A oração na prática

Sábado, 9 de Maio

VERSO PARA MEMORIZAR:


Leituras da semana:
1Samuel 1:1-28
Apartir do Título, e do estudo da semana, anote suas impressões sobre o que se trata a lição:

Pesquise: em comentários bíblicos, livros denominacionais e de Ellen G. White sobre temas neste texto: 1Samuel 1:1-28

* Estude a lição desta semana para se preparar para o Sábado, 16 de Maio.

Domingo, 10 de Maio

A oração é a ligação entre nós (os ramos) e Jesus (a Videira). “Se quisermos crescer e florescer, devemos continuamente receber seiva e alimento da Videira Viva; porque, separados da Videira, não temos força (Ellen G. White, Primeiros Escritos, p. 87).” Esta é a bênção da oração perseverante. Deus nos ouve, e Ele sempre responde no Seu tempo e da Sua maneira perfeita — embora nem sempre da maneira que esperamos.

Talvez você tenha orado por alguma coisa durante muito tempo, talvez até anos, e pareça que Deus não ouviu as suas orações de forma alguma. A Bíblia nos diz para:” Peçam, e lhes será dado” (Mateus 7:7), “se pedirmos alguma coisa segundo a Sua vontade” (1 João 5:14). Deus pode conceder imediatamente as nossas petições. Pode adiar a resposta até o tempo certo. Pode responder ao pedido de uma maneira inesperada que não reconhecemos de imediato. Ou pode escolher não nos dar aquilo que pedimos, sabendo que isso não é o melhor para nós. As orações aparentemente não respondidas nos desafiam a nos submeter a Deus e a confiar Nele.

A Bíblia está cheia de histórias de pessoas que se apegaram a Deus durante longos períodos de oração e espera. Muitas tiveram de entregar completamente os seus desejos quando a vontade de Deus era diferente daquilo que pediram. Davi renunciou às suas ambições quando Deus negou o seu pedido de construir o templo (1 Crônicas 17). Jesus submeteu-Se a beber o cálice amargo, apesar de ter orado três vezes para que pudesse ser poupado (Mateus 26:39–44). Paulo aceitou a sua enfermidade depois de ter orado três vezes para que pudesse ser curado (2 Coríntios 12:7–10). Às vezes, as pessoas na Bíblia sentiam que Deus estava distante e que as suas orações não eram ouvidas (Salmos 22:1, 2).

Muitas pessoas pensam na oração como uma transação em que apresentamos a Deus os nossos planos e pedidos e esperamos que Ele nos dê aquilo que queremos. Uma compreensão mais profunda da oração a reconhece como um momento em que rendemos a nossa vontade a Deus e abraçamos os planos Dele para nós. A história de Ana é uma história de decepção, demora e tristeza. Ela suportou anos de questionamentos e espera. As suas circunstâncias desfavoráveis lhe ensinaram a depender de Deus de maneiras que muitas pessoas nunca aprendem. A sua história nos lembra de que, se estivermos dispostos a cooperar com Deus, Ele usará os maiores desafios que enfrentamos como catalisadores para o nosso crescimento e desenvolvimento espiritual.

Segunda, 11 de Maio

Ana parecia presa em algumas das piores circunstâncias. Ela sofreu as consequências miseráveis de um casamento polígamo. Rivalidade severa e contenda enchiam o seu lar. Ela era desprezada e humilhada por ser estéril. Seu sentimento de vergonha e fracasso se aprofundava a cada ano que passava. Nenhum médico ou especialista podia curar a sua infertilidade. Somente Deus podia ajudá-la.

Ana sentia-se muito sozinha. Seu marido a amava, mas até ele não conseguia entender por que ela estava tão triste (1 Samuel 1:8). Deus também a amava, mas ela sentia como se Ele a tivesse abandonado e esquecido (1 Samuel 1:11). Ainda assim, ela não permitiu que a sua angústia e amargura de alma a afastassem de Deus. Enquanto as orações de algumas pessoas se enfraquecem com o tempo, as de Ana se tornavam mais fortes a cada ano. Ela é um exemplo inspirador de profunda devoção. Ela nunca desistiu.

O seu pedido a Deus era muito específico (1 Samuel 1:10–17). A princípio, parecia que Deus não respondia às suas orações, mas ela perseverou em sua fé. Deus realmente respondeu, no Seu tempo perfeito e de acordo com a Sua vontade. Às vezes, a espera aprofunda a nossa caminhada com Deus; aprendemos a confiar mais Nele.

As orações de Ana resultaram no nascimento de Samuel, que cresceu e se tornou um dos maiores profetas de Israel — uma figura verdadeiramente importante na história deles (ver Jeremias 15:1). Esta história mostra que nunca sabemos a verdadeira importância das coisas pelas quais oramos. Sim, Samuel mudou a vida de Ana, mas também mudou a história de toda a nação. As orações de Ana causaram um impacto eterno na história do povo de Deus. Devemos sempre lembrar que Deus vê um quadro muito maior do que nós vemos.

