Evidências da ressurreição

Sábado, 21 de Fevereiro

VERSO PARA MEMORIZAR:


Leituras da semana:
João 20:1-18
Apartir do Título, e do estudo da semana, anote suas impressões sobre o que se trata a lição:

Pesquise: em comentários bíblicos, livros denominacionais e de Ellen G. White sobre temas neste texto: João 20:1-18

* Estude a lição desta semana para se preparar para o Sábado, 28 de Fevereiro.

Domingo, 22 de Fevereiro

Nas primeiras horas da manhã de domingo, enquanto a primeira luz da aurora surgia no horizonte, o mundo testemunhou um evento que mudaria para sempre o curso da história— a ressurreição de Jesus Cristo. Um poderoso anjo rolou a pedra que selava Seu túmulo, e Aquele que é a Ressurreição e a Vida saiu vitorioso sobre a morte, deixando vazio o túmulo que antes O continha. Este momento marcou o triunfo da vida sobre a morte, da esperança sobre o desespero e a derrota definitiva do pecado.

A ressurreição distingue Jesus de todos os outros líderes religiosos da história. Enquanto Siddhartha Gautama (Buda) ensinou seus seguidores a escapar do sofrimento por seus próprios esforços, e Maomé, o fundador do Islã, entregou o que os muçulmanos acreditam ser a última revelação de Deus, ambos permanecem em seus túmulos. De maneira semelhante, Confúcio, o grande filósofo chinês, morreu e foi sepultado, com seus ensinamentos vivendo através de seus discípulos, mas sem qualquer reivindicação de ressurreição. Zoroastro, o fundador do Zoroastrismo, também faleceu sem relatos de retorno da morte.

Somente Jesus reivindicou e demonstrou vitória sobre a morte. Este evento único não apenas valida Seus ensinamentos, mas também oferece uma promessa que nenhum outro líder religioso pode: a esperança da vida eterna. Alguns veem a cruz como uma derrota e a ressurreição como a vitória, mas o evangelho ensina que a cruz foi o momento da vitória, e a ressurreição foi a certificação dessa vitória—prova de que o pecado havia sido derrotado.

A ressurreição não é apenas um evento; é a pedra angular da fé cristã. É a prova definitiva de que Jesus é quem Ele afirmou ser: o Filho de Deus, com poder sobre a vida e a morte. Como George Hardy afirma poderosamente, há duas perguntas que importam: “1. Alguém já enganou a morte e provou isso? 2. Está disponível para mim?”

A ressurreição de Jesus responde a essas perguntas com um retumbante sim. Jesus não apenas enganou a morte—Ele a conquistou completamente e oferece essa vitória a todos os que creem Nele. Esta é a essência da mensagem cristã: através de Jesus, a vida eterna não é meramente uma possibilidade, mas um presente garantido disponível a todos que a aceitam.

Por que a história do túmulo vazio é tão importante? O túmulo vazio significa que a morte não tem a palavra final. É um poderoso lembrete de que assim como Jesus ressuscitou dentre os mortos, também Seus seguidores serão ressuscitados para a vida eterna. Essa esperança transforma a forma como os cristãos encaram a vida e a morte, proporcionando segurança e conforto diante da mortalidade. A maldição que caiu sobre Adão por causa do seu pecado, devastando a raça humana por milhares de anos, finalmente foi quebrada.

Naquela manhã, o anjo no túmulo vazio disse aos discípulos: “Eu sei que vocês procuram Jesus, que foi crucificado. Ele não está aqui; pois Ele ressuscitou” (Mateus 28:6). Esta é a única vez na história em que a ausência de Jesus foi uma boa notícia.

Segunda, 23 de Fevereiro

Do ponto de vista dos seguidores de Jesus, a manhã de domingo da ressurreição começou com olhos marejados de lágrimas, corações partidos, solidão e profunda reflexão. Maria foi ao túmulo com um único propósito: ungir o corpo de Jesus (Marcos 16:1). Não havia pensamentos sobre logística, discursos preparados ou grandes planos. Ela foi simplesmente com o coração quebrantado, desejando cuidar daquele que tanto se importara com ela.

Essa é a mesma Maria que Jesus libertou de sete demônios (Lucas 8:2), uma mulher que experimentou uma cura incrível através de Seu amor. Ela conhecia tanto as profundezas da aflição quanto os altos da redenção. Diz-se: “pessoas feridas ferem, mas pessoas amadas amam”, e, no caso de Maria, ondas de amor a haviam envolvido até curar sua alma. Sua devoção a Jesus era inegável. Ela foi uma das últimas na cruz na sexta-feira e a primeira no túmulo no domingo.

Para sua surpresa, o túmulo estava aberto e vazio. Sentindo-se esmagada, confusa e desesperada, Maria ficou do lado de fora do túmulo, chorando sem parar (João 20:11). Ela já havia suportado tanto, e agora parecia que Jesus havia se ido para sempre. As possibilidades do que poderia ter acontecido ao corpo de Jesus a sobrecarregavam.

