Orgulho e Humildade

Sábado, 11 de Abril

VERSO PARA MEMORIZAR:


Leituras da semana:
Lucas 18
Leia para o estudo desta semana: Lucas 18

Apartir do Título, e do estudo da semana, anote suas impressões sobre o que se trata a lição:

Pesquise: em comentários bíblicos, livros denominacionais e de Ellen G. White sobre temas neste texto: Lucas 18

* Estude a lição desta semana para se preparar para o Sábado, 18 de Abril.

Domingo, 12 de Abril

Todos nós já conhecemos pessoas com grandes egos — aquelas que pensam que nunca estão erradas. Talvez queiram estar sempre no controlo e nunca estejam abertas a instrução ou a críticas construtivas. Ou talvez estejam constantemente em conflito ou sejam especialistas em rebaixar os outros.

“Orgulho.” Quando pensamos nesta palavra, podemos imaginar um político arrogante, uma pessoa rica ou famosa, ou até um pavão. A nossa mente tende a pensar imediatamente nos outros, mas a verdadeira questão é esta: “e quanto a nós mesmos?” Ao apontarmos o dedo aos outros e negarmos o orgulho na nossa própria vida, estamos a enganar-nos a nós mesmos.

Todos nós já lutámos contra o orgulho — esse sentimento de que somos mais importantes ou melhores do que os outros. Já experimentámos o desejo de parecer, agir ou falar melhor do que aqueles que nos rodeiam, porque acreditamos que somos superiores, pelo menos em algum aspeto. No entanto, o orgulho é um sentimento — e um sentimento no qual não se deve nem se pode confiar. O orgulho surge do desejo de mostrar que a nossa vida tem valor. Contudo, já deveríamos saber que a nossa vida tem valor, porque Deus nos criou e Jesus morreu por nós.

O orgulho teve origem em Lúcifer, o querubim cobridor, que servia de perto a Deus. Vemos que Satanás é o oposto de Deus (compare Isaías 14:12–14 e Filipenses 2:5–11). Não sabemos quando nem como esses pensamentos de egoísmo surgiram no seu coração, mas sabemos que foram eles que impulsionaram o universo para a realidade que conhecemos como o grande conflito. O nosso mundo tem sofrido as consequências do pecado desde então, quando Satanás plantou dúvida na mente de Adão e Eva e os tentou a amar e confiar mais em si mesmos do que em Deus.

Nesta semana, iremos explorar o impacto que o orgulho pode ter na nossa relação com Deus e com os outros, e veremos o que a Bíblia nos ensina sobre ter humildade perante os outros e, acima de tudo, perante Deus.

Segunda, 13 de Abril

É muito fácil exaltarmo-nos a nós mesmos. Às vezes, torna-se algo natural fazer com que os outros saibam das nossas conquistas e de quão bons somos. No entanto, por si só, essas coisas não fazem diferença alguma para a nossa reputação aos olhos do céu. Na verdade, a base da nossa reputação no céu é completamente contrária ao que poderíamos pensar, pois “todo aquele que se exalta será humilhado, e aquele que se humilha será exaltado” (Lucas 18:14).

O fariseu arrogante, assim como o ancião respeitado na história acima (Lucas 18:9-14), vangloriava-se da sua suposta justiça e desprezava aqueles cuja devoção religiosa parecia ser inferior à sua. Ele sentia que merecia as bênçãos do céu. Por causa das suas muitas boas obras, acreditava que a sua salvação estava garantida. Pensava que as pessoas deviam admirar o quão religioso ele era. Era como outros escribas do seu tempo “que gostam de andar com vestes compridas, amam as saudações nas praças, os primeiros assentos nas sinagogas e os primeiros lugares nos banquetes” (Lucas 20:46). Em contraste, o publicano, representado pelo homem marginalizado, reconhecia a sua condição pecaminosa e sabia que não merecia nenhuma bênção do céu. Ele dependia da misericórdia de Deus. Não poderia haver contraste maior entre a forma como estes dois homens se viam a si mesmos.

Nesta história, Jesus apresenta um reino invertido, completamente oposto ao que normalmente esperamos. O homem que se considera salvo está perdido; o homem que reconhece a sua indignidade é salvo. “Somente aquele que reconhece ser pecador pode ser salvo por Cristo (Ellen G White, Parábolas de Jesus, p. 87).” Quando percebemos a nossa verdadeira condição de pecado e a nossa necessidade desesperada de Cristo, podemos ir até Ele com confiança, sabendo que, se “confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça” (1 João 1:9).

