Jesus e o Budismo

Sábado, 31 de Janeiro

VERSO PARA MEMORIZAR:


Leituras da semana:
João 9:1-41
João 9:1-41

Apartir do Título, e do estudo da semana, anote suas impressões sobre o que se trata a lição:

Pesquise: em comentários bíblicos, livros denominacionais e de Ellen G. White sobre temas neste texto: João 9:1-41

* Estude a lição desta semana para se preparar para o Sábado, 07 de Fevereiro.

Domingo, 1 de Fevereiro

Sidarta Gautama, mais conhecido como Buda, viveu há mais de 2.500 anos na antiga Índia (hoje sul do Nepal). O luxo marcou sua criação hindu abastada no clã Shakya, mas o sofrimento que ele testemunhou fora de seu palácio — doenças, envelhecimento e morte — o impulsionou a buscar uma compreensão mais profunda da vida. Essa busca o levou à renúncia dos confortos reais em busca da iluminação espiritual.

Ele queria luz. Depois de anos de práticas ascéticas e meditação com diversos mestres, Gautama percebeu que nem o extremo da indulgência nem o extremo do ascetismo conduziam à iluminação. Sentado sob a Árvore Bodhi em Bodh Gaya, na Índia, ele finalmente encontrou a luz que tanto buscava. Através da profunda meditação oriental, desenvolveu as “Quatro Nobres Verdades” e o “Nobre Caminho Óctuplo” — ensinamentos centrais que descrevem a natureza do sofrimento e o caminho para a libertação dele. Gautama então dedicou sua vida a transmitir esses ensinamentos às pessoas ao longo da Planície do Ganges e a formar uma comunidade conhecida como Sangha para preservar seu legado. Hoje, o budismo possui aproximadamente 520 milhões de seguidores em todo o mundo, muitos dos quais vivem na Ásia, onde ele moldou culturas e sociedades por mais de dois milênios.

Jesus se distingue dos ascetas orientais ou sábios que se desligam da humanidade. Enquanto figuras como Sidarta Gautama ofereciam uma maneira de escapar do sofrimento por meio do desapego, da meditação e da iluminação, Jesus oferece mais do que uma simples fuga — Ele oferece vida (João 10:10). Seu propósito não era se desligar da humanidade, mas se envolver plenamente com ela, tornando-se a encarnação do amor divino por meio de Sua vida, morte e ressurreição. Em vez de se distanciar da condição humana, Jesus entrou plenamente nela, oferecendo uma solução não apenas para o sofrimento, mas para o problema raiz do pecado e da morte.

Alguns afirmaram que Jesus foi influenciado pelo budismo durante os primeiros anos de Sua vida. Entretanto, não há evidências que sustentem isso, e os ensinamentos de Jesus são fundamentalmente diferentes dos da filosofia budista.

A abordagem de Jesus é holística e relacional. Enquanto ascetas podem se retirar para alcançar a iluminação pessoal, Jesus busca ativamente a humanidade, oferecendo não apenas libertação pessoal, mas uma relação restaurada com Deus. Ele declarou: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida” (João 8:12), enfatizando que somente Ele é o caminho para a verdadeira liberdade, não através do desapego da vida, mas por meio de uma vida transformada e abundante n’Ele.

Segunda, 2 de Fevereiro

Quando Sidarta Gautama saiu do palácio, viu o que nunca tinha encarado: o sofrimento. Doença, velhice, morte... estava tudo ali, diante dele, em cada rosto, em cada esquina. Mas o que mais o abalou foi a falta de respostas. O hinduísmo, religião na qual foi criado, não explicava de forma satisfatória o que ele estava vendo. Aquelas cenas não saíam de sua mente. O que havia de tão errado com o mundo?

No fundo, Gautama enfrentava a mesma questão que, ainda hoje, inquieta tanta gente: Por que existe tanta dor? Em sua busca por respostas, ele acabou deixando Deus de fora. Acreditava que o sofrimento vinha do desejo e do apego, e que a libertação só viria por meio da meditação e de uma vida disciplinada.

O professor Stephen Prothero, da Universidade de Boston, escreveu algo marcante sobre isso. Ele não acredita que todas as religiões digam a mesma coisa, mas reconheceu um ponto comum: “O que as grandes religiões do mundo compartilham não é tanto a linha de chegada, mas o ponto de partida. E esse ponto é uma observação simples: há algo errado com o mundo” (God Is Not One: The Eight Rival Religions That Run The World – And Why Their Differences Matter [HarperOne, 2010], p. 9).

