Vivendo pela fé

Sábado, 16 de Maio

VERSO PARA MEMORIZAR:


Leituras da semana:
Marcos 9:14-29
Apartir do Título, e do estudo da semana, anote suas impressões sobre o que se trata a lição:

Pesquise: em comentários bíblicos, livros denominacionais e de Ellen G. White sobre temas neste texto: Marcos 9:14-29

* Estude a lição desta semana para se preparar para o Sábado, 23 de Maio.

Domingo, 17 de Maio

Diz-se que “a fé é como o Wi-Fi. É invisível, mas tem o poder de conectar você àquilo de que precisa”. Não há dúvida de que, sem fé, não teríamos relacionamento com Deus.

Certamente, “a fé mostra a realidade daquilo que esperamos; ela é a prova das coisas que não vemos” (Hebreus 11:1). Não é algo que possamos gerar por nós mesmos, pois “Deus repartiu a cada um uma medida de fé” (Romanos 12:3). A fé é um dom de Deus (Efésios 2:8, 9), e, ainda assim, a nossa fé em Deus só é possível por causa do que Deus já está fazendo em nós e por nós.

a geração quer um sinal, e a nossa não é diferente. Mas os sinais estão por toda parte. Se você ler Mateus 24 e os livros de Daniel e Apocalipse, verá quantas profecias foram e estão sendo cumpridas até agora. Cada profecia cumprida é um sinal para firmar a nossa fé e estabelecer a nossa confiança nas promessas de Deus.

Os fariseus exigiram que Jesus lhes mostrasse um sinal (Marcos 8:11). Será que discutimos com Jesus e O colocamos à prova, como fizeram os fariseus? Exigimos que Deus envie sinais segundo os nossos termos e no nosso cronograma? Fazemos com que Ele “[suspire] profundamente em Seu espírito” (Marcos 8:12) por causa da nossa falta de fé, quando Ele já nos deu tudo de que precisamos para crer?

Às vezes convencemo-nos de que um sinal é tudo de que precisamos, quando Deus sabe que um sinal não nos ajudará. Quando os fariseus exigiram um sinal, estavam ignorando os verdadeiros problemas espirituais deles que precisavam ser tratados. “Esses sinais não eram o que os judeus necessitavam. Nenhuma evidência meramente externa poderia beneficiá-los. O que eles precisavam não era de esclarecimento intelectual, mas de renovação espiritual” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 321). Será que nós também precisamos de renovação espiritual — uma caminhada genuína, momento a momento, com Deus? Talvez, na verdade, não precisemos de um sinal, porque temos muito conhecimento ao nosso alcance, especialmente em nossas próprias Bíblias.

Assim, em vez de fazer Jesus “[suspirar] profundamente” por causa da nossa falta de fé, que possamos lembrar as palavras que Jesus disse a Tomé: “Bem-aventurados os que não viram e creram” (João 20:29). Que possamos ter o tipo de fé que permanece forte mesmo quando não vemos (Hebreus 11:1). Deus não nos pede que tenhamos uma fé cega — Ele já nos deu muitas razões para crer. Mesmo com todas essas razões, sempre há espaço para a dúvida. A chave é focar naquilo que fortalece a fé, e não naquilo que traz dúvida.

Nesta semana, vamos explorar o tema da fé: o que fazer com a dúvida e a incredulidade, compreender o que a fé é e o que ela não é, e o que significa ter “a fé de Jesus”.

Segunda, 18 de Maio

Em Marcos 9:17–19, lemos sobre um homem que relatou a Jesus que os discípulos não tinham poder para libertar seu filho do domínio dos demônios. O homem também questionou se Jesus seria capaz de ajudá-lo. O seu pedido estava cheio de dúvida: “Se Tu podes fazer alguma coisa...” (Marcos 9:22).

A resposta de Jesus a esse homem fala a todo duvidoso ao longo da história humana. Jesus convida o cético a crer: “Se tu podes crer, tudo é possível ao que crê” (Marcos 9:23). O homem só conseguiu reunir fé suficiente para dizer: “Senhor, eu creio; ajuda a minha incredulidade!” (Marcos 9:24). Jesus não exigiu que o homem tivesse uma fé perfeita. Na verdade, Jesus precisa apenas de um pouco de fé como um grão de mostarda para começar (Mateus 17:20). Desde que estejamos dispostos a cooperar com Ele, Deus ajudará a nossa fé a crescer.

Esta história traz uma lembrança importante de que fé e dúvida podem existir juntas. Ninguém deveria se afastar de Deus simplesmente porque tem dúvidas, como esse homem não fez. A história também demonstra que a fé não é estática. A fé é uma condição dinâmica que pode crescer e se tornar mais forte com o tempo ou deteriorar-se e enfraquecer. Isso dá esperança àqueles que desejam ter mais fé. Até os céticos endurecidos podem tornar-se crentes firmes. O contrário também é verdade. Crentes de toda a vida podem perder a fé se não a alimentarem continuamente (Hebreus 10:23). Este é um solene alerta aos crentes que podem ser tentados a se acomodar e a considerar a sua fé como garantida.

