O evangelho segundo os não cristãos
Terça, 17 de FevereiroA existência real de Jesus está bem documentada em fontes não bíblicas. Sua historicidade é fortemente afirmada.
1. Tácito, um historiador romano (ano 116 d.C.), observou: “Nero atribuiu a culpa... a uma classe odiada por suas abominações, chamada de cristãos pelo povo. Cristo, de quem o nome teve origem, sofreu a penalidade máxima durante o reinado de Tibério, às mãos de um de nossos procuradores, Pôncio Pilatos.”
2. Plínio, o Jovem, um governador romano (ano 112 d.C.), escreveu ao imperador Trajano sobre os cristãos, mencionando Cristo como aquele a quem eles adoravam. Plínio observa: “Eles tinham o costume de se reunir em um determinado dia fixo antes do amanhecer, quando cantavam em versos alternados um hino a Cristo, como a um Deus, e se vinculavam por um juramento solene, não a qualquer ato perverso.”
3. Suetônio, um historiador romano (ano 121 d.C.), referiu-se ao imperador Cláudio expulsando os judeus de Roma porque eles “continuamente causavam distúrbios sob a instigação de um certo Chrestus.” A influência de Jesus foi significativa o suficiente para causar agitação em Roma.
4. O Talmude, escritos rabínicos judeus, embora não favoráveis a Jesus, reconhecem Sua existência. O Talmude Babilônico menciona a execução de Jesus: “Na véspera da Páscoa, Yeshu [Jesus] foi enforcado. Durante quarenta dias antes da execução, um arauto saiu e clamou: ‘Ele está prestes a ser apedrejado porque praticou feitiçaria e seduziu Israel à apostasia.’” Este relato, apesar do tom hostil, fornece evidência da execução de Jesus.
5. Luciano de Samósata, um satirista grego do segundo século, zomba dos cristãos e de seu fundador, a quem descreve como crucificado na Palestina. Luciano escreve: “Os cristãos, vocês sabem, adoram até hoje um homem — a pessoa distinta que introduziu seus ritos inovadores e foi crucificado por causa disso.”
6. Mara Bar-Serapião, um filósofo estoico (ano 73 d.C.), escreveu uma carta mencionando: “Que vantagem os judeus obtiveram ao executarem seu sábio Rei? Foi logo depois disso que seu reino foi abolido.” Esta referência às consequências enfrentadas pelos judeus pouco depois da execução de Jesus alinha-se com os eventos descritos nos Evangelhos.
7. Tálo, um historiador primitivo (ano 50 d.C.), cujas obras foram citadas por historiadores posteriores como Júlio Africano, tentou explicar a escuridão ocorrida durante a crucificação de Jesus como um eclipse. Júlio Africano escreveu: “Tálo, no terceiro livro de suas histórias, explica essa escuridão como um eclipse do sol — de maneira irrazoável, ao meu ver.”