Por que Cristo é diferente?

Sábado, 14 de Fevereiro

VERSO PARA MEMORIZAR:


Leituras da semana:
João 14:5-11
Apartir do Título, e do estudo da semana, anote suas impressões sobre o que se trata a lição:

Pesquise: em comentários bíblicos, livros denominacionais e de Ellen G. White sobre temas neste texto: João 14:5-11

* Estude a lição desta semana para se preparar para o Sábado, 21 de Fevereiro.

Domingo, 15 de Fevereiro

Imagine uma conversa entre os mestres religiosos mais influentes da história. Maomé, profeta do islamismo, fala sobre as mensagens do Alcorão. Buda, o príncipe que abandonou o luxo, compartilha o caminho para a iluminação. Krishna, figura central do Bhagavad-Gītā, ensina sobre dever e devoção. E então chega Jesus e afirma não ser apenas um mestre, mas o próprio caminho, a verdade e a vida (João 14:6).

Muita gente acredita que todas as religiões dizem a mesma coisa, mas não é bem assim. Apesar de algumas semelhanças, as visões são diferentes e muitas vezes opostas sobre quem é Deus e o que precisamos fazer para nos aproximar Dele. Quando o assunto é o mal no mundo, as respostas também são bem diferentes.

Essa diferença fundamental levou C. S. Lewis a refletir sobre quem Jesus realmente era. Ele escreveu: “Um homem que fosse meramente um ser humano e dissesse o tipo de coisa que Jesus disse não seria um grande mestre de moral. De duas uma, ou ele seria um lunático do nível de alguém que afirmasse ser um ovo frito ou então seria o diabo em pessoa. Faça a sua escolha. Ou esse homem era e é o Filho de Deus; ou então um louco ou algo pior” (Cristianismo Puro e Simples [Thomas Nelson Brasil, 2017], p. 86).

Jesus não veio só para ensinar boas ideias ou práticas espirituais. Ele afirmou ser Deus. E há evidências históricas e proféticas que comprovam isso.

Séculos antes, o Antigo Testamento revelou detalhes da vida de Jesus. Miqueias 5:2 anunciou que o Messias nasceria em Belém. Isaías 53 descreve um Servo rejeitado que sofreria pelos pecados do povo. Daniel 9:24-27 apresenta uma das profecias mais impressionantes da Bíblia, com uma linha do tempo que se encaixa perfeitamente na vida e morte de Jesus.

Nenhum outro líder religioso tem esse tipo de confirmação profética. Jesus não foi só um mestre espiritual. Ele é o Filho de Deus, o único Salvador.

Segunda, 16 de Fevereiro

O cristianismo não pode existir sem Jesus. Todo o fundamento do cristianismo repousa na vida, morte e ressurreição de Jesus Cristo. Diferentemente do Islã, do Budismo ou do Hinduísmo, que teoricamente poderiam persistir sem seus fundadores, as crenças e práticas centrais do cristianismo estão indissociavelmente ligadas a Jesus. Cristo disse: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai senão por mim” (João, 14:6). Jesus é o centro do cristianismo.

Jesus afirmou de maneira única ser plenamente Deus e plenamente homem. Essa combinação não encontra paralelo em nenhuma outra figura religiosa. Embora Maomé, Buda e Krishna tenham feito afirmações espirituais significativas, nenhum professou encarnar simultaneamente Deus e homem. Jesus é o Mediador que compreende plenamente a experiência humana e incorpora autoridade divina. “Porque nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade” (Colossenses 2:9).

Uma documentação sem paralelo sustenta a historicidade de Jesus. A vida e o impacto de Jesus estão bem documentados por uma abundância de fontes, incluindo historiadores não cristãos como Tácito, Plínio, o Jovem, e Flávio Josefo. Numerosos sítios arqueológicos e artefatos reforçam ainda mais a validade histórica da existência de Jesus e do movimento cristão primitivo.

Mais importante ainda, a vida de Jesus cumpre numerosas profecias do Antigo Testamento, validando ainda mais Suas reivindicações messiânicas. Profecias como Isaías 53 (o servo sofredor), e Miqueias 5:2 (nascimento em Belém), apontam diretamente para Jesus. Outras profecias anunciam Sua rejeição e morte (Salmos 22) e fornecem uma linha do tempo para Seu ministério (Daniel 9:24 a 27). O fato de essas profecias terem sido escritas muitos séculos antes do nascimento de Cristo é praticamente incontestável, mesmo entre os céticos mais hostis. A preservação de manuscritos antigos (como os recuperados entre os Manuscritos do Mar Morto) fornece evidência irrefutável de que essas profecias foram feitas séculos antes de Jesus.

