Sem composição, mas com poder
Quinta, 18 de JunhoVocê já se perguntou como Jesus mantinha a motivação para trabalhar, curar, consolar, pregar e ensinar tantas pessoas dia após dia? Somos informados de que “vendo Ele as multidões, teve grande compaixão delas, porque estavam aflitas e exaustas, como ovelhas que não têm pastor” (Mateus 9:36). O amor e a compaixão de Jesus pela humanidade impulsionavam o Seu trabalho. Da mesma forma, o amor de Deus em nós deve nos levar a sentir o peso de conduzir almas a Ele e à Sua verdade (2 Coríntios 5:14).
Você já olhou para os rostos de estranhos em uma multidão e pensou na eternidade, perguntando-se se eles conhecem a Jesus? Já sentiu o que só pode ser o amor de Deus em você por um estranho necessitado? O amor de Deus em nós nos impulsiona a sentir o peso de levar almas a Ele. Jeremias expressou isso quando disse: “A Sua palavra estava no meu coração como fogo ardente, encerrado nos meus ossos; eu me cansava de contê-la, mas não podia” (Jeremias 20:9).
No entanto, quando compartilhamos Deus com os outros, nunca devemos tentar forçar alguém a aceitar a Deus ou a verdade da Sua Palavra. Forçar alguém é contrário ao caráter de Deus. Deus não forçou Adão e Eva a se afastarem da árvore do conhecimento do bem e do mal (Gênesis 2:16, 17). Ele não forçou as pessoas a entrarem na arca para serem salvas do Dilúvio (Gênesis 7:1). Ele não forçou os israelitas a permanecerem em aliança com Ele (Deuteronômio 4:29–31). Em vez disso, Ele supriu suas necessidades (Mateus 4:23–25) e então os convidou a segui-Lo. Jesus nunca força ninguém a segui-Lo ou à Sua verdade, mas também nunca desiste de nós (Mateus 23:37).
Ao testemunharmos, nossa abordagem deve sempre refletir a de Jesus. Ellen G. White diz: “Não faz parte da missão de Cristo compelir os homens a recebê-Lo. É Satanás, e os homens movidos por seu espírito, que procuram compelir a consciência.… Não pode haver evidência mais conclusiva de que possuímos o espírito de Satanás do que a disposição de ferir e destruir aqueles que não apreciam nosso trabalho ou que agem de forma contrária às nossas ideias” (O Desejado de Todas as Nações, p. 391).
Devemos permitir que sejamos canais do amor de Deus. Vivemos em um mundo que odeia a verdade, mas essa realidade não deve nos impedir de compartilhá-la de maneira sábia e amorosa. Lembre-se: nosso testemunho pessoal frequentemente terá o maior impacto, especialmente nas fases iniciais do testemunho (Apocalipse 12:11).