Andando com Deus como Enoque
Sexta, 8 de Maio“No meio de uma vida de atividade intensa, Enoque manteve firmemente a sua comunhão com Deus. Quanto maiores e mais exigentes eram as suas responsabilidades, mais constantes e fervorosas eram as suas orações. Em determinados momentos, ele afastava-se de toda a sociedade. Depois de passar algum tempo entre as pessoas, ajudando-as através do ensino e do exemplo, retirava-se para momentos de solidão, ansiando pelo conhecimento divino que só Deus pode conceder. Ao manter essa comunhão com Deus, Enoque passou a refletir cada vez mais a imagem divina.…
Durante trezentos anos, Enoque buscou a pureza de alma para estar em harmonia com o Céu. Durante três séculos, ele andou com Deus. Dia após dia, desejava uma união mais profunda; e essa comunhão tornava-se cada vez mais íntima, até que Deus o tomou para Si. Ele estava às portas do mundo eterno, apenas um passo separando-o da terra dos bem-aventurados; então os portais abriram-se, e a caminhada com Deus, iniciada na Terra, continuou — e ele entrou pelas portas da Cidade Santa, sendo o primeiro entre os homens a entrar ali” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 60, 61).
“Podemos manter-nos tão próximos de Deus que, em qualquer prova inesperada, os nossos pensamentos se voltem para Ele tão naturalmente como a flor se volta para o sol. Apresenta a Deus as tuas necessidades, alegrias, tristezas, preocupações e medos. Não O podes sobrecarregar nem cansar. Aquele que conta os cabelos da tua cabeça não é indiferente às necessidades dos Seus filhos. ‘O Senhor é muito misericordioso e compassivo’ (Tiago 5:11).
O Seu coração de amor é tocado pelas nossas tristezas e até pela forma como as expressamos. Leva a Ele tudo o que perturba a mente. Nada é demasiado pesado para Ele, pois sustenta mundos e governa o universo. Nada que diga respeito à nossa paz é pequeno demais para que Ele não preste atenção. Não há capítulo da nossa experiência que seja demasiado sombrio para Ele ler; não há dificuldade demasiado complicada para Ele resolver. Nenhuma calamidade pode atingir o menor dos Seus filhos, nenhuma ansiedade perturbar a alma, nenhuma alegria animar, nenhuma oração sincera sair dos lábios sem que o nosso Pai celestial perceba ou se interesse imediatamente.… As relações entre Deus e cada alma são tão pessoais e completas como se não existisse outra alma na Terra para partilhar o Seu cuidado, nem outra por quem Ele tivesse dado o Seu Filho amado” (Ellen G. White, Caminho a Cristo, p. 63, 64).