Jesus transforma corações. Os ensinamentos de Jesus sobre amor, perdão, humildade e sacrifício exercem um impacto extraordinário sobre indivíduos de todas as culturas. Seu caráter transcende fronteiras culturais, atraindo pessoas de origens diversas para um relacionamento com Ele. Jesus disse: “E eu, quando for levantado da terra, atrairei todos a mim” (João 12:32).

Terça, 17 de Fevereiro

A existência real de Jesus está bem documentada em fontes não bíblicas. Sua historicidade é fortemente afirmada.

1. Tácito, um historiador romano (ano 116 d.C.), observou: “Nero atribuiu a culpa... a uma classe odiada por suas abominações, chamada de cristãos pelo povo. Cristo, de quem o nome teve origem, sofreu a penalidade máxima durante o reinado de Tibério, às mãos de um de nossos procuradores, Pôncio Pilatos.”

2. Plínio, o Jovem, um governador romano (ano 112 d.C.), escreveu ao imperador Trajano sobre os cristãos, mencionando Cristo como aquele a quem eles adoravam. Plínio observa: “Eles tinham o costume de se reunir em um determinado dia fixo antes do amanhecer, quando cantavam em versos alternados um hino a Cristo, como a um Deus, e se vinculavam por um juramento solene, não a qualquer ato perverso.”

3. Suetônio, um historiador romano (ano 121 d.C.), referiu-se ao imperador Cláudio expulsando os judeus de Roma porque eles “continuamente causavam distúrbios sob a instigação de um certo Chrestus.” A influência de Jesus foi significativa o suficiente para causar agitação em Roma.

4. O Talmude, escritos rabínicos judeus, embora não favoráveis a Jesus, reconhecem Sua existência. O Talmude Babilônico menciona a execução de Jesus: “Na véspera da Páscoa, Yeshu [Jesus] foi enforcado. Durante quarenta dias antes da execução, um arauto saiu e clamou: ‘Ele está prestes a ser apedrejado porque praticou feitiçaria e seduziu Israel à apostasia.’” Este relato, apesar do tom hostil, fornece evidência da execução de Jesus.

5. Luciano de Samósata, um satirista grego do segundo século, zomba dos cristãos e de seu fundador, a quem descreve como crucificado na Palestina. Luciano escreve: “Os cristãos, vocês sabem, adoram até hoje um homem — a pessoa distinta que introduziu seus ritos inovadores e foi crucificado por causa disso.”

6. Mara Bar-Serapião, um filósofo estoico (ano 73 d.C.), escreveu uma carta mencionando: “Que vantagem os judeus obtiveram ao executarem seu sábio Rei? Foi logo depois disso que seu reino foi abolido.” Esta referência às consequências enfrentadas pelos judeus pouco depois da execução de Jesus alinha-se com os eventos descritos nos Evangelhos.

7. Tálo, um historiador primitivo (ano 50 d.C.), cujas obras foram citadas por historiadores posteriores como Júlio Africano, tentou explicar a escuridão ocorrida durante a crucificação de Jesus como um eclipse. Júlio Africano escreveu: “Tálo, no terceiro livro de suas histórias, explica essa escuridão como um eclipse do sol — de maneira irrazoável, ao meu ver.”

Quarta, 18 de Fevereiro

O que essas passagens nos ensinam sobre a natureza e a missão de Jesus Cristo?

Títulos divinos de Cristo:

Isaías 9:6

Mateus 1:23

Mateus 16:16

Apocalipse 1:8

O papel de Cristo na criação e na redenção:

Colossenses 1:15-17

Filipenses 2:5-11

1 Timóteo 3:16

Hebreus 1:1-3

Quinta, 19 de Fevereiro

Alvin Plantinga disse certa vez: “Esta demonstração avassaladora de amor e misericórdia [isto é, o sacrifício de Jesus] não é apenas a maior história já contada; é a maior história que poderia ser contada.” Temos uma história para contar!

Jesus disse: “Porque vos digo que muitos profetas e reis desejaram ver o que vós vedes, e não o viram” (Lucas 10:24). Por milhares de anos, inúmeras pessoas ansiaram pelo dia em que o Messias prometido chegaria. Seja o povo judeu apegando-se às profecias, seja sábio de terras distantes como a Pérsia, a esperança de um Redentor vindouro estava viva em seus corações. Muitos morreram antes de ver o cumprimento dessa promessa, mas ao longo da história, Deus proporcionou vislumbres do Salvador que viria.

