Jesus e o Hinduísmo

Sábado, 24 de Janeiro

VERSO PARA MEMORIZAR:


Leituras da semana:
João 3:1-19
Apartir do Título, e do estudo da semana, anote suas impressões sobre o que se trata a lição:

Pesquise: em comentários bíblicos, livros denominacionais e de Ellen G. White sobre temas neste texto: João 3:1-19

* Estude a lição desta semana para se preparar para o Sábado, 31 de Janeiro.

Domingo, 25 de Janeiro

O hinduísmo, a terceira maior religião do mundo, possui mais de 1,2 bilhão de adeptos, principalmente na Índia e no Nepal. Sua influência cultural e espiritual não pode ser subestimada.

Krishna é uma das principais divindades do hinduísmo, adorado como o oitavo avatar do Deus Vishnu e também considerado o Ser Supremo. Ele é reverenciado por Sua proteção, compaixão, ternura e amor. As histórias da vida de Krishna o apresentam como uma criança divina, um brincalhão, um herói divino e o ser supremo universal. Esses relatos são encontrados no Mahabharata e na Bhagavad Gita.

Três dos principais fundamentos do hinduísmo são: 1. samsara (o ciclo de renascimentos), a contínua reincarnação de vida, morte e renascimento; 2. karma (ação e consequência), a crença de que as ações das pessoas determinam seu futuro nesta vida ou na próxima; e 3. moksha (libertação), o objetivo final de libertar a alma do ciclo de reencarnações para alcançar a união com o divino. Os textos religiosos hindus refletem esses fundamentos. Por exemplo, na Bhagavad Gita, especificamente no capítulo 11, versículo 32, Krishna revela Sua forma universal ao guerreiro Arjuna durante a Guerra de Kurukshetra. Nesse momento de revelação divina, Krishna declara: “Eu sou o Tempo, o destruidor de tudo; vim para consumir o mundo.” Essa declaração reflete o papel de Krishna como a força cósmica que governa o ciclo de criação, preservação e destruição dentro do universo.

Em contraste, Jesus fez várias declarações profundas sobre Si mesmo no Novo Testamento, sendo uma das mais significativas em João 14:6: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim.” Aqui, Jesus Se identifica como a fonte da vida eterna. Ele não oferece apenas uma existência física, mas uma vida espiritual renovada que transcende a morte. Jesus veio a este mundo para destruir a morte (Primeira Carta aos Coríntios 15:26). Ele é Aquele que detém as chaves da morte (Apocalipse 1:18).

Nesta lição, vamos comparar o ensino bíblico sobre a salvação com as ideias hindus de reencarnação e karma.

Segunda, 26 de Janeiro

No hinduísmo, a reencarnação é o ciclo de nascimento, morte e renascimento. Os hindus acreditam que a alma (atman) é eterna e passa por esse ciclo, sendo que cada nova vida é determinada pelo karma — os resultados das ações passadas. Enquanto o bom karma melhora a condição da pessoa na próxima vida, o mau karma pode levar a um renascimento menos favorável. O objetivo final é alcançar o moksha, a libertação do ciclo, em que a alma se une a Brahman, a essência divina ou realidade última.

Diferentemente do hinduísmo, Jesus ensinou que nossas obras ou o bom karma não podem quebrar o poder da morte; somente a obra do Espírito Santo quebra esse poder. Jesus oferece um novo nascimento que rompe a escravidão do pecado e da morte espiritual.

Em João 3, Nicodemos, um respeitado mestre religioso, envolveu-se em uma conversa com Jesus, que introduziu o conceito do “novo nascimento” e enfatizou a profunda transformação espiritual necessária para entrar no reino de Deus. Em Evangelho segundo João 3:3, Jesus disse: “Most assuredly, I say to you, unless one is born again, he cannot see the kingdom of God.” Esse novo nascimento é essencial porque traz nova vida. Como afirma 2 Coríntios 5:17: “Therefore, if anyone is in Christ, he is a new creation; old things have passed away; behold, all things have become new.” Essa nova vida é marcada por novos desejos, novas experiências, novas vitórias e um novo futuro.

Em João 3, Nicodemos, um respeitado mestre religioso, envolveu-se em uma conversa com Jesus, que introduziu o conceito do “novo nascimento” e enfatizou a profunda transformação espiritual necessária para entrar no reino de Deus. Em Evangelho segundo João 3:3, Jesus disse: “Most assuredly, I say to you, unless one is born again, he cannot see the kingdom of God.” Esse novo nascimento é essencial porque traz nova vida. Como afirma 2 Coríntios 5:17: “Therefore, if anyone is in Christ, he is a new creation; old things have passed away; behold, all things have become new.” Essa nova vida é marcada por novos desejos, novas experiências, novas vitórias e um novo futuro.

Jesus explicou que o esforço humano e os rituais religiosos não podem produzir o novo nascimento. Somente o poder do Espírito Santo pode realizar essa transformação. Mas como alguém experimenta esse novo nascimento? O processo do novo nascimento é uma submissão contínua e diária ao Espírito Santo, na qual permitimos que Ele reforme nossa vida interior — alterando as crenças centrais e as motivações que orientam nossas ações.

