A Importância da Bíblia

Sábado, 18 de Abril

VERSO PARA MEMORIZAR:


Leituras da semana:
2 Timóteo 3:10-17.
Leia para o estudo desta semana: 2 Timóteo 3:10-17.

Apartir do Título, e do estudo da semana, anote suas impressões sobre o que se trata a lição:

Pesquise: em comentários bíblicos, livros denominacionais e de Ellen G. White sobre temas neste texto: 2 Timóteo 2:10-17

* Estude a lição desta semana para se preparar para o Sábado, 25 de Abril.

Domingo, 19 de Abril

A Bíblia. Muito provavelmente tens pelo menos um exemplar. É o livro mais publicado e traduzido do mundo, e também um dos mais antigos. Ao longo da história, este livro precioso foi proibido, copiado em segredo e contrabandeado. Pessoas arriscaram a vida para obter, acreditar e partilhar a Bíblia. Muitos morreram por defender a sua mensagem.

Hoje, na era digital, muitas pessoas podem pesquisar a Bíblia nos seus telemóveis ou ouvir versões em áudio, se desejarem. Com mais traduções, mais impressões e mais acesso digital, a Bíblia está mais disponível do que nunca. No entanto, embora os exemplares estejam mais acessíveis, também existem mais distrações que levam as pessoas a negligenciar este livro sagrado.

É-nos dito que “Satanás emprega todos os meios possíveis para impedir [as pessoas] de obterem conhecimento da Bíblia; pois as suas claras declarações revelam os seus enganos.” Satanás sabe que a Palavra de Deus o torna impotente. Ele sabe que a oração e o estudo da Bíblia são as armas mais poderosas que a humanidade pode usar contra ele (Efésios 6:17, 18; Hebreus 4:12), por isso faz tudo o que pode para nos afastar da leitura e da oração. Ele sabe que as palavras de Deus têm autoridade — não só criaram o mundo (Salmos 33:6), como podem ressuscitar mortos (João 11:41–44) e dar-nos força para vencer (Mateus 4:1–11).

Ao manter-nos afastados da Bíblia, Satanás enfraquece não só o nosso relacionamento com Deus, mas também os nossos relacionamentos com os outros. Os nossos casamentos tornam-se tensos, gritamos com os nossos filhos e perdemos a paciência com amigos ou colegas de trabalho. A vida parece demasiado corrida; sentimo-nos estressados e sobrecarregados, sem saída. Surpreendentemente, raramente paramos para perceber o que está a acontecer. Podemos pensar que estamos próximos de Deus, mas quando deixamos passar dias e semanas sem passar tempo de qualidade na Sua Palavra, tornamo-nos mais distantes Dele — quer percebamos isso ou não.

Nesta semana, vamos examinar o papel da Bíblia no aprofundamento do nosso relacionamento com Deus. Vamos considerar especialmente como abordar o estudo bíblico para que Deus possa falar connosco e transformar a nossa vida através da Sua Palavra viva e escrita.

Segunda, 20 de Abril

A autoridade e a função da Bíblia são claramente declaradas nas suas próprias páginas. Para que a Bíblia tenha pleno impacto na nossa vida, devemos aceitar a inspiração e autoridade de “toda a Escritura” (2 Timóteo 3:16), e não apenas das partes com as quais concordamos. Quando a Bíblia entra em conflito com as nossas opiniões, devemos permitir que ela nos corrija, e não tentar corrigir a Bíblia. A Bíblia não existe para servir os nossos propósitos ou perspetivas, pois estes muitas vezes não coincidem com os de Deus.

Deus não é uma marioneta, à espera de satisfazer as nossas vontades e desejos. Os Seus caminhos e pensamentos são muito mais elevados do que os nossos (Isaías 55:9); nunca devemos tentar controlar o que Ele nos diz. Também não devemos escolher apenas as partes da Bíblia que nos são confortáveis. Devemos encará-la como um todo, e não limitar-nos às passagens fáceis e familiares, ignorando as que nos confrontam ou desafiam. Se realmente queremos que Deus fale à nossa vida, precisamos aceitar a Bíblia na sua totalidade e usar métodos corretos para um estudo cuidadoso, confiando que Deus revelará aquilo que precisamos ouvir no momento certo.

O próprio Jesus nos diz: “Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento” (Mateus 22:37). Deus não quer ignorar a nossa mente; Ele quer iluminá-la com o Seu vasto conhecimento e entendimento, que revela, em parte, através da Sua Palavra. Esta verdade é confirmada pelos muitos relatos bíblicos em que Deus dialoga com as pessoas — como com Enoque, Abraão, Moisés e Jó — assim como nas muitas conversas que Jesus teve quando esteve na Terra. Deus convida-nos a pensar e a dialogar com Ele: “Vinde, então, e raciocinemos juntos” (Isaías 1:18). Ele não espera que deixemos de pensar quando nos aproximamos Dele.