Em meio ao seu sofrimento, uma voz lhe falou. Era Jesus, permanecendo ali para confortá-la. A princípio, em sua dor, ela não O reconheceu. Só quando Ele chamou seu nome, “Maria” (João 20:16), seus olhos se abriram.

Imagine a importância do momento! No instante em que ouviu seu nome e viu seu Salvador, tudo mudou para sempre. Todo o seu universo foi reconfigurado. Seu pior pesadelo transformou-se em algo muito melhor do que ela poderia imaginar. Sua vida nunca mais seria a mesma.

Antes de ascender ao Pai, antes de informar Seus discípulos, Jesus fez uma pausa para confortar essa mulher de coração partido. Ele atrasou momentaneamente a certificação de Sua vitória cósmica para cuidar de uma alma ferida. Porque a missão de Jesus sempre foi o povo, Ele se importava profundamente com indivíduos como Maria. Jesus conhecia a história de Maria, a profundidade de sua dor, e nesse encontro terno, Ele nos mostra que nossa dor nunca passa despercebida (Salmo 34:18). Seu amor não é apenas para as massas; é pessoal.

Maria havia sido resgatada das profundezas do pecado. Porque ela conhecia sua necessidade de um Salvador, foi a primeira a reconhecer o significado do sacrifício de Cristo (Mateus 26:12) e a primeira a reconhecer Sua ressurreição. Sua história nos lembra que a graça sempre nos encontra onde estamos, mas nunca nos deixa ali. Esta verdade se aplica a você, leitor.

Terça, 24 de Fevereiro

Jovens adultos podem compartilhar a verdade da ressurreição com confiança em um mundo que exige lógica e provas. As evidências a favor da ressurreição de Cristo são fortes e convincentes:

Crucificação fatal: É essencial estabelecer que Jesus realmente morreu na cruz. O Dr. William D. Edwards, em sua análise médica da crucificação publicada no The Journal of the American Medical Association, explica a gravidade da crucificação, enfatizando que “claramente, o peso das evidências históricas e médicas indica que Jesus estava morto antes de ser infligida a ferida em Seu lado.”1 Os soldados romanos eram executores experientes, garantindo que Jesus não apenas desmaiasse ou sobrevivesse, mas realmente morresse (João 19:33, 34).

Túmulo vazio: Em sua análise da ressurreição, o Dr. Gary Habermas conclui que o túmulo vazio é um fato histórico apoiado por múltiplas linhas de evidência, incluindo os relatos iniciais de mulheres que descobriram o túmulo.2 Se os relatos do evangelho fossem fabricados, como sugerem os céticos, os escritores jamais teriam inventado uma história baseada em testemunhas femininas em uma cultura antiga onde o testemunho de uma mulher muitas vezes não era aceito em tribunal. A presença de testemunhas femininas na história mostra que os autores dos evangelhos estavam dispostos a incluir detalhes culturalmente inconvenientes para contar a história com precisão. A importância do túmulo vazio é reforçada pelo fato de que os inimigos de Jesus não puderam apresentar Seu corpo para refutar as afirmações sobre a ressurreição (Mateus 28:11–15).

Aparições: Os primeiros cristãos não acreditavam apenas que Jesus estava vivo de forma espiritual; eles afirmavam que O viam em forma física, corporal. Paulo lista essas aparições em 1 Coríntios 15:5–8. Na época em que escreveu a carta aos Coríntios, quase quinhentas testemunhas ainda estavam vivas e poderiam verificar o que Paulo disse.

Transformação: O impacto da ressurreição sobre os discípulos foi profundo e imediato, transformando-os de um grupo de seguidores derrotados em proclamadores ousados do Cristo ressuscitado. Antes da ressurreição, os discípulos estavam com medo e se escondendo (João 20:19), mas depois estavam dispostos a enfrentar perseguição e até a morte por seu testemunho. Ninguém morre voluntariamente por uma mentira.

A igreja primitiva não criou o evento da ressurreição, mas o evento da ressurreição criou a igreja primitiva. Quando você compartilha a mensagem da ressurreição, não está apenas contando uma história—você está oferecendo a verdade suprema, que tem o poder de transformar vidas.

Quarta, 25 de Fevereiro

O que essas passagens nos ensinam sobre o poder de Cristo sobre a morte?

Fundamento da mensagem cristã:

Atos 4:33

1 Coríntios 15:14-19

A promessa da ressurreição:

1 Coríntios 15:20-23

João 11:25, 26

Nova vida e transformação:

Romanos 6:4, 5

Romanos 8:11

Filipenses 3:10, 11

Colossenses 2:12

1 Pedro 1:3

Quinta, 26 de Fevereiro

É curioso pensar que algo tão simples quanto lençóis dobrados tenha sido o detalhe que convenceu João de que Jesus havia ressuscitado (veja João 20:7,8). Foi uma evidência silenciosa, mas poderosa, de que algo extraordinário havia acontecido.