Jesus explicou que o esforço humano e os rituais religiosos não podem produzir o novo nascimento. Somente o poder do Espírito Santo pode realizar essa transformação. Mas como alguém experimenta esse novo nascimento? O processo do novo nascimento é uma submissão contínua e diária ao Espírito Santo, na qual permitimos que Ele reforme nossa vida interior — alterando as crenças centrais e as motivações que orientam nossas ações.

O processo de Deus resulta em Seu amor profundamente enraizado em nossos corações, concedendo-nos uma identidade renovada, novos desejos e a capacidade de cumprir Seu propósito em nossa vida. Como diz Romanos 8:11: “If the Spirit of Him who raised Jesus from the dead dwells in you, He who raised Christ from the dead will also give life to your mortal bodies through His Spirit who dwells in you.” Isso não é uma reencarnação em outra forma de vida, mas uma nova vida que podemos experimentar agora.

Terça, 27 de Janeiro

A reencarnação, uma crença central do hinduísmo, ensina que a alma se move por um ciclo perpétuo de nascimento, morte e renascimento. O karma, os resultados acumulados das ações passadas, determina a condição da pessoa em cada nova vida. Os indivíduos enfrentam consequências por ações de vidas anteriores sem terem qualquer memória dessas ações. Isso levanta sérias questões sobre justiça. Como alguém pode ser responsabilizado por atos que não consegue lembrar? A Bíblia, em contraste, apresenta a justiça como direta e justa, na qual cada pessoa é responsável diante de Deus por suas próprias ações. Carta aos Romanos 14:12 diz: “So then each of us shall give account of himself to God.” A teologia bíblica ensina que a justiça divina é satisfeita ou por meio do perdão em Cristo ou por meio da separação eterna de Deus no juízo final.

Outro problema é que a reencarnação envolve um ciclo interminável, sem um começo ou fim claros. O cristianismo, porém, ensina que cada alma é criada por Deus, vive uma única vida terrena e depois enfrenta o juízo. Carta aos Hebreus 9:27 confirma essa ideia, dizendo: “It is appointed for men to die once, but after this the judgment.” Esse começo e fim bem definidos dão propósito à vida. O cristianismo bíblico ensina que nosso destino eterno é determinado pelas escolhas que fazemos nesta vida.

A questão da identidade pessoal também surge. Na reencarnação, a pessoa muda a cada vida — novas memórias, novas experiências e novas formas — tornando difícil manter uma identidade contínua. Isso levanta ainda mais perguntas. Se a identidade muda a cada vida, como alguém pode realmente saber quem é? Em contraste, o cristianismo ensina que Deus criou cada pessoa de forma única, com sua identidade preservada ao longo da vida e por toda a eternidade. Salmos 139:13 diz: “For You formed my inward parts; You covered me in my mother’s womb.” O cristianismo celebra o fio ininterrupto da identidade pessoal tecido pela mão de Deus.

Por fim, a salvação no hinduísmo é incerta, pois a alma deve passar por inúmeras vidas para alcançar a libertação. O peso do perfeccionismo e a incerteza da libertação assombrariam a maioria das pessoas. O evangelho, porém, oferece a segurança da salvação por meio da fé em Jesus Cristo. Evangelho segundo João 5:24 promete: “He who hears My word and believes in Him who sent Me has everlasting life.” O cristianismo oferece um caminho claro para a salvação — um caminho acessível a todos.

Quarta, 28 de Janeiro

O que esses versículos nos ensinam sobre a vida e a morte?

O caminho para a salvação:

• João 14:6

• Romanos 6:23

Graça e perdão:

• Efésios 2:8, 9

• 1 João 1:9

Transformação por meio de Cristo:

• 2 Coríntios 5:17

• Gálatas 2:20

Julgamento e destino eterno:

• Hebreus 9:27

• Apocalipse 20:14, 15

Quinta, 29 de Janeiro

Na Bhagavad Gita, Krishna ensina sobre dharma (dever) e descreve os papéis das quatro varnas (classes sociais): Brahmins (sacerdotes), Kshatriyas (guerreiros), Vaishyas (comerciantes) e Shudras (trabalhadores). Com o tempo, esses ensinamentos foram interpretados como uma aprovação divina do sistema de castas, atribuindo a cada pessoa papéis específicos com base em seu nascimento. Esse sistema moldou a sociedade indiana por séculos, criando uma hierarquia social rígida em que a casta de uma pessoa determina seus deveres e oportunidades.

O sistema de castas trouxe sérios problemas sociais, como discriminação, exclusão e desigualdade. Aqueles nas castas mais baixas, especialmente os Dalits (os “intocáveis”, que estão fora do sistema de quatro castas mencionado acima), enfrentaram estigma severo e foram privados de acesso à educação, emprego, tratamento médico e outras necessidades básicas. Apesar de esforços legais para reformar a discriminação baseada em castas, os efeitos ainda são profundamente sentidos hoje. Muitos permanecem presos aos papéis em que nasceram, incapazes de superar sua classe social.