No entanto, a razão humana continua a ser humana — sujeita a erro e engano. Não é infalível. Muitas vezes, o nosso raciocínio tenta afastar Deus e resolver tudo por conta própria. Esse tipo de pensamento coloca o “eu” ao nível de Deus ou até acima d’Ele. Algumas pessoas aproximam-se da Escritura com um espírito arrogante e crítico, achando que já ouviram tudo e que não há nada de novo a descobrir. É quando nos sentimos importantes, confiantes, autossuficientes e sem necessidade de nada que negligenciamos o nosso relacionamento com Deus e passamos a confiar no nosso conhecimento limitado e na nossa razão falha.

Terça, 21 de Abril

2 Timóteo 3:16 identifica a instrução como uma das quatro funções principais da Escritura. Ao longo da Bíblia, Deus apela para que recebamos a Sua instrução (Provérbios 8:33). A nossa capacidade de o fazer depende, em grande parte, do estado do nosso coração. As mesmas palavras podem transformar completamente a vida de uma pessoa e não ter qualquer impacto noutra. Apenas algumas pessoas têm discernimento espiritual (1 Coríntios 2:14), ou seja, possuem percepção e compreensão espiritual. Faz sentido, portanto, que uma pessoa espiritualmente aberta tenha conclusões muito diferentes ao ler a Bíblia em comparação com alguém espiritualmente fechado. Quem considera a Bíblia como algo sem valor não procurará a verdade nas suas páginas.

Tanto a nossa atitude em relação à Bíblia como a forma como a lemos são fundamentais para o crescimento no relacionamento com Deus. A Palavra transforma a vida daqueles que a recebem com humildade e mansidão (Tiago 1:21). Quando o coração é sensível, a Palavra penetra profundamente na alma e traz nova vida (1 Pedro 1:23). Quando o coração está fechado, a instrução da Palavra não passa da superfície.

A Palavra de Deus opera em nós quando temos fé. Quando acreditamos que Deus tem algo a dizer-nos, Ele realmente falará através da Sua Palavra e atuará na nossa vida. No entanto, muito depende da nossa fé e das nossas expectativas. A boa notícia é que, mesmo que a nossa fé seja pequena, Deus pode fazê-la crescer (Marcos 9:24), ainda que seja do tamanho de um grão de mostarda (Lucas 17:6).

Um dos grandes propósitos da Bíblia é falar a verdade à nossa vida acerca da condição do nosso relacionamento com Deus e de como fortalecê-lo. Se o nosso coração estiver aberto ao Espírito Santo e nos aproximarmos da Palavra com humildade, sairemos sempre transformados — embora nem sempre percebamos isso imediatamente, pois essa mudança e crescimento são muitas vezes graduais. Contudo, se nos agarrarmos à apatia e ao pecado, e não estivermos dispostos a mudar, a leitura da Bíblia pouco nos aproveitará. Na verdade, “há muita leitura da Bíblia que não traz proveito e, em muitos casos, causa até prejuízo.” (Ellen G. White, Caminho a Cristo, p.70).

É importante reconhecer que o benefício da Palavra de Deus depende de como a recebemos. Quando o nosso coração está aberto, conseguimos sentir o Espírito Santo a chamar-nos para nos aproximarmos mais de Jesus Cristo. Queremos dar esse passo? Se sim, tornamo-nos “sábios para a salvação” (2 Timóteo 3:15) e veremos coisas que nunca imaginámos.

Quarta, 22 de Abril

Como os seguintes versículos nos ajudam a compreender melhor o papel importante da Palavra de Deus?

Origens da Palavra de Deus:

1 Tessalonicenses 2:13

Hebreus 1:1, 2

2 Pedro 1:19–21

Veracidade da Palavra de Deus:

Salmo 33:4, 5

Salmo 119:160

João 17:17

Efésios 1:13

Pureza da Palavra de Deus:

Salmo 12:6

Provérbios 30:5, 6

Releia a passagem que você memorizou de 2 Timóteo 3:10–17.

Quinta, 23 de Abril

Em 2017, a capa da revista “Time” trouxe a manchete: “A verdade morreu?” Essa tendência ilustra bem a posição da sociedade atual. A própria ideia de verdade está a deteriorar-se a tal ponto que muitas pessoas já não sabem o que é a verdade. Segundo a cultura popular, não existe um padrão, nem um fundamento confiável que resista ao teste do tempo. No entanto, Jesus declarou: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida” (João 14:6). A Sua afirmação não se limitou a uma cultura ou época específica. Ele declarou-Se como a verdade universal para todos os tempos. Jesus não é uma verdade entre muitas, mas “a verdade para todos”.

