Bençãos disfarçadas
Domingo, 7 de JunhoQuando estamos no meio de provações severas, nem sempre é fácil ampliar a visão e considerar uma perspectiva mais ampla. No entanto, com o tempo, podemos reconhecer que nossos maiores desafios foram, em última análise, para o nosso benefício. Na eternidade, nossa perspectiva mudará ainda mais. Ellen G. White escreveu: “Na vida futura, os mistérios que aqui nos têm perturbado e desapontado serão esclarecidos. Veremos que nossas orações aparentemente não respondidas e esperanças frustradas estiveram entre as nossas maiores bênçãos” (A Ciência do Bom Viver, p. 303). Embora nem sempre possamos explicar o presente, podemos escolher confiar em Deus com o que está acontecendo. Rever a nossa história passada e como Deus nos guiou anteriormente pode nos dar confiança de que Deus ainda está conduzindo.
As histórias da Bíblia também revelam um propósito maior e uma história mais ampla por trás de nossas provações. A história de Jó é um exemplo clássico de alguém que confiou em Deus apesar de não saber o que estava por trás de seus sofrimentos.
Jó perdeu sua riqueza (Jó 1:14–17), seus filhos (Jó 1:18, 19) e sua saúde (Jó 2:7). Sua esposa então tentou convencê-lo a amaldiçoar Deus e morrer (Jó 2:9). Depois de algum tempo, três amigos vieram sentar-se com Jó. Eles ficaram tão chocados com sua aparência que se sentaram com ele, em silêncio, por sete dias (Jó 2:13). Eventualmente, quando falaram, tentaram oferecer razões humanas para o motivo de tamanha desgraça ter vindo sobre Jó, mas, ao fazer isso, aumentaram involuntariamente seu sofrimento. Esses três amigos o culparam, dizendo que ele devia ter algum pecado oculto em sua vida do qual precisava se arrepender (Jó 8, 11, 15, 21). No entanto, independentemente dos acontecimentos trágicos que o cercavam, e do fato de que ele não os compreendia, Jó permaneceu fiel. Ele permaneceu firme. Ele não culpou a Deus nem O amaldiçoou.
Nós também vivemos no meio dessa mesma batalha. Satanás nos aflige com dor, sofrimento, perda e dificuldades como parte de seu plano para distorcer nossa visão de um Deus amoroso. Em momentos assim, podemos responder de duas maneiras: culpar e rejeitar a Deus ou apegar-nos a Ele com todas as nossas forças. Embora a batalha se desenrole ao nosso redor, devemos lembrar que, à luz da eternidade, nossas aflições momentâneas são apenas provações temporárias (2 Coríntios 4:16-18).