Ele enxerga muito além de qualquer coisa que possamos imaginar. Ele acolhe orações ousadas e tem grande prazer em responder de maneiras extraordinárias que vão muito além do que poderíamos sonhar. Saber das limitações extremas das nossas próprias perspectivas deve nos humilhar e nos ajudar a confiar em Deus e no Seu tempo. Quando as coisas não acontecem como esperamos, podemos confiar em Deus com o quadro maior.

Para Ana, o nascimento de Samuel foi uma nova evidência da soberania de Deus. Deus a exaltou, a redimiu e silenciou os seus adversários. Quando ela levou Samuel ao sacerdote Eli, a Bíblia registra uma profunda oração de gratidão (1 Samuel 2:1–10). “Não multipliqueis palavras de orgulho, nem saiam coisas arrogantes da vossa boca; porque o Senhor é o Deus da sabedoria, e por Ele são pesadas as ações” (1 Samuel 2:3). Ela louvou a Deus como Aquele que um dia “julgará as extremidades da terra” (1 Samuel 2:10). A sua jornada de oração a conduziu a uma compreensão mais clara de Deus e do Seu caráter.

Terça, 12 de Maio

Salmo 62:8 diz: “Confiai Nele em todos os tempos, ó povo; derramai perante Ele o vosso coração; Deus é o nosso refúgio.” Confiar. Será que confiamos que Ele realmente sabe o que é melhor, mesmo quando não vemos uma resposta imediata às nossas orações? Será que confiamos que, embora possa demorar algum tempo, Ele responderá no Seu tempo e da Sua maneira perfeita?

Às vezes, as nossas orações não são respondidas tão rapidamente quanto queremos ou da maneira que esperamos. Que conselho a Bíblia nos dá para essas situações?

• Busque a vontade de Deus, não a sua própria (Mateus 6:10; 1 João 5:14, 15).• Considere os seus motivos (Provérbios 16:2; Tiago 4:3).• Pense se você tem algum pecado acariciado (Salmos 66:18; Provérbios 15:29; Isaías 59:2).

• Permaneça em Deus e na Sua Palavra (João 15:7; Provérbios 28:9).• Tenha fé quando orar (Hebreus 11:6; Tiago 1:6; Marcos 11:24; Mateus 21:22).• Considere o estado do seu coração, se você é humilde ou orgulhoso (Tiago 4:6; 1 Pedro 5:6).

• Persevere (Lucas 18:1–8).• Perdoe os outros (Marcos 11:25, 26).

• Em última análise, Deus vê o quadro completo e sabe o que é melhor para nós (Romanos 8:28; Efésios 3:20; Jeremias 29:11–13).• Às vezes, a resposta Dee é a mesma que foi para Paulo: “A Minha graça te basta” (2 Coríntios 12:9).

Um fato essencial que determina a nossa reação ao que parecem ser orações não respondidas é a nossa visão de Deus. Se vemos Deus como distante e desinteressado, o nosso relacionamento com Ele enfraquece. Em tempos assim, busque na Bíblia evidências do Seu amor e cuidado por você, e ore para que a sua visão distorcida Dele se torne mais clara.

Ana não teria um testemunho tão marcante se Deus tivesse respondido rapidamente à sua oração por um filho. A demora tornou a resposta de Deus ainda mais extraordinária. Se o nosso objetivo principal for a glória de Deus e não a nossa própria glória, podemos confiar que Deus está moldando a nossa história para o melhor desfecho possível à luz da eternidade. Às vezes, a nossa história de fé em meio às dificuldades oferece esperança a pessoas que precisam de um exemplo de confiança em Deus nas circunstâncias mais desafiadoras.

Quarta, 13 de Maio

Que lições podemos aprender da vida de oração de outras pessoas?

Confessando e chorando:

Esdras 10:1

Neemias 1:4–11

Suplicando por livramento:

2 Reis 13:4

2 Reis 19:14–19

Buscando entendimento:

1 Reis 3:6–9

Jeremias 32:16–25

Pedindo a bênção de Deus:

1 Reis 8:22–54

1 Crônicas 4:9, 10

Revise a passagem que você memorizou de 1 Samuel 1.

Quinta, 14 de Maio

Por que orar se Deus já sabe tudo?

“Não que seja necessário para dar a conhecer a Deus o que somos, mas para nos habilitar a recebê-Lo. A oração não faz Deus descer até nós, mas nos eleva até Ele” (Ellen G. White Caminho a Cristo, p. 59). De fato, Deus conhece os nossos desejos e as nossas necessidades, e lê cada intenção do nosso coração. Orar é bom para nós. Convida-nos a parar no meio da correria da vida, a fazer uma pausa e reconhecer que Deus é soberano sobre tudo, e a nos colocar aos Seus pés. A oração também abre mais caminhos para Deus agir. O Espírito Santo intercede por nós quando não sabemos como ou o que orar (Romanos 8:26, 27).