A Bíblia apresenta Jesus como essa verdade. Em relação às Escrituras, Jesus disse: “São elas que testificam de Mim” (João 5:39). Através da Palavra escrita, a verdade que é Jesus foi preservada para todas as gerações. O Antigo Testamento anunciou a Sua vinda, e o Novo Testamento registou a Sua chegada. Jesus está presente de forma simbólica no Antigo Testamento e revelado no Novo Testamento. Ambos testemunham uma única verdade. Essa verdade fundamental — o próprio Jesus — nunca muda (Hebreus 13:8). Ao mesmo tempo, à medida que lemos a Palavra de Deus, a nossa compreensão sobre Jesus e a Sua verdade cresce. “Existem minas de verdade ainda por descobrir pelo sincero buscador (Ellen G. White, Testemunhos Para a Igreja, v. 5, p. 598).” Podemos continuar a procurar mais luz na Bíblia, porque ela não contradiz verdades anteriores, mas constrói sobre elas.

No fim, a Bíblia — e somente a Bíblia — deve ser a fonte fundamental daquilo que entendemos como verdade. Todas as outras fontes devem ser avaliadas e testadas pela Palavra de Deus. Até aquilo que chamamos de “razão” precisa ser examinado à luz da Palavra de Deus.

Nenhum outro livro fala à alma como este. Se a tua vida está vazia e tens fome espiritual, abre a Palavra viva. Lê Jeremias 15:16, Mateus 4:4 e 1 Pedro 2:2. As palavras de Deus são agradáveis à mente e ao coração, e quando as lemos, elas alimentam-nos e sustentam-nos.

As mensagens da Bíblia vêm do próprio Deus. Ele enviou-as especificamente para cada pessoa que O procura. Quando as lemos com um coração aberto e em oração, essas palavras nunca são em vão (veja Isaías 55:11).

Sexta, 24 de Abril

e considerares as palavras que disseste nas últimas vinte e quatro horas, como as avaliarias? Foram amorosas, bondosas, alegres, encorajadoras — ou frustradas, cansadas, ansiosas, irritadas, cheias de fofoca ou maliciosas? A Bíblia diz: “A boca fala do que está cheio o coração” (Mateus 12:34). Quando há coisas negativas no nosso coração, elas acabam por sair através das nossas palavras.

Todos nós já passámos por momentos de frustração, cansaço ou stress, e esse estado emocional influencia aquilo que dizemos — muitas vezes palavras das quais depois nos arrependemos. Em contraste, quando o nosso coração está cheio de amor por alguém, isso também se manifesta nas nossas palavras. Da mesma forma, a Palavra de Deus revela o Seu coração e as Suas intenções para connosco. É impressionante pensar que essas palavras, vindas diretamente do coração de Deus, estão ao nosso alcance na Bíblia. É realmente extraordinário ver o poder que as palavras de Deus têm tido ao longo da história.

“Uma coisa é tratar a Bíblia como um livro de boas instruções morais, a ser seguido na medida em que esteja de acordo com o espírito dos tempos e com a nossa posição no mundo; outra coisa é considerá-la como ela realmente é — a palavra do Deus vivo, a palavra que é a nossa vida, a palavra que deve moldar as nossas ações, as nossas palavras e os nossos pensamentos. Considerar a Palavra de Deus como algo inferior a isso é rejeitá-la. E essa rejeição, por parte daqueles que professam crer nela, é uma das principais causas de ceticismo e incredulidade entre os jovens” (Ellen G. White, Educação, p. 185).

“A Bíblia inteira é uma revelação da glória de Deus em Cristo. Recebida, crida e obedecida, é o grande instrumento na transformação do caráter. E é o único meio seguro de desenvolvimento intelectual.

“A razão pela qual os jovens, e mesmo os adultos, são tão facilmente levados à tentação e ao pecado é que não estudam a Palavra de Deus nem meditam nela como deveriam. A falta de uma vontade firme e decidida, evidente na vida e no caráter, resulta da negligência da instrução sagrada da Palavra de Deus. Não dirigem a mente, com esforço sério, para aquilo que inspira pensamentos puros e santos, afastando-a do que é impuro e falso. São poucos os que escolhem a melhor parte, que se sentam aos pés de Jesus, como Maria, para aprender do divino Mestre. Poucos guardam as Suas palavras no coração e as praticam na vida” (Ellen G. White, A Ciência do Bom Viver, p. 293).