Em contraste, os ensinamentos e o ministério de Jesus foram radicalmente inclusivos, rompendo barreiras sociais. Jesus interagia com pessoas de todas as camadas da sociedade, especialmente aquelas que eram marginalizadas ou desprezadas. Ele tratava todos com dignidade, independentemente de sua posição social.

Um exemplo marcante do respeito de Cristo por todos é encontrado em João 4, quando Jesus conversou com a mulher samaritana junto ao poço. Ao fazer isso, Ele atravessou barreiras de gênero, religião e etnia, demonstrando que o amor de Deus se estende a todas as pessoas. De forma semelhante, na parábola do Bom Samaritano (Lucas 10:25–37), Jesus enfatizou que o amor ao próximo transcende divisões sociais, étnicas e religiosas. Sua mensagem era clara: no reino de Deus, todos têm valor igual.

Ellen G. White também se opôs fortemente às hierarquias sociais. Ela escreveu: “Cristo veio para derrubar toda parede de separação. Ele veio para mostrar que Seu dom de misericórdia e amor é tão ilimitado quanto o ar, a luz ou as chuvas que refrescam a terra.” (A Ciência do Bom Viver, p. 11), 25. Ellen G. White enfatizou que o amor de Jesus é para todas as pessoas, independentemente de sua origem ou posição social. Os cristãos são chamados a seguir o exemplo de Jesus, vivendo os princípios de igualdade e amor. Paulo afirmou essa verdade: “Não há judeu nem grego; não há escravo nem livre; não há homem nem mulher; porque todos vós sois um em Cristo Jesus” (Gálatas 3:28). Este versículo reflete o coração do evangelho, que une pessoas além de qualquer divisão social ou étnica.

Apocalipse 14:6 descreve o evangelho sendo proclamado a “toda nação, tribo, língua e povo.” Essa mensagem é a mais antirracista do mundo. O evangelho desafia hierarquias como o sistema de castas e chama os crentes a criar uma comunidade em que cada pessoa seja valorizada e amada, refletindo a natureza inclusiva do reino de Deus.

Sexta, 30 de Janeiro

“Mesmo entre os pagãos, existem pessoas que têm desenvolvido o espírito de bondade. Antes de receberem as palavras de vida, acolheram com simpatia os missionários, ajudando-os, mesmo colocando em risco a própria vida. Entre os pagãos, há aqueles que servem a Deus de acordo com o conhecimento que têm, a quem a luz nunca foi levada por agentes humanos; no entanto, não se perderão. Embora desconheçam a lei escrita de Deus, ouviram Sua voz a falar-lhes por meio da natureza e fizeram aquilo que a lei exige. Suas obras mostram que o Espírito Santo tocou o coração deles, e são reconhecidos como filhos de Deus” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 513).

“Qualquer discriminação é abominável a Deus. [...] Aos Seus olhos todos têm o mesmo valor. ‘De um só fez Ele todos os povos, para que povoassem toda a terra [...] Deus fez isso para que os homens O buscassem e talvez, tateando, pudessem encontrá-Lo, embora não esteja longe de cada um de nós’ (Atos 17:26,27).

Sem distinção de idade ou categoria, de nacionalidade ou de privilégio religioso, são todos convidados a ir a Ele e viver. ‘Todo aquele que Nele crê não será confundido. Pois não há distinção’ (Romanos 10:11,12). ‘Não pode haver judeu nem grego; nem escravo nem liberto’ (Gálatas 3:28). ‘O rico e o pobre se encontram; a um e a outro faz o Senhor’ (Provérbios 22:2)” (White, O Desejado de Todas as Nações, p. 319).

“Na África pagã, nas terras católicas da Europa e da América do Sul, na China, na Índia, nas ilhas do mar e em todos os escuros recantos da Terra, Deus tem reservado um firmamento de escolhidos que brilharão em meio às trevas, revelando claramente a um mundo apóstata o poder transformador da obediência à Sua lei. Já nos dias de hoje, eles estão surgindo em toda nação, entre toda língua e povo; e, na hora da mais profunda apostasia, quando o máximo esforço de Satanás for feito no sentido de que ‘todos, os pequenos e os grandes, os ricos e os pobres, os livres e os escravos’ (Apocalipse 13:16), recebam, sob pena de morte, o sinal de submissão a um falso dia de repouso, esses fiéis, ‘irrepreensíveis e sinceros, filhos de Deus inculpáveis no meio de uma geração pervertida e corrompida’, resplandecerão ‘como luzeiros no mundo’ (Filipenses 2:15). Quanto mais escura a noite, com maior brilho eles resplandecerão” (Ellen G. White, Profetas e Reis, p. 110, 111).

“A maneira mais eficaz de instruir os gentios que não conhecem a Deus é por meio de Suas obras. [...] Eles podem ser levados a perceber a diferença entre seus ídolos, obras de suas próprias mãos, e o verdadeiro Deus, Criador do céu e da Terra” (Ellen G. White, Conselhos aos Pais, Professores e Estudantes, p. 135).