Primeiro: ladrões de túmulos não perdem tempo dobrando lençóis. Segundo: quem andava com Jesus reconhecia Seus gestos e hábitos. E aquele simples toque de ordem, em meio ao caos da crucificação, foi suficiente para que João compreendesse que Jesus estava vivo.

Deus costuma usar coisas simples para revelar Sua glória. A primeira experiência dos discípulos com a ressurreição não veio com trovões nem raios, mas com um túmulo vazio e lençóis dobrados – sinais discretos de uma vitória incontestável. Os panos dobrados indicavam que o corpo de Jesus havia mudado, mas Seu caráter permanecia o mesmo. A troca das vestes mortuárias por outras também apontava para uma nova função: o Cordeiro Se tornava Sacerdote.

Mas as evidências da ressurreição de Jesus não param por aí. Observe:

1. Ressurretos com Cristo – A Bíblia afirma que várias pessoas ressuscitaram juntamente com Jesus naquele domingo e “entraram na cidade santa e apareceram a muitos” (Mateus 27:53). Atos 1:3 menciona ainda que Jesus apresentou “provas incontestáveis” de Sua ressurreição.

2. Testemunho dos discípulos – Além de Pedro e João, Jesus apareceu a Cleopas e a outro discípulo no caminho de Emaús (Lucas 24:13-35); aos demais discípulos, que estavam trancados em uma casa (João 20:19-23); e, oito dias depois, ao incrédulo Tomé (João 20:26-29).

3. Túmulo vazio – A sepultura não dizia uma palavra, mas testemunhava com força total: o corpo não foi roubado, pois Jesus havia ressuscitado exatamente como prometeu (Lucas 24:6).

4. Convicção do Espírito – Embora Jesus tivesse anunciado que ressuscitaria, foi o Espírito Santo quem tocou o coração dos discípulos e abriu os seus olhos para que pudessem compreender essa verdade.

A ressurreição de Jesus não foi uma experiência mística nem simbólica – foi um evento real e concreto. Essa verdade é a base firme da nossa fé, a certeza que nos sustenta: porque Jesus vive, nós também viveremos (Romanos 6:5).

Sexta, 27 de Fevereiro

"Anjos de Satanás haviam sido obrigados a fugir de diante da luz brilhante e penetrante dos anjos celestiais, e amargamente se queixaram ao seu rei de que a presa lhes houvesse sido violentamente tomada, e que Aquele a quem tanto odiavam havia ressuscitado dos mortos. Satanás e seu exército tinham exultado de que seu poder sobre a humanidade decaída houvesse feito com que o Senhor da vida fosse colocado no túmulo. Mas seu triunfo infernal durou pouco.

"Quando Jesus saiu de Sua prisão, como majestoso vencedor, Satanás soube que, depois de algum tempo, ele próprio deveria morrer, e seu reino passaria Àquele a quem pertencia de direito. Lamentou e enfureceu-se porque, não obstante todos os seus esforços, Jesus não fora vencido, mas abrira um caminho de salvação para o ser humano, e quem quer que quisesse nele andaria e seria salvo" (Ellen G. White, Primeiros Escritos [2022], p. 173, 174).

"Ah, se a cabeça abaixada se erguesse, se os olhos se abrissem para vê-Lo e os ouvidos escutassem Sua voz! 'Ide, pois, depressa e dizei aos Seus discípulos que Ele ressuscitou' (Mateus 28:7). Convide-os a olhar, não para o sepulcro novo de José, fechado com uma grande pedra e selado com o selo romano. Cristo não está lá. Não olhe para o sepulcro vazio. Não se lamente como os que estão sem esperança e desamparados. Jesus vive. E, porque Ele vive, nós também viveremos" (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações [2021], p. 637).

'Tendo autoridade para entregar [a vida] e também para reavê-la' (João 10:18). Em Sua divindade, Cristo possuía o poder de quebrar as algemas da morte. [...]

"A voz que gritou na cruz: 'Está consumado!' (João 19:30) foi ouvida entre os mortos. Penetrou as paredes dos sepulcros, ordenando aos que dormiam que acordassem. Assim será quando a voz de Cristo for ouvida do céu. Ela penetrará as sepulturas e abrirá os túmulos, e os mortos em Cristo ressurgirão. Na ressurreição do Salvador, algumas tumbas foram abertas, mas em Sua segunda vinda todos os queridos mortos ouvirão Sua voz, saindo para uma vida gloriosa e imortal. O mesmo poder que ressuscitou a Cristo dentre os mortos erguerá Sua igreja, glorificando-a com Ele, 'acima de todo principado, e potestade, e poder, e domínio, e de todo nome que se possa referir não só no presente século, mas também no vindouro' (Efésios 1:21)" (White, O Desejado de Todas as Nações, p. 630-632).