A história desse pai deve encorajar todos a pedir mais fé a Deus. Com lágrimas, esse homem clamou e suplicou a Jesus que o ajudasse a crer. Nós também podemos reconhecer a nossa incredulidade e pedir a Deus que aumente a nossa fé. Essa será a oração sincera daqueles que assumem a responsabilidade por sua fé e estão lutando contra a incredulidade.

Infelizmente, algumas pessoas não assumem a responsabilidade por sua fé. Tentam tomar emprestada a fé de outras pessoas, como as cinco virgens néscias que entraram em pânico e tentaram pedir azeite emprestado às amigas (Mateus 25:8). Quando uma crise surge, aqueles que dependem da fé de outra pessoa a perdem muito rapidamente. Os que perseverarem até o fim precisam estabelecer sua própria ligação pessoal com Deus.

Só porque estamos seguindo Jesus não significa automaticamente que a nossa fé seja forte. Na verdade, os próprios discípulos muitas vezes tiveram pouca fé, mesmo depois da ressurreição (Marcos 16:11–14). Talvez seja por isso que Paulo exortou os crentes a “examinarem-se a si mesmos para ver se estão na fé” (2 Coríntios 13:5). Devemos sondar o nosso próprio coração e orar por mais fé.

Terça, 19 de Maio

Algumas pessoas podem pensar que não têm fé porque não se sentem próximas de Deus, ou porque não são o tipo de cristão que acham que deveriam ser. No entanto, a fé diz respeito a crer e confiar em Deus, não apenas nos bons momentos, mas também na escuridão, em meio à tempestade, ou até quando você não consegue compreender plenamente o que está acontecendo em sua vida.

Os sentimentos nunca devem dominar a nossa experiência religiosa ou o nosso relacionamento com Deus. É precisamente quando pensamos estar distantes de Deus que precisamos exercer a nossa fé e clamar a Ele, como fez o pai em Marcos 9:24. Como escreveu Ellen G. White: “Muitos não exercem aquela fé que é seu privilégio e dever exercer, muitas vezes esperando por aquele sentimento que somente a fé pode trazer. O sentimento não é fé.… A fé nos cabe exercer, mas o sentimento de alegria e a bênção cabem a Deus conceder” (Primeiros Escritos, p. 86).

A fé não depende de algum acontecimento empolgante ou de um auge emocional. A fé está fundamentada na Palavra de Deus (Romanos 10:17). Crer é uma escolha deliberada que é feita na mente, e isso às vezes é contrário ao sentimento.

A fé não é uma coisa material; é uma resposta humana despertada pelo Espírito Santo. Deus é o iniciador gracioso que, por meio do Espírito Santo, nos atrai a Si mesmo quando Lhe permitimos fazer isso (Jeremias 31:3). Somos salvos pela graça, mediante a fé (Efésios 2:8, 9), que é uma resposta à graça de Deus concedida a nós por meio da morte de Jesus. Somos salvos porque cremos em Deus como resultado da Sua graça. Isso está no centro de ter um relacionamento com Ele.

Quando temos dúvidas sobre Deus, Seu caráter, ou Sua Palavra, o que fazemos com elas? Deus não ignora nem contorna a razão humana, pois Ele nos criou à Sua imagem e nos convida a dialogar com Ele, como fez com Abraão, Moisés e Jó. Deus nos convida a aprender a agir dentro dos Seus grandes e infinitos padrões de razão, ainda que em algum momento precisemos nos render ao que não compreendemos plenamente. Embora o Espírito Santo nos impulsione a crer, o inimigo das almas quer que nos entreguemos à dúvida e descartemos o envolvimento de Deus em nossa vida. No fim, escolhemos alimentar a crença ou a incredulidade e, assim, determinamos a direção que seguiremos.

Ninguém tem dúvidas ou sentimentos tão grandes que Deus seja incapaz de fazer a sua fé crescer. Ele dá a cada pessoa uma medida de fé (Romanos 12:3), com a maravilhosa possibilidade de crescimento. O que fazemos com a fé que Deus nos dá é uma escolha nossa.

Quarta, 20 de Maio

Compare a fé de diferentes pessoas que interagiram com Jesus. O que essas histórias nos ensinam sobre a fé?

Incredulidade:

Mateus 8:23–27

Mateus 13:58

Mateus 14:22–33

Mateus 16:5–12

Grande fé:

Mateus 8:5–13

Mateus 15:21–28

O poder da fé:

Mateus 17:19–21

Mateus 21:21, 22

Revise a passagem que você memorizou de Marcos 9.

Quinta, 21 de Maio

Parte das três mensagens angélicas dadas no encerramento da história do mundo descreve Deus tendo um povo nesta Terra que guarda os mandamentos de Deus e tem a fé de Jesus (Apocalipse 14:12). São pessoas que desenvolveram uma fé inabalável, apesar da pressão do mundo para comprometer seus princípios.

