Conhecendo a Deus

Sábado, 4 de Abril

VERSO PARA MEMORIZAR:


Leituras da semana:
João 17
Leia para o estudo desta semana: João 17

Apartir do Título, e do estudo da semana, anote suas impressões sobre o que se trata a lição:

Pesquise: em comentários bíblicos, livros denominacionais e de Ellen G. White sobre temas neste texto: João 17

* Estude a lição desta semana para se preparar para o Sábado, 11 de Abril.

Domingo, 5 de Abril

Ter uma compreensão clara do caráter de Deus é fundamental para construir um relacionamento forte com Ele. Por isso, nesta semana, examinaremos cuidadosamente o que a Bíblia diz sobre o caráter de Deus, tendo em mente que “é a escuridão da má compreensão de Deus que está envolvendo o mundo. Os homens estão perdendo o conhecimento do Seu caráter. Ele tem sido mal compreendido e mal interpretado. Neste tempo, uma mensagem de Deus deve ser proclamada, uma mensagem iluminadora em sua influência e salvadora em seu poder. O Seu caráter deve ser revelado. Na escuridão do mundo deve ser derramada a luz da Sua glória, a luz da Sua bondade, misericórdia e verdade.… A última mensagem de misericórdia a ser dada ao mundo é uma revelação do Seu caráter de amor.”

Para desenvolvermos um relacionamento profundo com O Senhor, precisamos compreender com clareza quem Ele é. Nesta semana, vamos examinar atentamente o que a Bíblia revela sobre o caráter de Deus, lembrando a seguinte verdade: “A escuridão do falso conceito acerca de Deus é que está envolvendo o mundo, [...] Os últimos raios da luz misericordiosa, a última mensagem de graça a ser dada ao mundo, é uma revelação do caráter do amor divino” (Ellen G. White, Parábolas de Jesus, p.254)

De Gênesis a Apocalipse, lemos sobre o único Deus verdadeiro, que Se revela a nós por meio da Bíblia e por meio de Jesus Cristo, Deus encarnado. Podemos ler sobre a onipotência de Deus (Jeremias 32:17), Sua onisciência, Seu conhecimento absoluto (Isaías 46:9, 10), Sua justiça (Isaías 30:18), Sua misericórdia (Deuteronômio 7:9), Sua bondade amorosa e paciência conosco (Romanos 2:4), Sua sabedoria (Romanos 11:33), Sua graça (2 Coríntios 12:9), Seu perdão (Efésios 1:7), Sua vontade para nossas vidas (Jeremias 29:11), Seu poder para vencer a morte (João 11:25), Sua realeza (Salmos 47:8), Sua natureza eterna (Deuteronômio 33:27) e muitas outras características que nos dão abundantes razões para amá-Lo e ter um relacionamento duradouro com Ele. Quanto mais conhecemos a Deus e como Ele é, mais O amaremos e desejaremos um relacionamento íntimo e constante com Ele.

acabaram levando à maior batalha na história do universo. Desde então, “tem sido o constante estudo de Satanás manter a mente dos homens ocupada com coisas que os impeçam de obter o conhecimento de Deus” (Ellen G. White, Testemunhos Para a Igreja, p. 628). Satanás não se importa com o tipo de imagem que temos de Deus (panteísta, deísta, politeísta, etc.), desde que não seja uma imagem correta.

Desde a tentação no Jardim do Éden, o objetivo constante de Satanás tem sido manchar o caráter de Deus e enfraquecer a confiança das pessoas Nele. Cada um de nós precisa decidir em quem acreditar. Cremos plenamente em Deus e em Suas promessas, ou damos ouvidos às acusações do inimigo?

Segunda, 6 de Abril

Recebemos a vida eterna ao conhecermos a Deus (João 17:3). Jesus veio a este mundo para nos revelar o verdadeiro caráter de Deus. Conhecer a Deus significa remover todas as mentiras e distorções sobre o Seu caráter, para que possamos vê-Lo claramente. Isso exige que deixemos de lado as nossas ideias preconcebidas sobre Deus e reformulemos a maneira como pensamos sobre Ele.

Quando Jesus orava ao Seu Pai, às vezes chamava-O de “Pai Santo” (João 17:11). Santidade não é uma palavra que a maioria das pessoas usa com frequência no seu dia a dia, talvez porque a santidade seja algo tão distante de nós. O Sábado é um dia santo no tempo, e Deus é, naturalmente, um ser santo (Isaías 6:3). À parte de Deus, em grande parte, as nossas vidas diárias carecem de santidade. Se você estudar os atributos mais frequentemente associados ao caráter de Deus, descobrirá que a santidade está no centro de quem Deus é. Mas o que isso significa?