O que Jesus faz diante do sofrimento?

Em João 9, Ele encontra um homem cego de nascença. Os discípulos perguntaram: “Mestre, quem pecou para que este homem nascesse cego? Ele ou os pais dele?” (João 9:2). A pergunta lembra os dilemas que inquietaram Gautama. Mas a resposta de Jesus nos mostra outra perspectiva sobre o sofrimento: “Nem ele pecou, nem os pais dele; mas isso aconteceu para que nele se manifestem as obras de Deus” (João 9:3).

Jesus não culpou o passado nem falou em castigo. Ele mostrou que o sofrimento não precisa ser o fim da história – pode ser o começo de um milagre. E então curou aquele homem. Pela primeira vez, ele viu a luz.

Essa cena revela algo grandioso: a resposta de Deus ao sofrimento não é uma teoria distante. É pessoal, compassiva e cheia de propósito. Cristo não ficou só no discurso.

Como luz do mundo, Jesus continua iluminando os cantos mais sombrios da vida. Ele nos chama a nos aproximar de quem sofre, levando empatia, cuidado e a esperança de um novo começo.

Terça, 3 de Fevereiro

Ao se descrever como “a luz do mundo” (João 9:5), Jesus não apenas ilumina este mundo de forma geral. De fato, de maneira muito pessoal, Jesus é “a verdadeira Luz, que ilumina todo homem que vem ao mundo” (João 1:9). Esta luz está livremente disponível a todos, mas pouco nos beneficia se não for recebida dentro de nós. “Se alguém anda de noite, tropeça, porque a luz não está nele” (João 11:10, ênfase adicionada). Sem Jesus, nossos corações permanecem em trevas.

Depois de deixar a vida no palácio em busca de entendimento, Sidarta Gautama estudou com diversos professores renomados de meditação de sua época e explorou várias práticas espirituais disponíveis no subcontinente indiano. Insatisfeito com as filosofias de seus mestres, Gautama seguiu seu próprio caminho. Por meio de sua própria meditação sob a Árvore Bodhi em Bodh Gaya, ele desenvolveu as Quatro Nobres Verdades e o Nobre Caminho Óctuplo, que inclui a concentração e a atenção plena como duas práticas-chave.

Meditação significa coisas diferentes para pessoas diferentes. A meditação oriental envolve várias técnicas, como esvaziar a mente, concentrar-se em um único objeto, atenção plena ao ambiente ao redor e respiração profunda. Embora os cristãos possam reconhecer os benefícios de práticas como a respiração profunda, devemos ter cautela ao lidar com ideias e práticas como a meditação oriental. Enquanto a meditação oriental busca esvaziar a mente, a meditação cristã busca preenchê-la com a Palavra de Deus, Suas promessas e Sua orientação. Assim, os objetivos e práticas da meditação oriental são contrários aos da meditação cristã.

Jesus modelou o tipo de tempo de quietude a sós com Seu Pai que os cristãos devem praticar. “Tendo despedido as multidões, subiu sozinho ao monte para orar; e, chegando à tarde, estava ali só” (Mateus 14:23). Lucas afirma: “E Ele próprio retirava-se para lugares solitários e orava” (Lucas 5:16).

Ellen G. White comentou: Em uma vida inteiramente dedicada ao bem dos outros, o Salvador achava necessário retirar-se das vias de tráfego e da multidão que O seguia dia após dia. Devia afastar-se de uma vida de atividade incessante e de contato com as necessidades humanas, para buscar retiro e comunhão ininterrupta com Seu Pai. Como um de nós, participante de nossas necessidades e fraquezas, Ele dependia totalmente de Deus, e no lugar secreto da oração buscava força divina” (O Desejado de Todas as Nações [2021], 285).

Quarta, 4 de Fevereiro

Como os seguintes versículos esclarecem a meditação bíblica?

Preencher a mente em vez de esvaziá-la:

• Josué 1:8

• Salmo 77:12

• Salmo 119: 97, 99, 148

• Filipenses 4:8

A necessidade de silêncio e solidão:

• Gênesis 24:63

• Salmo 62:5

• Marcos 1:35

Quinta, 5 de Fevereiro

Buda ensinou que a iluminação final, ou nirvana, é alcançada por meio da autossuficiência e do esforço individual, guiado pelo Caminho Óctuplo: entendimento correto, intenção correta, fala correta, ação correta, modo de vida correto, esforço correto, atenção plena correta e concentração correta. A ideia é superar o sofrimento e alcançar a iluminação por meio dessas oito práticas. No entanto, essa abordagem pode deixar as pessoas sobrecarregadas pelo imenso peso de tentar alcançar paz e propósito apenas por seus próprios esforços.