Se você estudar a história de como os Adventistas do Sétimo Dia compreenderam a justificação pela fé, verá que, na década de 1890, a compreensão da fé de Jesus e das três mensagens angélicas foi grandemente enfatizada na igreja. Até então, a igreja havia dado grande ênfase à lei, e era necessária uma ênfase maior no evangelho. Ellen G. White resumiu isso bem: “Os mandamentos de Deus têm sido proclamados, mas a fé de Jesus Cristo não tem sido proclamada pelos Adventistas do Sétimo Dia como de igual importância, a lei e o evangelho andando de mãos dadas” (Mensagens Escolhidas, p. 142).

Ter a fé de Jesus significa que, por meio da obediência a Ele e à Sua Palavra, imitaremos a fé que Ele tinha em Deus. Além disso, a fé de Jesus também se refere a uma experiência diária, ativa e viva com Jesus. Significa conhecer e agir com base no fato de que somente colocando Jesus no centro da nossa vida diária somos levados a um relacionamento salvador com Deus.

A fé de Jesus é uma fé que não cede sob extrema pressão. A força da fé de Jesus foi plenamente demonstrada no Jardim do Getsêmani, quando tudo dentro Dele queria escapar do sofrimento (Mateus 26:36–42). Mesmo assim, Ele permaneceu fiel ao que Seu Pai Lhe estava pedindo que fizesse.

A fé de Jesus não é algo que possamos produzir por nós mesmos. É algo que só podemos receber de Deus. Ter a fé de Jesus significa ter Jesus habitando em nós e, assim, ter a fé Dele em nosso coração, pois Jesus é o verdadeiro fundamento da nossa fé. Às vezes, a nossa fé pode ser fraca. No entanto, Jesus é digno (Apocalipse 5:9), e podemos receber a Sua fé, tanto refletida em nossa própria experiência quanto creditada a nós, por Seu dom da graça a todos os que creem.

Você deseja ter a fé de Jesus? Peça humildemente a Deus que a lhe dê e tome Hebreus 11:6 como sua oração pessoal, dizendo: “Senhor, sem fé é impossível agradar-Te. Eu venho a Ti e creio que Tu existes, e que recompensarás quando eu Te buscar diligentemente. Eu faço isso agora.”

Sexta, 22 de Maio

“Nada parece mais desamparado e, ainda assim, na realidade, mais invencível, do que a alma que sente a sua própria nulidade e confia inteiramente nos méritos do Salvador. Pela oração, pelo estudo de Sua Palavra, pela fé em Sua permanente presença, o mais fraco dos seres humanos pode viver em contato com o Cristo vivo, e Ele o segurará por uma mão que jamais o soltará” (Ellen G. White, A Ciência do Bom Viver, p. 105).

“A fé deles [dos discípulos] precisava ser fortalecida por oração fervorosa e jejum, e humilhação de coração. Eles precisavam ser esvaziados do eu e cheios do Espírito e do poder de Deus. Somente a súplica sincera e perseverante a Deus, em fé — fé que leva à inteira dependência de Deus e à consagração sem reservas à Sua obra — pode trazer aos homens o auxílio do Espírito Santo na batalha contra os principados e potestades, os dominadores deste mundo tenebroso e os espíritos malignos nas regiões celestiais (Efésios 6:12).

“‘Se tiverdes fé como um grão de mostarda’, disse Jesus, ‘direis a este monte: Passa daqui para acolá; e ele passará (Mateus 17:20). Embora o grão de mostarda seja tão pequeno, ele contém o mesmo misterioso princípio de vida que produz crescimento na mais elevada árvore. Quando a semente de mostarda é lançada na terra, o pequeno germe se apropria de cada elemento que Deus proveu para o seu alimento, e rapidamente desenvolve um crescimento vigoroso. Se você tiver uma fé como essa, lançará mão da Palavra de Deus e de todos os meios auxiliares que Ele designou. Assim, a sua fé se fortalecerá e trará em seu auxílio o poder do Céu. Os obstáculos que Satanás amontoa em seu caminho, embora pareçam tão intransponíveis quanto as colinas eternas, desaparecerão diante da exigência da fé. ‘Nada vos será impossível.’ (v. 20) (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações).

“A fé em Jesus crescerá à medida que você conhecer melhor o seu Redentor, ao demorar-se em Sua vida sem pecado e em Seu infinito amor. Você não pode desonrar mais a Deus do que professando ser Seu discípulo enquanto se mantém distante Dele e não é alimentado nem nutrido por Seu Espírito Santo. Quando você estiver crescendo na graça, gostará de participar das reuniões religiosas e, com alegria, dará testemunho do amor de Cristo diante da congregação. Deus, por Sua graça, pode tornar o jovem prudente, e pode dar às crianças conhecimento e experiência. Eles podem crescer diariamente na graça. Você não deve medir a sua fé pelos seus sentimentos” (Ellen G. White, Mensagens aos Jovens, p. 91).