Quando a Bíblia descreve Deus como a própria essência da santidade, isso significa que Ele é totalmente isento e completamente separado do mal e do pecado. Deus é cem por cento bom do início ao fim (Tiago 1:17; 1 João 1:5). Nesse sentido, a santidade de Deus é central para todos os Seus outros atributos. Por exemplo, o amor de Deus é um amor puro e santo — um amor completamente livre de todo egoísmo e de motivações egocêntricas. A Sua onisciência (conhecimento de tudo) é uma onisciência santa, ou seja, livre de intenções malignas. Confiaríamos em um Deus onisciente se Ele não fosse santo? Teríamos medo Dele, e com razão. A Sua onipotência (poder ilimitado) é uma onipotência santa. Imagine um Deus que é onipotente, mas não santo — Ele seria um tirano poderoso e maligno. Somente a santidade de Deus nos permite amá-Lo plena e livremente, porque Ele é bom do princípio ao fim. Essa verdade é a razão pela qual a santidade é, possivelmente, o aspecto mais importante do caráter de Deus a compreender — embora seja também um dos mais mal compreendidos.

Pense em personagens bíblicos como Moisés, Isaías, Ezequiel, Daniel e João, que estiveram na presença de Deus. Qual foi a reação deles? Tiraram os sapatos, esconderam o rosto ou caíram como mortos. Como seres humanos, somos tão pecadores e impuros que não conseguimos sequer permanecer de pé na presença de Deus. Os quatro seres viventes, seres sem pecado que estão junto ao trono de Deus, também ficam tomados pela santidade de Deus. Eles não conseguem deixar de proclamar dia e noite: “Santo, santo, santo é o Senhor Deus Todo-Poderoso, aquele que era, que é e que há de vir!” (Apocalipse 4:8).

Terça, 7 de Abril

Na oração registrada em João 17, Jesus identificou muitos atributos maravilhosos do caráter de Deus. À medida que Sua oração se intensificava, Ele terminou focando em uma das características mais importantes de Deus: o Seu amor. Jesus desejava que as pessoas conhecessem a Deus e experimentassem o Seu amor. “Pai justo! O mundo não Te conheceu, mas Eu Te conheci; e estes conheceram que Tu Me enviaste. Eu lhes fiz conhecer o Teu nome, e ainda o farei conhecer, para que o amor com que Me amaste esteja neles, e Eu neles” (João 17:25, 26).

O amor é talvez a palavra mais comum que os cristãos usam para descrever o caráter de Deus, possivelmente por causa da afirmação em 1 João 4:8, que diz: “Deus é amor.” João não disse: “Deus é amoroso”, mas sim: “Deus é amor.” O amor é o Seu caráter, a própria essência de quem Ele é.

A imagem que muitas pessoas têm de Deus surge da sua definição humana de amor, que é sempre distorcida e imperfeita. Deveria ser o contrário: a nossa própria definição de amor deve ser moldada por quem Deus é e pelo que Ele revela sobre Si mesmo em Sua Palavra inspirada. O amor de Deus é perfeito, livre e profundamente relacional, como revelado no convite repetido para “permanecer” Nele em 1 João, pois “nós conhecemos e cremos no amor que Deus tem por nós. Deus é amor, e quem permanece no amor permanece em Deus, e Deus nele” (1 João 4:16). Deus é amor, e nos criou à Sua imagem (Gênesis 1:27) para amar e desejar o amor. Em hebraico, uma das principais palavras para amor é “hesed”. Essa palavra descreve o amor de aliança de Deus pela humanidade, que inclui lealdade, proteção, constância e ternura.

O hebraico e o grego antigos utilizam muitos nomes diferentes para se referir a Deus, cada um revelando diferentes aspectos do Seu belo caráter. Por exemplo, *Adonai* significa o Senhor de todos que reina para sempre, em referência à aliança (Gênesis 15:2; Juízes 6:15; Malaquias 1:6; Salmos 97:5), e “Yahweh-Iré” significa “O Senhor proverá” (Gênesis 22:13, 14).

O dom de Deus ao enviar Seu Filho a este mundo é a maior expressão do Seu amor (João 3:16; Romanos 5:8). Deus poderia ter retido esse presente da humanidade, mas, por causa do Seu amor magnânimo, radical e profundamente altruísta, Ele enviou Jesus à Terra para nos dar a oportunidade de escolher livremente responder ao Seu amor. Jesus não apenas venceu a separação que o pecado criou entre nós e Deus (Isaías 59:1, 2), mas também viveu para nos mostrar o perfeito caráter de amor de Deus (João 14:9; Hebreus 1:3) e atrair todos a Si (João 12:32).

Deus poderia ter retido esse presente da humanidade, mas, por causa do Seu amor magnânimo, radical e supremamente altruísta, Ele enviou Jesus à Terra para nos dar a oportunidade de responder livremente ao Seu amor.

Quarta, 8 de Abril

Como os seguintes versículos nos ajudam a compreender melhor o caráter de Deus e como podemos refletir esse caráter?