No Jardim do Éden, após a queda da humanidade, Deus deu o primeiro lampejo de esperança a Adão e Eva: a promessa de uma “Semente” que um dia esmagaria a cabeça da serpente (Gênesis 3:15), simbolizando a vitória final de Cristo sobre o pecado e a morte. Gerações depois, Abraão testemunhou outro sinal quando Deus providenciou um carneiro preso em um arbusto como substituto de seu filho Isaque (Gênesis 22:13). Este evento prenunciava Jesus, o Sacrifício supremo que tomaria o nosso lugar na cruz.

Jacó, em seu sonho, viu uma escada que se estendia entre o céu e a terra, com anjos subindo e descendo por ela (Gênesis 28:12). Esta escada simbolizava Cristo, a ponte entre Deus e a humanidade, o que Jesus confirmou em Evangelho de João 1:51.

Moisés viu um símbolo da salvação quando Deus lhe instruiu a levantar uma serpente de bronze sobre uma haste, para que todos os que a olhassem fossem curados das mordidas mortais de serpentes (Números 21:8 e 9). Jesus comparou isso à Sua própria crucificação, quando seria levantado para curar a humanidade do pecado (João 3:14).

Os israelitas viram Cristo prefigurado no sistema do santuário. Cada cordeiro sacrificial oferecido no templo apontava para o Cordeiro de Deus, que um dia tiraria o pecado do mundo (Evangelho de João 1:29). O cordeiro da Páscoa, cujo sangue salvou os israelitas da morte no Egito, também simbolizava o sangue de Cristo que nos salva da morte eterna.

Hoje, vivemos no cumprimento dessas antigas profecias. Temos a história completa de Jesus — Sua vinda, Seu sacrifício e Sua ressurreição. Jesus é verdadeiramente o “Desejado de Todas as Nações” (Ageu 2:7), Aquele que veio para nos revelar o Pai (João 14:9). Ele é “Deus conosco” (Mateus 1:23). Não apenas Deus para nós, atrás de nós, à nossa frente, mas conosco. Por meio de Jesus, Deus está com a humanidade.

Sexta, 20 de Fevereiro

“Conhecer a Deus é amá-Lo; Seu caráter deve ser manifestado em contraste com o caráter de Satanás. Esta obra somente um Ser em todo o universo poderia realizar. Somente Aquele que conhecia a altura e a profundidade do amor de Deus poderia torná-lo conhecido. Sobre a noite escura do mundo, o Sol da Justiça deve nascer, ‘com saúde em suas asas’ (Malaquias 4:2).” – Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações (2021), página 11.

“À luz da vida do Salvador, os corações de todos, desde o Criador até o príncipe das trevas, são revelados. Satanás tem representado Deus como egoísta e opressor, como reivindicando tudo e não dando nada, como exigindo o serviço de Suas criaturas para Sua própria glória, e não fazendo nenhum sacrifício pelo bem delas. Mas o dom de Cristo revela o coração do Pai. Testifica que os pensamentos de Deus para conosco são ‘pensamentos de paz, e não de mal’ (Jeremias 29:11). Declara que, embora o ódio de Deus pelo pecado seja tão forte quanto a morte, Seu amor pelo pecador é mais forte que a morte.

Tendo Ele assumido nossa redenção, nada poupará, por mais precioso que seja, que seja necessário para a consumação de Sua obra.… Todo o tesouro do céu está aberto àqueles que Ele busca salvar. Tendo reunido as riquezas do universo e exposto os recursos do poder infinito, Ele os entrega todos nas mãos de Cristo e diz: Todos estes são para o homem. Use estes dons para convencê-lo de que não há amor maior que o Meu na terra ou no céu.” – White, O Desejado de Todas as Nações, página 35, 36.

“Em todas as épocas, filósofos e mestres têm apresentado ao mundo teorias para satisfazer a necessidade da alma. Toda nação pagã teve seus grandes mestres e sistemas religiosos oferecendo algum outro meio de redenção que não Cristo, desviando os olhos dos homens da face do Pai e enchendo seus corações de temor daquele que lhes deu apenas bênçãos. A tendência de seu trabalho é roubar a Deus aquilo que Lhe pertence, tanto pela criação quanto pela redenção.

E esses falsos mestres também roubam o homem. Milhões de seres humanos estão aprisionados sob religiões falsas, na escravidão do medo servil, da indiferença estóica, trabalhando como animais de carga, privados de esperança, alegria ou aspiração aqui, e com apenas um temor vago do porvir. É o evangelho da graça de Deus sozinho que pode elevar a alma. A contemplação do amor de Deus manifestado em Seu Filho despertará o coração e excitará os poderes da alma como nada mais pode fazer.” – White, O Desejado de Todas as Nações, página, p. 384, 385.