossível.

O físico Paul Davies expressou isso da seguinte forma: “Dizer que a vida está na corda bamba é um eufemismo impressionante” (The Goldilocks Enigma: Whis is the Universe just Right for Life? [First Mariner, 2008], p. 149). Imagine encontrar um aquário com peixes vivos na superfície da Lua. Seria absurdo pensar que eles apareceram ali por acaso. Alguém teria colocado aquilo ali e cuidado para que tudo funcionasse. A Terra, perfeitamente adequada para a vida em um universo que, de outra forma, é hostil, é como esse aquário.

Quarta, 14 de Janeiro

O que essas passagens nos dizem sobre a criação e o Criador?

Todas as coisas foram criadas:

• João 1:3

• Hebreus 11:3

• Colossenses 1:16

A criação revela o seu Criador:

• Jó 12:7-9

• Salmo 104:24, 25

• Isaías 40:26

• Romanos 1:20

O poder de Deus sobre a criação:

• Salmo 33:6-9

• Jeremias 10:12, 13

Quinta, 15 de Janeiro

A maioria dos ateus hoje em dia não faz parte de nenhum clube ateísta oficial nem está profundamente convencida por argumentos científicos. A maioria não tem formação em biologia molecular ou zoologia. Muitos simplesmente optam por não acreditar em Deus.

Por quê?

Para muita gente, a ideia de Deus mais perturba do que consola. Basta olhar para a história: os seres humanos já acreditaram em muitos deuses – e boa parte deles eram assustadores. E, sinceramente, até que é um alívio saber que esses deuses não existem. Afinal, quem gostaria de viver com Zeus tentando seduzir membros da sua família, ou com Moloque exigindo sacrifícios de crianças? O mundo certamente é um lugar melhor sem eles.

Mas e o Deus da Bíblia? Ele seria só mais um desses deuses terríveis? Será que devemos colocá-Lo no mesmo saco e simplesmente descartá-Lo também? É aqui que tudo muda.

O Deus da Bíblia é completamente diferente. Em Colossenses 1:16,17, o apóstolo Paulo escreveu: “Pois Nele foram criadas todas as coisas [...]. Tudo foi criado por meio Dele e para Ele. Ele é antes de todas as coisas. Nele tudo subsiste.” Paulo está falando de Jesus. E o que ele está dizendo é simplesmente extraordinário: o Criador do Universo é o próprio Jesus Cristo.

Pense bem no seguinte:

O Criador que deu origem ao mundo com Sua palavra é Jesus.

O Criador que formou Adão com as próprias mãos é Jesus.

O Criador que descansou no Sábado com nossos primeiros pais é Jesus.

O Criador que caminhou em direção a Adão e Eva depois que eles pecaram é Jesus.

Isso muda tudo!

Jesus não é um Deus frio e vingativo, distante lá no alto, esperando nosso erro. Ele é o Criador – presente desde o começo – e também é o Salvador, que veio ao mundo para nos resgatar. A verdade mais maravilhosa é esta: Aquele que criou o Universo é o mesmo Deus que Se humilhou para andar entre nós, curar, ensinar... e morrer por amor a nós. O Deus que nos criou nos ama de maneira profunda e pessoal.

A boa notícia não é apenas que Deus existe. A boa notícia é que Deus existe – e o nome Dele é Jesus.

Sexta, 16 de Janeiro

“A mão que sustenta os mundos no espaço, a mão que mantém, em sua disposição ordenada e em sua atividade incansável, todas as coisas em todo o universo de Deus, é a mão que foi cravada na cruz por nós.…

“Foi o Criador de todas as coisas que ordenou a maravilhosa adaptação de meios ao fim, de provisão à necessidade. Foi Ele quem, no mundo material, providenciou que todo desejo implantado fosse satisfeito. Foi Ele quem criou a alma humana, com sua capacidade de conhecer e de amar. E Ele não é, em Si mesmo, tal que deixe insatisfeitas as exigências da alma.

Nenhum princípio intangível, nenhuma essência impessoal ou mera abstração pode satisfazer as necessidades e os anseios dos seres humanos nesta vida de luta contra o pecado, a tristeza e a dor. Não é suficiente crer em lei e força, em coisas que não têm compaixão e nunca ouvem o clamor por socorro. Precisamos conhecer um braço todo-poderoso que nos sustente, um Amigo infinito que tenha piedade de nós. Precisamos apertar uma mão que seja calorosa, confiar em um coração cheio de ternura. E assim Deus Se revelou em Sua Palavra.” – Ellen G. White, Educação (2021), p. 92, 93.

“Se crêssemos plenamente nisso, todas as ansiedades indevidas seriam afastadas. Nossa vida não estaria tão cheia de decepções como agora; pois tudo, seja grande ou pequeno, seria deixado nas mãos de Deus, que não Se confunde com a multiplicidade de cuidados, nem é oprimido pelo peso deles. Então desfrutaríamos de um descanso de alma do qual muitos têm sido estranhos por muito tempo.” – Ellen G. White, Caminho a Cristo (1892), 85, 86.

“Basta que estejamos atentos, e as obras criadas por Deus nos ensinarão lições preciosas de obediência e confiança. Desde as estrelas, que em seus inexplicáveis trajetos através do espaço percorrem, século após século, os caminhos a elas designados, até o minúsculo átomo, as coisas da natureza obedecem à vontade do Criador. E Deus cuida de tudo e sustenta tudo o que criou. Aquele que mantém os incontáveis mundos na imensidão do Universo também Se preocupa com as necessidades do pequeno pardal que, sem qualquer temor, eleva seus humildes gorjeios” (Ellen G. White, Caminho a Cristo, p. 54).