Quanto mais nos aproximamos de Cristo, mais percebemos a nossa pecaminosidade e indignidade. “Só de uma maneira podemos obter um verdadeiro conhecimento de nós mesmos: devemos contemplar a Cristo. É a ignorância Delle que leva os homens a exaltarem-se na sua própria justiça (Parábolas de Jesus, p.88).”

Então, o que Deus pensa do orgulho? 1 Pedro 5:5 diz-nos que “Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes (1 Pedro 5:5).” Não poderia ser mais claro.

Terça, 14 de Abril

Os escribas e fariseus não eram os únicos com problemas de atitude. Os próprios discípulos de Cristo também lutavam com o orgulho e a ambição egoísta. Embora tenham passado anos ao lado do humilde Jesus, ainda disputavam entre si a supremacia (Lucas 22:24-27).

Imagine ser um dos discípulos de Cristo. Viajas com Ele, comes com Ele, dormes perto Dele e aprendes com Ele enquanto transforma inúmeras vidas, incluindo a tua. As multidões acorrem até Ele, e percebes quão especial é o facto de Ele te ter escolhido como um dos doze mais próximos. Então começas a perguntar-te: quem é o maior entre os discípulos?

Os sentimentos de inveja entre os discípulos intensificaram-se perto do fim do ministério de Jesus. Embora tentassem esconder, não conseguiram manter a rivalidade em segredo. Para sua surpresa e desconforto, Jesus confrontou-os acerca das suas disputas. Algo precisava mudar no coração dos discípulos para que pudessem cumprir a missão que Jesus tinha para eles (Lucas 22:24–27). Pouco antes da morte de Cristo, os discípulos ainda lutavam com coisas básicas. Cada um queria provar que era melhor do que os outros. Poder-se-ia pensar que, depois de tanto tempo ao lado de Jesus, essa discussão sobre quem era o maior já não faria sentido. Mas não foi isso que aconteceu.

Em vez de estarem satisfeitos com o seu chamado, tal orgulho cresceu nos seus corações que cada um se considerava superior aos outros. É fácil permitir que esses pensamentos dominem a nossa mente, mas somos advertidos de que “não há nada tão ofensivo a Deus nem tão perigoso para a alma humana como o orgulho e a autossuficiência. De todos os pecados, é o mais desesperador, o mais incurável (Ellen G. White, Parábolas de Jesus, p.85).”

Isto é extremamente sério para nós. O nosso orgulho ofende a Deus mais do que qualquer outra coisa, e é uma característica difícil de vencer, porque muitas vezes nem a reconhecemos como tal. No estado de autossuficiência, escolhemos não nos examinar, porque não vemos necessidade disso. Precisamos parar, fazer um autoexame e pedir a Deus que abra os nossos olhos para a nossa verdadeira condição, porque o orgulho pode ser o principal fator que nos impede hoje de ter uma relação íntima com Ele

Quarta, 15 de Abril

Como os seguintes versículos nos ajudam a compreender melhor nossa verdadeira condição e nossa necessidade de humildade?

Reconhecendo nossa verdadeira condição:

Romanos 3:23

Romanos 7:24

1 Timóteo 1:15

A recompensa dos humildes:

Salmo 25:9

Salmo 149:4

Mateus 23:11, 12

Lucas 14:7–11

Tiago 4:6–10

Releia a passagem que você memorizou de Lucas 18.

Quinta, 16 de Abril

Em claro contraste com a crença dos discípulos de que eram superiores e com o seu desejo de serem reconhecidos como tal, vemos Jesus — o exemplo supremo de humildade. Jesus, que disse: “Eu estou no meio de vós como aquele que serve” (Lucas 22:27). Jesus, que todos os dias se entregava aos necessitados ao seu redor, porque estava cheio de compaixão e via as multidões como ovelhas sem pastor (Mateus 9:36). Ele sabia que a humanidade precisava Dele mais do que de qualquer outra coisa na vida, embora poucos reconheçam essa verdade simples. Jesus, que deixou o céu para morrer por toda a humanidade, na esperança de que compreendessem o Seu ato de graça e respondessem ao Seu convite para um relacionamento com Ele.