Em contraste, o evangelho de Jesus Cristo oferece uma abordagem diferente. Jesus ensinou que não podemos conquistar a salvação por boas obras; a salvação é um presente da graça, recebido pela fé n’Ele e em Sua morte e ressurreição. Efésios 2:8-9 enfatiza essa verdade essencial: “Porque pela graça sois salvos, mediante a fé, e isto não vem de vós, é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie.” Os esforços humanos simplesmente não podem alcançar a salvação, porque, como Romanos 3:23 aponta, “todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus.” Cada pessoa já é culpada pelo pecado e eternamente perdida sem a graça de Deus para salvá-la.

As Escrituras chamam Jesus de “Príncipe da Paz” (Isaías 9:6). Como tal, Ele certamente sabe como fornecê-la. Em Mateus 11:28-30, Ele estende este convite: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave, e o meu fardo é leve.”

Em vez de nos deixar lutar sozinhos, Jesus oferece paz — uma paz que é a base da espiritualidade, e não apenas seu objetivo. Frequentemente, as pessoas acreditam que a paz interior virá apenas depois de superarem suas lutas, mas o evangelho promete paz antes da luta e da vitória. É essa paz que conduz o crente à vitória final. O livro Caminho a Cristo afirma:

É a paz o que você precisa — o perdão, a paz e o amor do Céu na alma. Dinheiro não pode comprá-la, o intelecto não pode obtê-la, a sabedoria não pode alcançá-la; jamais poderá esperar, por seus próprios esforços, adquiri-la. Mas Deus a oferece a você como um presente, “sem dinheiro e sem preço” (Isaías 55:1). É sua, se você estender a mão e a alcançar. – Ellen G. White, Caminho a Cristo, p. 32.

Sexta, 6 de Fevereiro

“Naquele tempo, os sistemas do paganismo estavam perdendo sua influência sobre o povo. Os homens estavam cansados de pompa e fábula. Eles ansiavam por uma religião que pudesse satisfazer o coração. Enquanto a luz da verdade parecia ter se retirado entre os homens, havia almas que buscavam luz, e que estavam cheias de perplexidade e tristeza. Elas tinham sede de um conhecimento do Deus vivo, de alguma garantia de uma vida além do túmulo.” – Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações (1898), p. 21.

“Podemos traçar a linha dos grandes mestres do mundo até onde se estendem os registros humanos; mas a Luz existia antes deles. Assim como a lua e as estrelas do sistema solar brilham pela luz refletida do sol, assim, na medida em que seus ensinamentos são verdadeiros, os grandes pensadores do mundo refletem os raios do Sol da Justiça. Cada gema de pensamento, cada lampejo do intelecto, vem da Luz do mundo… ‘Quem me segue’, disse Jesus, ‘não andará em trevas, mas terá a luz da vida. (João 8:12)’” – White, O Desejado de Todas as Nações, p. 372, 373.

“Todo o amor paternal que desceu de geração em geração pelo canal dos corações humanos, todas as fontes de ternura que se abriram nas almas dos homens, são apenas como um pequeno riacho diante do oceano sem limites, se comparados ao amor infinito e inesgotável de Deus. A língua não pode expressá-lo; a pena não pode retratá-lo. Você pode meditar sobre ele todos os dias de sua vida; pode estudar diligentemente as Escrituras para compreendê-lo; pode convocar todo poder e capacidade que Deus lhe deu, no esforço de entender o amor e a compaixão do Pai celestial; e ainda assim há uma infinidade além.

Você pode estudar esse amor por eras; ainda assim jamais poderá compreender totalmente a extensão, a largura, a profundidade e a altura do amor de Deus ao entregar Seu Filho para morrer pelo mundo. Nem a eternidade poderá revelá-lo por completo. Contudo, ao estudarmos a Bíblia e meditarmos sobre a vida de Cristo e o plano de redenção, esses grandes temas se abrirão cada vez mais à nossa compreensão.” – Ellen G. White, Testemunhos para a Igreja, vol. 5, p. 628.

“O amor que Cristo difunde por todo o ser é um poder vitalizante. Cada parte vital — o cérebro, o coração, os nervos — Ele toca com cura… Ele liberta a alma da culpa e da tristeza, da ansiedade e do cuidado, que esmagam as forças da vida. Ele implanta na alma… alegria que dá saúde, alegria que dá vida.” – Ellen G. White, A Ciência do Bom Viver, p. 60.