Por que orar quando tudo vai bem?

A autossuficiência e o orgulho (ver Lição 3) podem ser algumas das maiores barreiras para uma vida de oração forte. Se apenas percebêssemos o quanto precisamos de Deus, iríamos a Ele muito mais! Se anjos perfeitos O adoram e O cultuam, como nós, seres humanos pecadores, podemos pensar que precisamos menos Dele?

Qual é o papel da fé na oração?

dúvida impede Deus de responder às nossas orações. Devemos ir a Deus crendo que Ele é capaz de nos dar coisas boas e que tem a sabedoria para fazer o que é certo (Hebreus 11:6). Reflita nestas palavras: “A oração e a fé estão intimamente ligadas, e precisam ser estudadas juntas. Na oração da fé há uma ciência divina; é uma ciência que todo aquele que quiser fazer da obra de sua vida um sucesso precisa compreender” (Ellen G. White, Educação, p. 183).

Com quem devo orar?

Mais importante de tudo, devemos orar em particular (somente Deus e você), pois a oração e o estudo da Bíblia são a força vital do seu relacionamento pessoal com Deus. Reserve tempo para sondar o seu coração enquanto fala e ouve a Deus (Mateus 6:6). Devemos também orar com a nossa família ou em pequenos grupos (Atos 12:12), porque onde dois ou três crentes estiverem reunidos, Deus está ali (Mateus 18:20). Finalmente, devemos orar com a nossa comunidade da igreja (Tiago 5:13–16). Os três são importantes.

Como podemos ouvir a Deus?

A oração é mais do que apenas falar com Deus; também precisamos permitir que Ele nos “pode” e fale à nossa vida (Veja João 15:2). A forma mais clara e segura de fazer isso é ler a Bíblia e combinar oração e estudo bíblico no nosso momento devocional. Devemos ter cuidado para não esvaziar a mente nem ouvir os nossos próprios pensamentos em vez de examinar a Bíblia.

Sexta, 15 de Maio

“Se consultarmos as nossas dúvidas e temores, ou tentarmos resolver tudo o que não conseguimos ver claramente, antes de termos fé, as perplexidades apenas aumentarão e se aprofundarão. Mas, se formos a Deus, sentindo-nos desamparados e dependentes, como realmente somos, e com fé humilde e confiante Lhe fizermos conhecer as nossas necessidades, Àquele cujo conhecimento é infinito, que vê tudo na criação e que governa tudo por Sua vontade e palavra, Ele pode e atenderá ao nosso clamor, e fará a luz brilhar em nosso coração. Por meio da oração sincera, somos postos em ligação com a mente do Infinito. Talvez não tenhamos nenhuma evidência marcante, naquele momento, de que o rosto do nosso Redentor esteja inclinado sobre nós em compaixão e amor, mas assim é. Talvez não sintamos Seu toque visível, mas Sua mão está sobre nós com amor e compassiva ternura” (Ellen G. White, Caminho a Cristo, p. 61)

“Nosso Deus é um Pai terno e misericordioso. Seu serviço não deve ser visto como um exercício triste e angustiante. Deve ser um prazer adorar ao Senhor e tomar parte em Sua obra. Deus não quer que Seus filhos, para os quais foi provida tão grande salvação, ajam como se Ele fosse um senhor severo e exigente. Ele é o melhor amigo deles; e, quando O adoram, espera estar com eles, para abençoá-los e confortá-los, enchendo-lhes o coração de alegria e amor. O Senhor deseja que Seus filhos encontrem consolo em Seu serviço e encontrem mais prazer do que dificuldade em Sua obra. Deseja que aqueles que vêm adorá-Lo levem consigo preciosos pensamentos acerca de Seu cuidado e amor, para que sejam animados em todas as ocupações da vida diária, para que tenham graça para agir com honestidade e fidelidade em todas as coisas.

“Devemos nos reunir em torno da cruz. Cristo e Ele crucificado devem ser o tema da contemplação, da conversa e da nossa mais alegre emoção. Devemos conservar em nossos pensamentos toda bênção que recebemos de Deus, e, ao percebermos Seu grande amor, devemos estar dispostos a confiar tudo à mão que foi pregada na cruz por nós.

“A alma pode elevar-se para mais perto do Céu nas asas do louvor. Deus é adorado com cântico e música nas cortes celestiais, e, ao expressarmos a nossa gratidão, aproximamo-nos da adoração dos exércitos celestiais. ‘Aquele que oferece louvor Me glorificará’. Salmos 50:23. Apresentemo-nos, pois, diante do nosso Criador com reverente alegria, com ‘ações de graças e voz de melodia’. Isaías 51:3” (Caminho a Cristo, p. 65, 66)