Jesus veio a esta terra para nos mostrar um novo caminho. Ele fez tudo. Suportou tudo. Abandonou a segurança do céu, humilhou-Se voluntariamente, tornando-Se o mais humilde dos homens — um simples servo, um condenado injustamente, que sofreu uma morte extremamente humilhante (Filipenses 2:3–8). Mesmo nos momentos mais intensos de sofrimento e solidão, Ele pouco Se concentrou em Si mesmo ou na Sua dor. O Seu coração estava fixo naqueles que amava e queria salvar. Ele não foi à cruz para Se exaltar; foi à cruz para nos exaltar. Humilhou-Se para que nós pudéssemos ser exaltados.

Quando paramos o suficiente para O ver — para realmente O ver — não conseguimos deixar de reconhecer a nossa impureza, a nossa condição e a nossa profunda necessidade Dele nas nossas vidas hoje. Quando olhamos para Ele, tudo o resto — especialmente nós mesmos e a nossa suposta grandeza — perde completamente o seu valor. Quem Jesus é, o que Ele fez e o quanto ama a Sua criação torna-se o centro de tudo. O “eu” desaparece quando olhamos para Ele.

Jesus. Que nome tão belo e poderoso. Ele é o exemplo máximo de humildade. Quando, de coração aberto, aprendemos sobre Ele, quando compreendemos o que Ele fez por nós e permitimos que as Suas palavras de vida penetrem na nossa mente, percebemos o quão orgulhosos e miseráveis realmente somos. Se até os Seus próprios discípulos, que viveram e aprenderam diretamente com Ele, lutaram contra o orgulho, não podemos enganar-nos pensando que somos diferentes. No fim, só podemos crescer no nosso relacionamento com Jesus quando somos humildes.

Sexta, 17 de Abril

“Quanto mais nos aproximamos de Jesus e mais claramente discernimos a pureza do Seu caráter, mais claramente perceberemos a extrema pecaminosidade do pecado e menos sentiremos desejo de nos exaltar. Aqueles que o céu reconhece como santos são os últimos a exibir a sua própria bondade (Ellen G. White, Parábolas de Jesus, p. 89).”

“Antes da honra vem a humildade.… O discípulo mais semelhante a uma criança é o mais eficiente no trabalho para Deus. As inteligências celestiais podem cooperar com aquele que procura, não exaltar-se a si mesmo, mas salvar almas. Aquele que sente mais profundamente a sua necessidade de ajuda divina irá suplicar por ela; e o Espírito Santo dar-lhe-á vislumbres de Jesus que fortalecerão e elevarão a alma. Da comunhão com Cristo, ele sairá para trabalhar por aqueles que estão a perecer nos seus pecados. Ele é ungido para a sua missão; e tem sucesso onde muitos dos instruídos e intelectualmente sábios falhariam.

Mas quando os homens se exaltam, pensando que são indispensáveis para o sucesso do grande plano de Deus, o Senhor faz com que sejam postos de lado. Torna-se evidente que o Senhor não depende deles. A obra não para por causa da sua remoção, mas avança com maior poder.

Não era suficiente que os discípulos de Jesus fossem instruídos quanto à natureza do Seu reino. O que eles precisavam era de uma mudança de coração que os colocasse em harmonia com os seus princípios. Chamando um menino, Jesus colocou-o no meio deles; e, tomando-o ternamente nos braços, disse: ‘Se não vos converterdes e não vos tornardes como crianças, de modo algum entrareis no reino dos céus (Mateus 18:3).’ A simplicidade, o esquecimento de si mesmo e o amor confiante de uma criança são os atributos que o Céu valoriza. Estas são as características da verdadeira grandeza.

Novamente Jesus explicou aos discípulos que o Seu reino não é caracterizado por dignidade e ostentação terrena. Aos pés de Jesus, todas essas distinções desaparecem. O rico e o pobre, o instruído e o ignorante, encontram-se juntos, sem qualquer pensamento de classe ou superioridade mundana. Todos se encontram como almas compradas com sangue, igualmente dependentes d’Aquele que os redimiu para Deus.

A alma sincera e contrita é preciosa aos olhos de Deus. Ele coloca o Seu selo nos homens, não pela sua posição, nem pela sua riqueza, nem pela sua grandeza intelectual, mas pela sua união com Cristo (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 349, 350).