Santidade de Deus:

1 Samuel 2:2

Isaías 57:15

O povo de Deus chamado à santidade:

Levítico 20:26

Romanos 6:22

Hebreus 12:14

1 Pedro 1:13-16

Refletindo o Seu amor:

João 13:34, 35

João 15:9-13

João 4:7-11

Quinta, 9 de Abril

Se você quisesse apresentar uma descrição bíblica do caráter de Deus a alguém que não é cristão, para onde recorreria? A melhor resposta, naturalmente, seria Jesus. A Bíblia afirma que Jesus não apenas reflete Deus, mas também O revela. Muitos textos bíblicos explicam isso, mas o que o faz de forma mais simples é João 14:9. Ali, Jesus diz: “Quem Me vê, vê o Pai.” Portanto, para conhecermos melhor como Deus é, devemos olhar para Jesus — Suas palavras, ações, maneira de viver e Seu grande amor pela humanidade, demonstrado em Sua morte e ressurreição.

Deus nos deu quatro perspectivas ricas sobre a vida de Jesus, para que possamos ter uma visão completa de quem Ele é. Em Mateus, escrito por um judeu para outros judeus, vemos Jesus como o Messias prometido que cumpriu as profecias do Antigo Testamento. Em Marcos, um livro dinâmico escrito para um público mais amplo, encontramos Jesus vivendo uma vida ativa de serviço e sacrifício, sempre pensando nos outros e obedecendo à vontade do Pai. Lucas, escrito por um estudioso e com o objetivo de fortalecer a fé dos crentes (Lucas 1:3, 4), apresenta a perfeita humanidade de Jesus e destaca Sua compaixão pelos marginalizados.

Já João, escrito por um dos discípulos mais próximos de Jesus, enfatiza a divindade de Cristo e convida todos a experimentarem um reavivamento espiritual ao crerem que Jesus é quem afirma ser. Embora os quatro Evangelhos tratem dos mesmos acontecimentos, “não os apresentam exatamente do mesmo modo. Cada autor possui sua própria experiência, e essa diversidade amplia e aprofunda o conhecimento apresentado para atender às necessidades de diferentes pessoas.” Cada Evangelho observa Jesus por um ângulo diferente.

Tudo o que Jesus disse e fez revela quem Deus é. Quando Jesus veio a este mundo, Ele era “Deus conosco” (Mateus 1:23). Sua vinda trouxe a presença de Deus à Terra, não apenas para aquela geração, mas para todos os tempos. Antes de retornar ao céu, Ele prometeu aos Seus discípulos que não os abandonaria: “E eis que estou convosco todos os dias, até o fim dos tempos” (Mateus 28:20). Assim, os Evangelhos não são apenas relatos de acontecimentos do passado; são janelas para o caráter de Deus e para quem Ele continua sendo hoje.

Apenas tocamos a superfície desse grande tema. Deus é maior e mais extraordinário do que podemos compreender, e continuaremos aprendendo sobre Ele para sempre — até mesmo por toda a eternidade.

Sexta, 10 de Abril

“Todo o amor paternal que, de geração em geração, tem passado através do coração humano, todas as fontes de ternura que se abriram na alma dos homens, são apenas como um pequeno riacho comparadas com o oceano ilimitado quando colocadas ao lado do amor infinito e inesgotável de Deus. A língua não pode expressá-lo; a pena não pode descrevê-lo. Você pode meditar nele todos os dias da sua vida; pode examinar diligentemente as Escrituras para compreendê-lo; pode empregar todas as faculdades e capacidades que Deus lhe deu, no esforço de entender o amor e a compaixão do Pai celestial; e ainda assim há uma infinitude além. Você pode estudar esse amor por eras; contudo, jamais poderá compreender plenamente o comprimento, a largura, a profundidade e a altura do amor de Deus ao dar Seu Filho para morrer pelo mundo. Nem mesmo a eternidade poderá revelá-lo completamente. Contudo, à medida que estudamos a Bíblia e meditamos na vida de Cristo e no plano da redenção, esses grandes temas se abrirão cada vez mais ao nosso entendimento.”

“Tal amor não tem paralelo. Filhos do Rei celestial! Promessa preciosa! Tema para a mais profunda meditação! O incomparável amor de Deus por um mundo que não O amava! Esse pensamento tem poder para subjugar a alma e levar a mente à submissão à vontade de Deus. Quanto mais estudamos o caráter divino à luz da cruz, mais vemos misericórdia, ternura e perdão unidos à equidade e à justiça, e mais claramente percebemos inúmeras evidências de um amor infinito e de uma compaixão tão profunda que ultrapassa o anseio terno de uma mãe por seu filho rebelde” (Ellen G. White, Caminho a Cristo, p. 11)

“O tema favorito de Cristo era a ternura paternal e a abundante graça de Deus; Ele enfatizava muito a santidade do Seu caráter e da Sua lei; apresentava-Se ao povo como o Caminho, a Verdade e a Vida (João 14:6). Que estes sejam os temas dos ministros de Cristo. Apresentem a verdade como ela é em Jesus. Tornem claros os requisitos da lei e do evangelho. Falem ao povo da vida de abnegação e sacrifício de Cristo; de Sua humilhação e morte; de Sua ressurreição e ascensão; de Sua intercessão por eles nas cortes de Deus; de Sua promessa: ‘Voltarei e vos receberei para Mim mesmo.’ João 14:3” (Ellen G. White, Parábolas de Jesus, p.16).